Amou-nos até o fim

Jesus foi até as últimas consequências para salvar você

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Alexandre Oliveira. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O tema desta pregação é o tema deste Acampamento de Semana Santa. “Amou-nos até o fim”.

Ontem a tarde refletimos, pregação que não foi transmitida pela TV, mas você pode adquirir. No livro de João, capítulo 12, um pouco antes da passagem onde Jesus vai viver seus últimos momentos, foi uma hora em que todo mundo queria ver Jesus. Até os gregos! E Felipe e André dizem a Jesus: “tem pessoas aí querendo te ver”. Jesus responde que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, ele não dá fruto.

O senhorio de Jesus

A partir daí começamos a refletir o senhorio de Jesus.

1- Não basta dizer que jesus é o Senhor, é preciso que o sirvamos. Jesus promete que: “se alguém Me serve Meu Pai o honrará”. Não da maneira como nós queremos, queremos servir a Deus, mas não queremos morrer. Ontem eramos provocados a morrer para nós mesmos, para nossa vontade, os nossos direitos. Temos que morrer para tudo isso.
Servir a Deus, morrendo a cada dia.
2 – Contemplarmos o Senhor que sobe da terra ao Céu. Ele se coloca entre o Céu e a terra como sacerdote, intercessor. Pelo seu sangue fomos remidos, por isso não podemos ser cristãos que vivem as coisas rasas desse mundo. Estamos no mundo mas não podemos viver as coisas do mundo, vivermos atrás de vícios, coisas mundanas, mas com Cristo subir até o calvário, elevar a nossa vida.
3 – Eramos também provocados a colocar sempre em evidencia o Senhor. Se algo ou alguém que não seja Deus, está em evidencia em sua vida, peça que o sangue do cordeiro o livre deste mal.

O Senhor também Se esconde, ontem refletimos sobre o escondimento de Deus. E nós O procuramos, e rezamos, e rezamos e parece que Deus está escondido. Pedimos a Deus a cura, a conversão de um familiar, e parece que Deus não nos ouve.

Cristo foi soberano perante a morte, e não o contrário

Que hoje, nesta sexta feira, possamos esbarrar com o Senhor, encontrá-Lo, sermos visitado por Ele, estamos em retiro.
Mas essa era a pregação de ontem, a de hoje é “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”(Jo 13, 1).

Este é exatamente o início do Evangelho da missa de ontem, a do lava pés.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo número 609, tem o título: Jesus abraça livremente o amor redentor do Pai. “Ao abraçar em seu coração humano o amor do Pai pelos homens, Jesus “amou-os até o fim” (Jo 13,11), “pois ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). Assim, no sofrimento e na morte, sua humanidade se tornou o instrumento livre e perfeito de seu amor divino, que quer a salvação dos homens. Com efeito, aceitou livremente sua Paixão e sua Morte por amor de seu Pai e dos homens, que o Pai quer salvar: “Ninguém me tira a vida, mas eu a dou livremente” (Jo 10,18). Daí a liberdade soberana do Filho de Deus quando Ele mesmo vai ao encontro da morte”.

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Essa decisão de Jesus foi uma decisão soberana, quando Ele mesmo vai ao encontro da morte. Dos quatro evangelistas, João é o que procura mostrar que o sacrifício de Jesus foi uma decisão pessoal. Quando assistimos o filme – A paixão de Cristo – , ficamos exatamente com essa impressão de que Cristo reina na cruz.

Paulo vai dizer “que eu me glorie somente da cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo” (Gl 6, 13) . Pela ressurreição de Cristo se manifesta aos olhos da humanidade o Senhorio de Jesus, mas esse gesto se apoia da cruz.

Como o cristão deve viver a Sexta Feira Santa?

Não podemos viver a sexta feira santa como um dia de tristeza, mas como um dia de recolhimento. O coração é o lugar, a casa, onde nos encontramos com Deus. Nesse dia evitamos as palmas, os cantos mais alegres, mas não porque é um dia de tristeza, mas um motivo de uma profunda reflexão.

