Músicos em ordem de batalha

O combate espiritual exige que o músico esteja em ordem de batalha

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Padre Joãozinho. Arquivo CN

Estamos às vésperas do ‘Acampamento para Músicos’, por isso quero falar como Santo Agostinho: “Quem ama canta e quem canta reza duas vezes”.

O combate espiritual exige que o soldado vá para o combate com uma arma, e essa arma é a Palavra de Deus. São Paulo, grande apóstolo, tem junto à sua imagem uma espada, que é a Palavra do Senhor. Todos nós somos sucessores de Paulo e temos, nas mãos e principalmente no coração, essa espada, que é a Palavra. E eu tenho lutado diariamente para que a minha vida seja conduzida por essa Palavra.

A liturgia diária é o mesmo Evangelho lido em qualquer lugar do mundo. Vamos refletir, então, o Evangelho de hoje.

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus: ‘Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’ O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos” (Lc 16,19-31).

O Papa Francisco acabou de lançar o livro ‘O nome de Deus é misericórdia’. A misericórdia é um jeito de perdoar, é um jeito de olhar, é colo. Misericórdia significa compaixão.

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Padre Joãozinho. Arquivo CN

Religião não é crer num conjunto de dogmas de crenças, nós cremos na pessoa de Jesus. São João da Cruz disse: “No entardecer da vida, seremos julgados pelo amor”.

Com um só pulmão, Papa Francisco conseguiu arejar a Igreja. O Ano da Misericórdia oferecem caminhos para alcançarmos a santidade.

Três remédios para a alma

Vou compartilhar com você três remédios essenciais para a cura de três doenças da alma. Quais são as três portas para o pecado? O ter, o prazer e o poder.

Contra a idolatria do ter, do dinheiro, os religiosos professam o voto da pobreza. “Eu quero uma Igreja pobre”, disse Francisco.

O segundo é o poder e a corrupção. Quantas pessoas viciadas no poder! A máxima desse pecado é a corrupção. O voto de obediência é o antídoto para esse mal.

A terceira brecha pela qual o demônio pode entrar é o prazer. Os religiosos fazem voto de castidade contra esse mal.

Quaresma é tempo de combate espiritual; então, aproveite este tempo para combater um bom combate.

Transcrição e adaptação: Fernanda Soares

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