Aquele que ora em línguas não fala aos homens, mas sim a Deus

Temos de exercer os dons, para que eles se manifestem em nós e possamos ficar mais pertos de Deus

Aquele que ora em línguas não fala aos homens, e sim a DeusNós estamos vivendo tempos muito difíceis, não só economicamente, mas também crises fortíssimas na moral, na política e na religião. Tempos tão difíceis, que nos afastam de Deus. Para superarmos essas fases, é necessário que nos abramos aos dons espirituais, pois é a partir deles que seremos sinais de esperança. Os milagres, a fé, a caridade e tantos outros dons que colocarmos em prática são para nos dar esperança em meio aos outros.

A Canção Nova é esperança para o povo a partir do momento em que ela transmite isso. Nós precisamos ser esperança para o  mundo e exercitar os nossos dons. Não podemos ficar nos diminuindo, porque somos batizados e o Espírito Santo habita em nós; e se Ele está em nós, basta que peçamos para que ele manifeste.

O mesmo acontece quando não exercitamos nosso corpo, mas, quando tentamos voltar a fazer exercícios, ficamos com o corpo todo dolorido. Aí entra a nossa decisão: podemos escolher nos exercitar todos os dias ou podemos parar e voltar ao sedentarismo. Se escolhemos a primeira opção, vamos ficando mais fortes, melhorando nossa qualidade de vida; e assim é a vida espiritual.

Ou nós decidimos exercitar os dons ou vamos ficando nesse esfriamento espiritual. Às vezes, somos cheios de dons, mas vamos ficando parados e jogados no canto, menosprezando nossa capacidade ou até nos fazendo de coitados.

O dom de línguas

O dom de línguas ficou um pouco esquecido na Igreja durante um tempo, mas foi retomado, porque ele era praticado nas primeiras comunidades cristãs. Paulo ensinava e incentivava. Em I Cor 14,2-3 diz: “Aquele, porém, que profetiza fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembleia.”

A oração em línguas nos aproxima de Deus, é um diálogo muito íntimo e direto com o Senhor; nela, não há interferência na oração. Se quisermos ser uma pessoa íntima de Deus, o dom de línguas nos aproxima d’Ele. Na oração em línguas, Deus escuta o que não temos coragem de dizer a ninguém. Naqueles momentos em que a dor é tão forte, em que nos sentimos esquecidos, humilhados, desacreditados, são os momentos mais belos, porque sabemos que só temos um porto seguro e nos falta palavras para falar com Deus. A dor é tão forte, que não chegamos a palavras para raciocinar; aí, a graça do dom de línguas. Podemos parar, fechar os olhos e nos soltar na oração.

Aquele que ora em línguas não fala aos homens, e sim a Deus

“Na oração em línguas Deus escuta o que não temos coragem de dizer a ninguém”, Fábio Vieira. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Não há palavras, somente nós em sintonia com o Senhor, e Ele vai nos acalmando, vamos sentindo o Espírito movimentar nosso interior. Até em momentos de grandes alegrias nos faltam as palavras. O dom de línguas é o meio de falar também nesses momentos com aquele que tudo realiza nas nossas vidas e todo nosso interior entrar em júbilo.

A oração em línguas nos motiva a sempre estarmos próximos de Deus em todos os momentos. Ele nos dá esse dom pelo nosso bem, que é só nosso, oferecido a nós desde o batismo. O dom de línguas não é propriedade de ninguém, é dom do Espírito Santo e pode ser exercidos por qualquer um.

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Hoje, o Espírito nos incita a não só usarmos o dom de línguas, mas também que possamos propagá-lo.

Um outro dom, que anda junto com o dom de línguas, é o da interpretação das línguas. Esse dom geralmente vem em forma de profecia, vindo da mesma pessoa que estava orando ou até mesmo de outras pessoas.

Não deixemos que o medo de errar nos afaste dos dons. Não é porque as pessoas acham que estamos errados, que vamos parar de usá-los. Também não podemos exagerar, pois um erro pode estragar todo o processo que percorremos. Temos de ter discernimento do momento em que o Espírito nos dá o dom. Esses dons são muitos íntimos, eles não são para provar nada a ninguém.

Transcrição e adaptação: João Paulo dos Santos

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