Jovens Sarados testemunham a alegria de ser um ressuscitado

Padre Edimilson Lopes. Foto: Arquivo CN

Padre Edimilson Lopes. Foto: Arquivo CN

Na manhã de domingo, no Acampamento Jovens Sarados, padre Edimilson Lopes apresentou aos participantes do encontro o testemunho de cinco jovens que fazer parte do Grupo Jovens Sarados em diferentes cidades.

O primeiro a testemunhar foi Ricardo, da missão de Santo André (SP).

“Meu nome é Ricardo, tenho 30 anos e uma filha de seis anos. Estou no Jovens Sarados há pouco mais de cinco anos. Sou muito feliz, mas não fui sempre assim.

Aos 17 anos, comecei um estágio numa empresa e fui registrado para permanecer como funcionário. Para comemorar essa efetivação, bebi pela primeira vez. Tomei um porre de vinho e gostei. Maldito esse primeiro porre, porque fiquei sete anos bebendo. No início, apenas aos fins de semana; depois comecei a levar isso para os dias da semana também. Quando percebi, já não bastava mais guardar dinheiro para comer, eu precisava também beber nos lugares que frequentava.

Aos 20 anos, tive depressão. Na primeira crise, não conseguia levantar da cama. Neste momento, procurei uma junta médica e, por indicação da minha irmã, procurei também um grupo de oração. Lá, fiz minha primeira experiência com Deus. Ele tirou a depressão de mim, mas eu continuava na balada nos fins de semana. Com os amigos da empresa onde eu ainda trabalhava, conheci uma casa de prostituição. Quando não tinha dinheiro para ir lá, precisava me masturbar duas vezes antes de dormir. Não demorou muito, veio a recaída na depressão. Eu tomava remédios durante a semana, mas, no fim de semana, parava a medicação para beber. Permaneci dessa forma por mais sete anos.

Por causa da bebida, quebrei um dedo quando estava bêbado e perdi dois carros, perda total! Minha filha foi concebida dentro de uma balada. Até que, no carnaval de 2011, eu tive um convite para participar de um encontro dos Jovens Sarados. Um Maranatha de quatro dias em São Roque (SP).

Para minha surpresa, no primeiro dia, tive um impacto com Deus, que abriu o meu coração para os outros quatro dias de encontro. Eu chegava no quarto e via jovens ajoelhados e rezando o terço, então, pensava: isso não é coisa pra velho? Eu não conhecia nada daquela vida em Deus. Naqueles dias, o que mais me achou à atenção foram as pessoas de sorriso fácil.

Eu vivia de um jeito errado, porque não sabia que existiam jovens com uma vida diferente. Quando comecei a participar dos Jovens Sarados, minha felicidade começou a ser proporcional à minha entrega a Deus. Quanto mais eu me entregava, mais feliz eu era; quanto mais eu me entregava, mais livre eu me sentia.

Aquele rapaz que tinha depressão, agora estudava, tinha uma bolsa na faculdade, era pai e coordenador no grupo Jovens Sarados.

Depois de três anos, tive uma recaída na depressão, talvez por exceder meus limites físicos. Com uma vida já em Deus, eu me perguntava por que daquilo. Então, comecei a trilhar um caminho de autoconhecimento, uma vida mais fecunda na Palavra de Deus, na Eucaristia. Há um ano, tive alta dos médicos. Hoje, posso dizer que tenho provado um pouco do que Paulo disse aos Gálatas: “Não sou que vivo, mas é Cristo que vive em mim” por meio da Palavra, da Eucaristia.

A segunda jovem a dar seu testemunho foi Jéssica, de São Sebastião do Paraíso (MG).

Minha história com os Jovens Sarados começou em 2012, quando eu vivia uma “vida morta”, eu era “Lázaro” dentro do túmulo, porque eu era a dona da minha vida. Fiz faculdade, era uma boa profissional, vivia sozinha, morava fora da casa dos meus pais, tinha os relacionamentos que queria, ia às festas que queria, mas a felicidade não estava em minhas mãos.

Eu perguntava ao Senhor se deveria ir para a direita ou para a esquerda, mas nunca Lhe dei as rédeas da minha vida. Fui, então, a um encontro Jovens Sarados, mas confesso que não entendi nada daquilo.

Em junho de 2012, meu pai adoeceu e eu percebi que não era tão senhora da minha vida. Aos 42, ele faleceu. Esse não foi o motivo da minha dor, mas da minha redenção.

Após meu pai falecer, eu voltei para casa da minha mãe e cuidei das coisas que meu pai nos deixou. Nessa época, o Grupo Jovens Sarados começou na minha cidade. Lá, Deus me disse que eu continuava filha d’Ele, apesar dos desafios. No grupo, eu fui acolhida.

Hoje, minha maior graça é chegar diante do Santíssimo e perguntar a Deus: “Qual a direção da minha vida?”.

Padre Edimilson Lopes convida cinco Jovens Sarados para testemunhar no palco do centro de Evangelização da Canção Nova. Foto: Arquivo CN

Padre Edimilson Lopes convida cinco Jovens Sarados para testemunhar no palco do Centro de Evangelização da Canção Nova. Foto: Arquivo CN

Estéfano, também Jovem Sarado, começou sua história com o grupo em 2008.

Meu irmão e eu não tivemos uma vida desregrada, pois tínhamos uma educação rígida em casa. No tempo de adolescente, nossa diversão era curtir vídeo-game, ir a estádios de futebol. Já tínhamos conhecimento de grupos de jovens e sonhávamos com um grupo radical. Mas, afastado da Igreja, eu me descontrolei na sexualidade, por causa da masturbação. No entanto, quando você tem amigos de verdade, eles não o abandonam.

