Deus Pai, eu quero ser curado!

Só Deus Pai pode nos curar e nos tornar capazes de amar

Padre Reginaldo Manzotti – Foto: Paula Dizaró/cancaonova.com

Só Deus Pai pode nos curar e nos tornar capazes de amar. É impressionante como Jesus nos prepara e, assim, preparou os apóstolos para a missão. Ele tinha três anos para isso, mas Ele é paciente, é consciente que seus apóstolos e, também nós, temos nosso momento de maturidade e não é tudo de uma vez! Tropeçamos e levantamos; e a graça de Deus Pai trabalha em nós.

Ser curado por Deus e, em Deus, é algo que podemos pedir sempre. Mas, não se engane, quanto mais próximos de Deus e decididos a seguir a Cristo, mais seremos afrontados pelo demônio. Filho, o medo não é de Deus, ele tem um “pai”: o diabo. Esse é aquele que quer tirar a nossa confiança em Deus, no próximo e em nós mesmos. O medo enfraquece, causa angústia. Se os apóstolos não fizessem um processo de cura dos seus medos, se não soubessem que Cristo os capacitava, eles fariam como narra o Evangelho: “Deixa-me, primeiro, enterrar meu pai” (Lc.9,59).

Quais são seus medos, reais e fantasiosos? Você diz: “Eu não vou amar mais!”, aí você não se casa, não tem relacionamentos, não tem amigos. Pode até estar num relacionamento, mas já não acredita.

O ser humano, se não passa por um processo interior de domínio de si mesmo, ele se torna uma pessoa terrível, porque a serpente do mal o morde e o veneno fica. No meio de tudo isso quero lhe dizer: só Deus Pai, só Ele, nos ama e se importa, por isso, somos singulares aos Seus olhos. Ele pode nos curar e nos tornar capazes de amar.

Peçamos a cura a Deus Pai

Você fica se autoflagelando quando vai se reconciliar com Deus, com você mesmo e com o próximo? Se queremos a cura, devemos pedir: “Pai, dai-me mais confiança em Ti. Pai, cura os traumas do meu passado e as minhas fraquezas”. E, nosso Senhor chegou a dizer: “Se até agora, não recebeis é porque não sabeis pedir” (Tg. 4,3). Peçamos: “Pai, eu quero ser curado!”.

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A semana inteira a liturgia nos falava de duas virtudes importantes: prudência e simplicidade. Peça: “Dai-me, Senhor, a virtude da prudência”. Sejamos prudentes! “Ah, mas ‘fulano’ é ingênuo.” Quem disse que ingenuidade é virtude? A ingenuidade é manipulável, por isso, você tem de pedir a prudência, que é o discernimento. É saber por onde posso ir e saber que sozinho não dá. Ele já adiantou: “Sem Mim, nada podeis fazer! (Jo.15,5)”.

A cruz é missão! Já o fardo é diferente, são aquisições boas ou ruins que levamos na vida. Comece a distinguir: isso é cruz, mas aquilo é “cacareco” que juntei na minha vida. Cruz é a condição do discípulo.

Depois, o Evangelho dá mais um passo. Jesus vai dizer: “Vão! Eu lhes envio! Mesmo com todas as dificuldades, mas vocês vão em missão. Não é por causa do dinheiro, nem das túnicas, não é por conta própria, é pela missão”.

Outro ponto da nossa cura: como lidamos com a nossa ansiedade? Existe remédio, vamos atrás! Leia o livro de Oséias, quando Deus diz ao profeta: “Diga aos angustiados que Eu estou com eles. Diga aos que estão oprimidos que Eu tenho laços de amor por eles”. Quando vamos entender que o Senhor já disse: “A cada dia, basta a sua própria preocupação?” (Mt.6,34).

Precisamos viver no amor e curados pelo Pai 

Superamos o medo pela cura do amor de Deus Pai. E quantas mazelas trazemos para serem curadas! O medo nos paralisa, o inimigo nos devora, se não passarmos pela cura. A pessoa fica seca, pois o medo, a insegurança nos faz pessoas estéreis.

Disse Jesus para construirmos a casa sobre a rocha (Mt. 7,24), porque se construirmos sobre a areia, é o mesmo que construirmos sobre o nosso ego. A rocha representa o amor de Deus, e este é forte. O caminho de Deus é estreito, mas não é impossível. Nosso Senhor está dizendo: “Vá, porque a caminhada é longa!”.

Elias, por não saber lidar com o medo, disse: “Senhor, eu não sou ninguém, quero morrer!” (I Reis,19). Quantas vezes, por medo, por preguiça, desanimamos e queremos morrer? O Pai nos manda o Pão do Céu. Se Elias comeu daquele pão, você vai comer a Carne de Jesus, a Eucaristia e beber o Sangue d’Ele.

Mesmo se a morte chegar, não há porque ter medo. “Eu quero ver Deus e para ver Deus, preciso morrer” (Santa Tereza). A morte não é o problema, o problema é o medo do sofrimento. O sofrimento não é perda, é ganho. Ele nos purifica, nos santifica.

Quem encontra Jesus Cristo, vive num universo paralelo: o da fé, do amor, da loucura da cruz. Quem fez uma experiência, como a dos santos, dos mártires, vive em um universo paralelo: o do amor. E se vivemos no amor, o sofrimento, a calúnia, até doem, mas não incomodam tanto. Coloquemos para “correr” tudo aquilo que quer nos destruir! Precisamos viver no amor, e curados por este amor de Pai, saberemos amar.

Assista a pregação completa:

Transcrição e adaptação: Maria Pinheiro

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