O amor de Deus nos cura

Não há mágoa que Deus não possa curar com o Seu amor de Pai por cada um de nós

Pe. Adriano Zandoná. Foto: Roger Ferrari/cancaonova.com

Neste primeiro momento refletiremos sobre a cura interior necessária ao processo masculino. Você já ouviu falar em crise da masculinidade?

A Palavra meditada está na Carta de São Paulo aos Romanos 5,8. Essa Palavra alicerça a pregação no seguinte ponto: Deus nos ama demais, Ele nos amou enviando Cristo para nos salvar, quando ainda éramos pecadores. Não existe cura interior sem uma abertura concreta ao processo de cura por meio do amor.

Para viver o processo de cura, precisamos nos abrir ao amor divino. Não há mágoa que Deus não possa curar com o Seu amor de Pai por cada um de nós, mas também, precisamos nos abrir para que outras pessoas nos amem.

Eu tive a oportunidade de estudar um pouco mais sobre a crise da masculinidade. Existem muitos jovens se perguntando o que é mesmo ser homem, porque vivemos num momento de crise de referenciais. A masculinidade é algo que se passa de geração em geração, o menino aprende a ser homem com seu pai. O homem precisa de referência, sobretudo, na infância. Porém estamos vivendo uma crise de referenciais.

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Houveram momentos onde os homens confundiam virilidade com machismo. Existem três fatos que mudaram a compreensão dos meninos. O primeiro aconteceu na Revolução Industrial no século XIX: antes dela os homens não ficavam confinados nas indústrias, eles trabalhavam nos campos; os filhos cresciam com os pais, desde novinhos os pais levavam os filhos para lidar o gado, para as oficinas.

Antigamente, sobretudo, antes da Revolução Industrial, os pais e os filhos cresciam juntos, o processo era manual, não estou dizendo que isso é certo ou errado, mas aconteceu isso na humanidade. Então, os pais foram tirados de casa para trabalhar e os filhos perderam um pouco da confiança neles. Um especialista diz que isso gerou desconfiança dos pais e até medo da própria sexualidade.

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O segundo fato que afetou de modo significativo a vida dos homens foi o movimento feminino (deixo claro que, não estou levantando bandeira para nenhum lado, estou apenas explicando os processos históricos). Esse movimento foi se tornando um relacionamento de poder e disputa, as mulheres queriam mostrar para os homens que eram melhores.

O terceiro fato foi a revolução sexual que aconteceu nas décadas de 60 e 70, principalmente, nos Estados Unidos. Com a invenção da pílula anticoncepcional, o paradigma da sexualidade mudou. Tudo isso afetou a construção dos homens e a compreensão que o homem tinha de si mesmo.  

Segundo a Carta aos Romanos, o modelo de homem é Jesus Cristo. São José, com certeza, levou Jesus para a carpintaria e ensinou várias coisas a Ele. Se o homem não tiver referências, ele não será um bom pai. Têm homens que não conseguem se libertar, têm 40 anos e ainda são imaturos. A crise da paternidade atrapalha demais, porque talvez em casa, ele não tenha tido espaço para ser homem.   

A partir da Bíblia, apresento características masculinas sadias: virilidade, capacidade de se sacrificar, capacidade de trabalhar arduamente, coragem, espiritualidade, forte conexão com Deus através do trabalho, grandeza de alma, fidelidade e paternidade.  

A virilidade não é chegar e fazer xixi fora da privada, não é falar alto, cuspir, não é uma virilidade tóxica. Um grande modelo de virilidade é São Paulo, o apóstolo.

Um modelo para a capacidade de se sacrificar é Moisés. Ele era gago, com certeza, tinha problema de autoestima, foi abandonado pelos pais quando criança, mas se doou pelo povo, doou 40 anos de sua vida no deserto.

Outra característica é a coragem. Davi diante de Golias foi um exemplo de coragem, um menino que enfrentou um gigante apenas com uma pedrinha.

São José é modelo de grandeza de alma. São José, num primeiro momento, decidiu abandonar Maria e Ela seria apedrejada, mas após a visita do anjo, José acolheu Maria e Jesus.

São Bento e os monges são modelos de espiritualidade. Eles viam no trabalho de lavrar: o momento para estar com Deus.

Um homem de verdade é aquele que é fiel, que não trai sua esposa, ele dá a vida pela sua família. Grandes modelos de fidelidade são: São José, Papa João Paulo II e Bento XVI.

A última característica é a paternidade. Todo homem foi dotado para ser pai, o homem se realiza quando é pai, quando ele cuida de uma família, quando ajuda um menino a ser homem.

Por último, quero colocar alguns passos para o homem: libertar-se do mundo infantil, liberte-se dos seus pais. Acerte as contas com seu pai, busque um relacionamento com ele. Enfrente suas feridas interiores, seus problemas com sexualidade. Relacione-se com as mulheres, não ache que elas sejam uma ameaça. Tenha amigos do sexo masculino, realize a jornada heroica. Sinta-se um pouco herói, torne-se um herói da fé, pregador da palavra.

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Veja um trecho da pregação:

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Transcrição e adaptação: Karina Silva

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