Tenho pedido a ajuda dos Santos para isso.

Santa Faustina vai falar da experiência dela na semana santa.

O primeiro ponto que Santa Faustina nos ensina é que devemos contemplar a Jesus com um coração agradecido.

– Gratidão.

Vivemos num tempo que reclamamos de tudo.
Hoje é dia de olhar para Jesus na cruz, e o amarmos com toda a força, e dizer “era para eu estar aí, o meu lugar era esse e Ele está ai no meu lugar”. Não há outra coisa a fazer hoje a não ser amar e amar e amar a Deus, não de olhar para Ele e dizer: “Tadinho, oh nossa que dó!”
Por um momento esqueça da sua miséria! Somos pecadores, sabemos, não precisamos que nos lembrem disso, mas esqueça sua miséria hoje e peça a graça de Deus, que Ele te dê o dom do amor.
O amor vence hoje. Hoje é o dia que nossos corações tem que contemplar o Senhor com gratidão.

– Participar da paixão de Cristo.

Num outro momento, Santa Faustina nos ensina que a segunda postura do cristão é participar da paixão de Cristo. “completo, na minha carne, o que falta às tribulações de Cristo ” (Cl 1, 24).
Não sei qual é o seu sofrimento hoje. Você tem em sua bagagem, sua mochila da vida, os seus sofrimentos. O que fazer, como viver da paixão de Cristo com seu sofrimento?
Jesus que nos amou até o fim, convida a mim e você, a participar da paixão Dele.
Nossa resposta deve ser: “Senhor, a partir do meu sofrimento, eu me decido, como o Senhor a amar até o fim”.

Onde você tem que amar até o fim? Está difícil esse casamento? E lá no trabalho? Com esse filho rebelde? Lá na sua paróquia, está sofrendo humilhação?
Cada vez que você lembra da pessoa que te traiu, que te apunhalou pelas costas, hoje é o dia santo de fazer que todo rancor caia por terra. Nós cristãos não fomos chamados a “desforra”, a vingança, mas a amar ate o fim.

Como é triste ver homens e mulheres de Deus alimentando “desforra”. Na casa de Deus não cabe vingança, nem “puxar tapete” um do outro, ou dizer “ele vai me pagar!”.
Na casa de Deus temos que dizer: “meu coração está doendo”, e não é vergonha dizer isso, diga a Deus. Na casa de Deus você tem que perdoar. E perdoar até o fim.

É fácil isso? Claro que não é!

Mas, bem aventurado é você que cuida de quem precisa, de um familiar doente. Você que está lá se dedicando e amando até o fim. É amar até o fim!

Você está disposto a ir até as últimas consequências por amor? Reclamar é fácil! Aprenda com Santa Faustina a não reclamar, mas ir além: “no meu sofrimento eu vou me unir”.

– Intercessão.

Terceira postura. A Intercessão. Diz ela: “As três horas rezei com os braços estendidos pelo mundo todo”.
Tem muitos cristãos que vivem a Sexta Feira Santa preocupados com o bacalhau, com o almoço, com o passeio (porque hoje é feriado, né?), com o futebol. Não somos melhores que esses que tratam o dia santo como um feriadão. Não somos melhores, mas somos diferentes, fomos escolhidos.

E porque Deus nos escolheu? Não sei! Quando chegarmos no Céu poderemos perguntar a Ele.

Mas, eu vou interceder, vou interceder por aqueles que não adoram o Senhor.

Hoje é dia de interceder pela nossa nação. Tanta gente metida em “maracutaias, ilegalidade”. Contudo, há esperança, Deus ama essa nação.
Há muitas doenças em nosso país. Sabe porque? Porque banalizamos o sagrado.

 

Vale a pena ser de Deus. Nesta Sexta Feira Santa, levante a bandeira da santidade. Leve a santidade por onde você for, seja intercessor.

 

Transcrição e adaptação: Sandro Arquejada


Alexandre Oliveira


Missionário da Comunidade Canção Nova

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