PHN

Transforme sua luta em festa

Acalme a agitação, caia em si

Emanuel Stênio prega no PHN 2016.Foto:Wesley Almeida/cancaonova.com

Você gosta de festa?

“Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade” (I Tm 4,12).

Você tem medo de fazer a diferença em seu grupo de oração, de animá-lo e pregar a Palavra? Não se envergonhe! Diz a Palavra de Deus: “Ninguém te menospreze por seres jovens”.

Precisamos ser testemunhas pela castidade, pela Palavra e testemunho de vida.

Quando organizávamos este encontro, a palavra que mais me chamou à atenção foi: “Festa!”.
Gente, o paraíso era uma festa, o céu será uma festa. O livro do Apocalipse diz que não haverá mais dor, choro nem tristeza. O céu será uma festa, e nós precisamos assumir isso, nossa vida deve ser de festa.

O que é ter uma vida plena e realizada se não for fazer de nossa vida uma festa?
“Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós – Oráculo do Senhor! É um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança!” (Jr 29,11).

Deus quer fazer festa com seu povo

Quem gosta de festa? Você gosta de festa? Que bom! Porque Deus está fazendo, agora, de sua vida uma festa. Deus o criou para ser feliz.

Sabe onde foi o primeiro milagre de Jesus? Nas Bodas de Caná, quando Ele transformou a água em vinho. Por que Ele fez isso? Para a festa não acabar. Deus está transformando a sua água em vinho, para que a festa na sua vida não acabe.

Sabe quantas vezes aparece a palavra “festa” na Bíblia? 130 vezes. O próprio Deus queria fazer festa com o Seu povo: o sábado, que para nos cristãos é no domingo; a festa dos tabernáculos, a Páscoa. Então, não tenha receio de gostar de festas, pois o próprio Deus quis celebrar com o Seu povo.

É festa no Céu!

“Todos os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam contra ele. “Este homem acolhe os pecadores e come com eles”. Então ele contou-lhes esta parábola: “Quem de vós que tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, alegre a põe nos ombros e, chegando em casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: assim haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende a lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ Assim, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisão de conversão” (Lc 15,1-7) .

Imagino como deve estar agora o céu. Se há festa por um só pecador que se converte, imagine por todos os jovens que estão no PHN! Se você acha que está fazendo festa neste encontro, saiba que isso não é nada! A grande festa mesmo será no céu. Por você tem festa no céu.

Agora, vamos entrar no Evangelho que inspirou o tema deste encontro. Alguns padres da Igreja dizem que este não deveria se chamar “Parábola do filho pródigo”, mas do “Pai Misericordioso”, porque o pai é o verdadeiro protagonista.

O inimigo se aproxima do abatido

“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá- me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos” (Lc 15, 11-20).

O inimigo se aproxima de nós quando estamos abatidos. Entregamo-nos a uma sexualidade errada, às drogas e bebidas quando estamos desanimados. Na hora do abatimento, satanás se aproxima. Mas quero lhe dizer também que, na hora da queda, Deus vem ficar do nosso lado e nos diz: “Coragem, eu estou com você, meu filho!”.

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Créditos: Wesley Almeida/Canção Nova

A dor como ferramenta pedagógica

No auge do sofrimento, o jovem cai em si. A dor é uma ferramenta pedagógica. Os pecados grandes, às vezes, são mais fáceis de se libertar. O difícil é livrar-se dos pequenos pecados.

“Então, ele partiu!”

Partir foi a primeira atitude daquele jovem depois de receber sua parte na herança. “Partir”  quer dizer “separar”, ou seja, ele separou o que era bom do que era mau. A primeira atitude que você tem de fazer, na sua vida, é separar e ficar com o que é bom. Quais amizades são boas? Quais gestos e ambientes são bons ou ruins?

Outro significado da palavra partir é “quebrar”. Quando o jovem partiu de volta para junto do pai, ele rompeu todo vínculo com satanás. Você tem de romper, tem de quebrar seu vínculo com o inimigo. Será que, na sua casa, não há objetos de horóscopo, de música satânica? Tenha coragem de destruir o que é mau. Não é para dar para os outros não, é para quebrar!

Partir também quer dizer “ir embora”. Eu lhe pergunto: quais os lugares que, na sua vida, você precisa parar de frequentar? Para isso, tem que ter decisão, cortar, não tem outro jeito. Para quem não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve! Mas eu tenho certeza que você sabe para aonde quer ir. Para o céu, não é mesmo?

Para festa, é preciso uma roupa nova

Quando chegou na casa do pai, o jovem estava com as roupas em “frangalhos”; o pai, então, mandou trazer-lhe a melhor túnica. Qual é a roupa, lá no seu guarda-roupa, que você usou para seduzir, para conquistar? Pela roupa reconhecemos a pessoa.

O filho queria ser um empregado, mas o pai lhe deu a melhor roupa. Deus não o chamou para ser um empregado, porque você é filho d’Ele.

O anel e as sandálias 

Depois, o pai deu um anel para o filho pródigo, restituindo a aliança, a nova e eterna aliança. Por último, mandou calçá-lo com sandálias, porque quem anda descalço é escravo. O filho anda de sandálias, resgatando a dignidade daquele menino. E Deus lhe dá roupas novas, um anel e sandálias nos pés, porque você é filho!

Transcrição e adaptação: Sandro Arquejada

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