Volta pra casa do Pai, é tempo de misericórdia

Esteja você em que situação estiver, volta pra casa, volte para Deus!

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Monsenhor Jonas Abib. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

São Francisco morreu ao lado da Porciúncula (pequena Igreja restaurada por ele em Assis – Itália). Mas antes de morrer, pediu ao Papa que desse indulgência a todos que entrassem naquela Igreja e o Papa concedeu. Perguntou em que dia do ano seria e Francisco respondeu: em qualquer dia Santo Padre! É claro que o Papa não poderia conceder isto, então concedeu no dia de hoje esta indulgência plenária e indulgência em todas as igrejas.

Esteja você em que situação estiver, volta pra casa, volte para Deus! Tanta gente tem tudo para voltar, mas não volta, é teimosa, sabe que está errada, mas não volta. O Senhor está apelando a você: volta, é tempo de misericórdia, os céus estão abertos, escancarados esperando a sua volta!

Ovelha não tem faro nenhum, ela se perde facilmente. Facilmente cai num precipício. Jesus conta na parábola que quando falta uma ovelha o pastor larga as outras 99 e vai atrás daquela que se perdeu. Ele corria um sério risco de perder as 99, mas Jesus contou assim para mostrar que aquela que se perdeu era preciosa. É assim: ele larga as 99, arrisca tudo por causa dela. Jesus arrisca tudo por causa de você. Diga: pode arriscar Jesus, eu quero te pertencer e hoje eu volto pra casa, porque é tempo de misericórdia.

A segunda parábola que Jesus contou é aquela da mulher que tem várias moedas e perde uma, e porque perdeu uma, revira a casa para encontrá-la. Sempre pensei que esta mulher fosse uma mulher idosa, velha, mas uma vez o Prado Flores (pregador, fundador da Escola de Evangelização Santo André) nos contou que naquela época as mulheres tinham de ter um dote para passar ao noivo, ela tinha que levar este dote, pois vinha juntando estas moedas, e por isso faz de tudo, varre toda a casa para encontrar aquela moeda, reúne suas companheiras e faz a maior festa e diz: eu encontrei a moeda que tinha perdido, agora eu posso me casar.

Se você é esta moeda perdida, volte logo, não espere Jesus varrer a casa para te encontrar, pelo contrário, exponha-se, faça-se ver. Jesus quer te tomar de volta. Todos nós, homens e mulheres, precisamos passar pelas núpcias, entrar para o reino de Deus.

Na parábola do Filho Pródigo, o pai foi justo, dividiu a herança entre os filhos, vendeu tudo e ficou sem nada. Só pai faz uma coisa assim. Jesus já está nos dizendo como é o coração do pai, ele fica sem nada para dar tudo a mim.

O filho gastou tudo o que era do pai, esbanjou tudo. Ele perdeu tudo e começou a passar penúria, desejava se alimentar da lavagem que os porcos comiam. Para os judeus os porcos são impuros e, por isso, só de ficar perto do porco você já se contamina. E este rapaz é obrigado a tratar de porcos. Certamente eles pertenciam a alguém que não era judeu.

Ele tornou-se impuro totalmente, impuro tratando o pai daquela forma, impuro pela besteirada que fez gastando tudo o que recebeu do pai, impuro por estar tratando dos porcos e por querer comer o que sobrava deles.

Se você chegou a este ponto, volta pra casa meu filho, volta pra casa minha filha, é tempo de misericórdia, a hora é agora. Ele está de braços abertos para receber você, hoje é o dia de voltar.

“Vou me levantar e irei para o meu pai, e lhe direi: meu pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado seu filho, trata-me como a um de seus empregados”.

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“Deus está de braços abertos para receber você, hoje é o dia de voltar.” (Monsenhor Jonas). Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Ser chamado filho era a coisa mas importante, e ainda hoje é

A canalhice que ele fez, fez com que ele dissesse: não sou mais digno de ser chamado filho, trata-me como a uma de seus empregados. Ele sabia que seu pai tratava bem os empregados.

O pai estava longe ainda, mas de longe viu o filho, pois certamente todos os dias ele aguardava o filho voltar. O pai emocionado, movido de compaixão correu-lhe ao encontro e o abraçou e beijou. Para um judeu o beijo é algo muito importante, não se beija qualquer um, ele fez questão de beijar o seu filho. O pai devolveu a ele a dignidade de filho, de seu filho.

“Este meu filho estava morto e reviveu”. O Pai hoje diz isto a respeito de você. Se você se confessa, se arrepende, deixa a vida errada, os vícios que carrega, o Pai hoje vai dizer a você: este meu filho estava morto e reviveu. Repita comigo: eu quero reviver, quero ressuscitar para a vida, para o Pai, para o céu, eu quero e eu vou ressuscitar, já estou voltando.

Quanta gente perdida por este mundo e talvez você seja um deles, perdido por grandes ou pequenas coisas, mas perdido é perdido. Assim como o pastor achou a ovelha perdida, diga comigo: o pai me encontrou. Assim como aquela moça encontrou uma moeda perdida diga: sim, o pai me encontrou e eu volto para o meu pai, sou a moeda perdida, a ovelha perdida, agora reencontrada.

Uma das músicas que eu mais gosto sobre a passagem do filho pródigo é aquela “Muito alegre eu te pedi o que era meu…” Ela é do Waldeci Farias que eu conheci, era uma pessoa maravilhosa, contribuiu muito à música na Igreja no Brasil. Até que ele apareceu com HIV e, imediatamente, os mais próximos foram o abandonando, isso foi lá nos anos 80 e começo dos anos 90, e para quem teve esta doença nesta época, depressão é pouco, não havia muitos recursos…

Até que uma senhora próxima conseguiu para ele uma vaga no hospital, ficou com ele lá, e foi lá no hospital, vivendo esta situação, que ele se sentiu como o próprio filho pródigo. Ele tinha um violão no quarto e quando cantava esta música se punha todinho, se entregava, ele havia voltado, ele confiou, se jogou nos braços do Pai.

Eu peço Senhor um derramamento especial do Teu Espírito Santo. Derrama o Teu Espírito Santo com força total sobre eles, são seus filhos, precisam ser novas criaturas, e uma vez que eles se confiam, que o Senhor os receba. Sobretudo sobre aqueles que estão nos vícios, no pecado, eles precisam de um derramamento todo especial do teu Espírito Santo.

Confira a íntegra da música cantada durante a pregação de Monsenhor Jonas Abib:

Este pranto em minhas mãos

Muito alegre eu te pedi o que era meu, parti
Um sonho tão normal
Dissipei meus bens, o coração também
No fim, meu mundo era irreal

Confiei no teu amor e voltei. Sim, aqui é o meu lugar
Eu gastei meus bens, ó Pai e te dou este pranto em minhas mãos

Mil amigos conheci, disseram adeus
Caiu a solidão em mim
Um patrão cruel levou-me a refletir:
Meu pai não trata um servo assim

Nem deixaste-me falar da ingratidão,
Morreu no abraço o mal que eu fiz
Festa, roupa nova, anel, sandália aos pés
Voltei à vida, sou feliz

Transcrição e adaptação: Samuel Ferreira

meu presente(1)


Monsenhor Jonas Abib


Fundador da Comunidade Canção Nova

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