Como examinar a consciência

Precisamos viver nossa vida para Deus, por isso a necessidade de examinarmos a nossa consciência

Padre Gevanildo Augusto. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Padre Gevanildo Augusto. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Hoje, voltamo-nos a Jesus para experimentarmos o poder da Sua Palavra. Você acredita que Jesus está presente na Palavra?

A Palavra meditada está no Evangelho de São Lucas 18, 9-14: “Para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao templo para orar. Um era fariseu, o outro publicano. O fariseu, de pé, orava assim em seu íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de toda a minha renda’. O publicano, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!’ Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, mas o outro não. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

O Evangelho nos ajuda contando a história de dois homens. O evangelista São Lucas nos conta essa parábola, mas sabemos que as histórias de Jesus não eram invenções.

As histórias de Jesus contam a verdade!

Esses dois homens vão até Jesus para dizer o que estavam vivendo. O fariseu diz: “Deus, eu te agradeço, porque não sou como os outros. Eu jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo”. Ele se gaba das suas atitudes, diz a todos o que faz. Já o publicano dizia a Jesus da sua miséria, batia no peito pedindo misericórdia.

A nossa justificação não deve ser diante dos outros, mas diante de Deus. Precisamos viver a nossa vida para Ele, por isso a necessidade de examinarmos a nossa consciência.

Sejamos transparentes!

Estamos a três dias de um novo ano, é a oportunidade de fazermos um bom exame de consciência, pois precisamos fazer o melhor para Deus. A nossa vida precisa ser colocada diante da transparência do Senhor!

Imagine se entrássemos em uma máquina de transparência e pudéssemos mostrar aquilo que verdadeiramente somos. O que será que essa máquina mostraria sobre nós?

Quando estamos diante de Deus, a nossa consciência precisa acusar aquilo que não pertence a Ele em nós. Não é apontar o dedo e dizer: “Você fez isso e aquilo!”, não é para mostrar aos outros o que estamos fazendo de bom ou de ruim.

Terminando essa parábola, Jesus conta que foi o publicano quem voltou justificado para casa.

É diante de um sacerdote que precisamos levar a nossa vida e as atitudes contrárias ao Evangelho. Existe uma lei natural que nos acusa quando cometemos algo errado. É só pararmos por dois minutinhos e pensarmos nas coisas erradas, que elas vêm. A nossa consciência nos acusa pelas coisas erradas, mas também nos aplaude quando fazemos coisas certas.

Peregrinos participam da Quinta-feira de Adoração na Canção Nova. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Peregrinos participam da Quinta-feira de Adoração na Canção Nova. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Quando você comete um pecado, quando perde a paciência em casa e briga com o esposo, em seguida bate um arrependimento pelas coisas faladas! É Deus quem está na sua consciência, dizendo que você fez errado.

Sabe qual é o mal que estamos vivendo? A perda do sentido de pecado. Há muitas pessoas que já perderam esse sentido, pois passaram anos e anos sem sem confessar.

Estamos perdendo o sentido de pecado, estamos deturpando a nossa consciência. Toda vez que você fala mal, que troca a Santa Missa por um cansaço, você está deturpando a sua consciência. O mal do século é a perda do sentido de pecado, que acarreta na perda do sentido de Deus.

Quando começamos a perder o sentido do que é o pecado, estamos perdendo o nosso relacionamento com Deus. Tome cuidado para não perder o sentido de quem verdadeiramente é Deus.

A misericórdia evita que o homem peque, e precisamos deixar que Deus nos mostre onde estamos cometendo erros.

Os grandes pecados que trazemos em nós não começaram grandes; começaram bem pequenos. Precisamos ter a coragem de entregar todos os nossos pecados a Deus. É preciso cortar o mal pela raiz, e é para isso Deus existe!

Temos, no coração, uma lei escrita pelo próprio Deus. Não podemos deixar que ela perca o sentido. É um desastre quando perdemos o sentido das leis.

Muitos por aí estão com a vida bagunçada, porque não estão vivendo o que Deus lhes pediu.

Precisamos olhar para trás e perceber o que foi bom e o que não foi. Não há condenação, mas misericórdia! Olhe para a parábola do publicano que voltou para casa cheio de misericórdia, porque teve a coragem de dizer que errou, reconheceu quem ele era.

Deus nos convida a nos humilharmos diante d’Ele, a reconhecermos quem verdadeiramente somos. O Pai não é um tirano, não nos condena, mas é Aquele que está nos esperando para nos dar a Sua misericórdia. Não precisamos ter medo d’Ele!

Onde estaríamos se Deus levasse em conta as nossas faltas?

Vivemos num mundo onde nada é pecado. Primeiro, o diabo tenta destruir Deus e eliminar o perdão. Nosso pior erro é achar que Deus não vai perdoar os nossos pecados.

Não podemos nos esconder do Pai, precisamos ser como o filho pródigo que voltou para casa. Corramos para os braços de Deus, a misericórdia d’Ele quer nos salvar!

O pecado precisa nos levar para Deus, porque a única coisa que Ele não tem, mas quer ter são os nossos pecados.

Silencie! Olhe para você e não tenha medo de confessar as suas faltas. É o Espírito Santo quem nos conduz ao verdadeiro arrependimento!

Transcrição e adaptação: Karina Silva

Confira um trecho da pregação:
Assista a essa pregação completa pelo Canção Nova Play

 


Padre Gevanildo Augusto Torres


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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