O pior demônio é aquele que escarnece da pessoa

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Padre Vagner Baia – Foto: Arquivo cancaonova.com

O pior demônio não é aquele que entra na pessoa, mas aquele que fica escarnecendo ao seu redor“, afirmou padre Vagner.

A Primeira Leitura de hoje mostra, muitas vezes, que o povo rompeu a primeira aliança com Deus; portanto, foi necessário fazer uma nova aliança com o Seu próprio Filho e nada pode rompê-la. Ela está pronta para a eternidade.

Nada, ninguém, nem mesmo o demônio pode tirar de nós um dom que o Senhor tenha nos dado. O que Deus nos deu é eterno. A pessoa que morreu e foi para o inferno está lá com dons, está marcado como alguém que pertencia ao Senhor, assinalado com a marca divina. Se uma pessoa vai para o inferno, não vira demônio, mas continua sendo como um filho rebelde.

Por mais ingrato que sejamos, somos filhos de uma mãe e um pai, queiramos ou não. Assim é a aliança de Deus, nada a substitui. Quando fomos concebidos, a genética dos nossos pais foi marcada em nós; nossa alma, no entanto, vem de Deus, vem do céu. Em nós habita a essência do Senhor.

Durante a gravidez de nossas mães, corremos riscos. No início, somos um corpo estranho dentro do corpo delas. É um milagre o fato de nascermos! E quando isso acontece, recebemos a genética dos nossos pais e com ela todas as nossas qualidades e os nossos defeitos.

O amor com que eu amo vem de Deus, a medida do meu amor para com o outro é a medida de Deus no meu coração. Há outro fato importante: quem muito ama muito perdoa. Quando você disser que ama alguém, deve estar disposto a perdoá-lo 70 vezes sete.

Às vezes, nossos pais, na nossa visão, nos amaram pouco; mas precisamos compreender que as pessoas nos amam na medida que elas tem o amor de Deus em seus corações.

Ninguém nasce sem amor. Se faltou o amor de nossos pais, houve o amor de Deus. O mesmo Espírito que gerou Jesus, no ventre de Maria, é o Espírito que age em nós. Deus quis que fôssemos feitos à imagem de Deus, à imagem do Seu amor.

Todo pecado tem um fim, porque podemos ser perdoados por Deus. Não há pecado que fique em nós para sempre se confessarmos. O Senhor tem o poder de fazer novas todas as coisas. Ele não remenda nada, faz tudo novo. Assim que saímos do confessionário, acontece uma santificação de todo nosso ser.

O Evangelho de hoje nos diz que Jesus chamou, em Cafarnaum – considerado o vale da morte –, os Seus discípulos.

 Padre Vagner Baia - Foto: Arquivo cancaonova.com

Padre Vagner preside a Missa de abertura do Acampamento de Cura e Libertação – Foto: Arquivo cancaonova.com

Muitas vezes, Deus não entra mais em nossa casa, não entra mais em nosso coração, porque não Lhe damos espaço. O demônio entra pela internet, pela TV e pelos diversos outros meios. Ele quer dominar as nossas vontades e tirar de nós a alegria de estarmos com as nossas famílias.

A infidelidade tem nos tirado de Deus. Estamos buscando viver do nosso jeito e não do jeito que o Senhor para nós. Se não tivermos o amor do Pai, não amaremos verdadeiramente as pessoas.

Depois do nosso nascimento, somos batizados e Deus nos marca com o sinal da salvação, da Sua bênção. No momento em que a água é jorrada sobre nós, somos lavados de todos os nossos pecados, inclusive do pecado original e de toda e qualquer maldição. Ganhamos o mesmo caráter de Jesus em nosso batismo.

O problema é que o pecado nos desvirtua desse caráter de Jesus, e quando vêm os sofrimentos, procuramos meios que não vem de Deus. O demônio não nos faz pecar, mas tenta nos seduzir, nos contaminar, nos matar; no entanto, quem decide se pecamos ou não, somos nós mesmos. Podemos cair no pecado por nossas misérias, mas não por ação do inimigo de Deus.

O pior demônio não é aquele que entra na pessoa, mas aquele que fica escarnecendo ao seu redor.

Esse demônio traz para a vida da pessoa, por exemplo, o adultério, que é o mesmo que matar o seu companheiro. Saiba que Deus não manda nenhum homem, nenhuma mulher na vida de uma pessoa casada. Deus só manda o que dignifica, santifica e dá vida às pessoas.

Na carta de São Paulo a Timóteo, ele diz que, no fim dos tempos, as pessoas iriam se apostatar da fé. Hoje, isso acontece. Há muitos lugares tratando Jesus na Eucaristia como símbolo, mas não é verdade. Ali está verdadeiramente o Corpo e Sangue do Senhor.

No dia do nosso batismo, quando o padre traçou sobre nós a cruz, fomos assinalados para a bênção e não para a maldição. Você pode e deve falar para seus filhos que eles foram marcados pelo sinal de Deus, e que pelo batismo são vitoriosos. Assim, ele nunca mais se sentirá um derrotado.

O inimigo do Senhor quer colocar inimizade entre nós. Você e seu pai, sua mãe, seus irmãos… Ele faz assim para que você se sinta um desgraçado e não um filho de Deus. O demônio faz isso para que você se torne inimigo de Deus e das cosias boas, e nos coloca como escravos da sociedade, que faz tudo o contrário para provar que o Senhor não existe.

Esses demônios são os mais difíceis de mandar embora, porque eles não estão na pessoa, mas ao redor delas. Se estivessem na pessoa, por uma ordem só ele iria embora. E há ainda outra situação, as pessoas permitem que o maligno entre e se acomode com a situação.

Depois de entrar em nossa casa e nos encontrar na devassidão, o inimigo de Deus começa a nos colocar doenças físicas, psicológicas e espirituais. Precisamos buscar ajuda na confissão, no grupo de oração e na Missa para preenchermos os espaços que ficaram em nós, a fim de que o inimigo saia da nossa vida. Depois de buscarmos ajuda espiritual, se for necessário, precisamos buscar ajuda psicológica e até praticar atividades físicas para não ficarmos ociosos e sairmos do quadro crítico em que estávamos.


Padre Vagner Baia


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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