Quando você se afasta da Igreja, mas tem amigos que ainda a frequentam, você os acha chatos, porque só falam sobre esses assuntos. A Aline e o Gilberto, meus amigos, insistiam muito para que meu irmão e eu fôssemos ao grupo de oração. Em janeiro de 2009, como havíamos prometido a eles, fomos a um carnaval sarado.

Lá, Deus começou a agir na minha vida e vi que meus amigos não haviam me abandonado, mas eu que havia me afastado deles. Aquele carnaval foi uma transformação, um impacto em minha vida; e o que mais me chamou à atenção foi a acolhida do padre, porque eu não me achava digno de estar próximo de Deus.

Depois daquele retiro, minha vida mudou. O que eu sempre havia buscado, um grupo radical, eu havia encontrado. Lembro-me de que, em 11 de julho de 2009, comecei a fazer parte o grupo de jovens sarados.

Hoje, sou noivo, de casamento marcado, um sonho que havia perdido. Sou um ressuscitado. Deus transformou minha vida.

Raimunda, uma mãe que faz parte do grupo Jovem Sarados de São Bernardo (SP), é conhecida por todos como “tia pretinha”.

Tenho dois filhos e vou contar como foi minha missão. Eu era nordestina arretada, cervejeira e forrozeira, não levava desaforo pra casa. Tudo para mim e para meu marido era motivo de churrasco, cerveja e forró.

Meus filhos, que já faziam parte do grupo Jovens Sarados, receberam em casa o padre Edimilson. Ele ia ficar hospedado na minha casa, mas, naquela noite, como de costume, eu tinha um churrasco para ir. Disse ao meu filho “a visita é sua” é saí; na verdade, não acreditei muito que um padre da Canção Nova fosse à minha casa. Mas deixei um bolo pronto para recebê-lo. Fui par a festa. Eu pensava que a cura da tristeza era a cerveja e o churrasco.

Quando voltei para casa, já tarde da noite, encontrei alguns jovens e o padre na minha sala. Ao ver a alegria daqueles jovens, tive uma crise de choro. No outro dia, levantei cedo, arrumei a mesa do café da manhã para o padre e dei de cara com ele na minha cozinha, sorrindo pra mim. Chamei uma sobrinha para ajudar a fazer o almoço para eles.

Quando me sentei, ainda pela manhã, junto daqueles jovens, eu chorei muito. Depois daquilo, comecei a querer parar de beber. Um dia, fui chamada para ajudar a fazer a comida para um encontro de jovens. Lá, fui aprendendo a amar o grupo, a amar a missão. Aprendi a acolher os jovens, a dar a eles palavras de amor. Isso tudo eu aprendi por meio dos meus filhos, que nunca se esqueceram de mim nas orações.

Hoje, tenho orgulho de ser mãe sarada, tive a coragem de me decidir por Deus, de renunciar à cerveja e ao forró para ser de Deus. Pai, mãe, quantas vezes seus filhos não murmuram, porque vocês ficam reclamando do horário na igreja, do horário da Missa! Mas isso não é motivo para vocês desistirem de Deus. Eu ofereci minha casa, meu casamento ao Senhor. Deus está em primeiro lugar na minha vida!

Você, jovem, que fica procurando desculpa para não ir ao grupo, você é um fraco! Você, mãe, que fica preocupada com os bandidos, por causa dos horários que seu filho vai à igreja, mas não se importa de ele ir a uma balada, não se preocupe, porque, quando eles estão na igreja, Deus toma conta deles.

O último jovem sarado a deixam seu testemunho de vida foi João Pedro, de Belo Horizonte MG).

Quando eu tinha 5 anos de idade, meu pai saiu de casa dizendo que ia trabalhar, mas não voltou. Dias depois, chegou uma carta dele em casa, dizendo que tinha ido morar nos Estados Unidos. Foi um abandono.

Eu cresci com a falta do meu pai e também da minha mãe, porque ela precisou se dedicar a manter a casa sozinha, cuidar das coisas materiais. Por causa disso, fui buscar no mundo o que não tinha em casa, que era amor. Procurei nas mulheres, na vida desregrada, o amor que eu não tinha em casa. Acreditei que seria feliz se me entregasse aos prazeres do mundo. Queria ser feliz, mas não sabia onde estava a felicidade verdadeira. Por causa do pecado, adquiri o vício da mentira. Eu não só falava mentira, como eu era a mentira. Não sabia que o amor que buscava estava em Deus.

Um dia, na Santa Missa, o Senhor me encontrou. Naquele dia, experimentei um amor tão grande, tão forte, que me fez entender que eu não merecia migalhas, porque o Senhor tinha algo muito maior para minha vida.

A partir desse dia, minha vida começou a mudar e fui deixando todo fardo que me impedia de ser feliz. A partir daí, Deus me deu a graça de conhecer a pessoa mais lida e doce que já conheci, a Gabi. Ela me levou para Deus, nós conhecemos a Canção Nova e fizemos uma experiência de oração. Um ano depois, o Senhor nos deu uma resposta, que existia uma geração de jovens sarados.

Em 2014, quando chegamos na Canção Nova, conhecemos essa galera louca por Deus. Foi quando iniciamos essa alegria de ser sarados. Posso dizer que sou apaixonado pelos Jovens Sarados! Eu quero ser fiel, instrumento, um jovem ressuscitado para ressuscitar.

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso

Adquira esta palestra pelo telefone: (12) 3186 – 2600

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Padre Edimilson Lopes


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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