Perdoai! E tudo o que pedirdes com fé, na oração, vós o alcançareis

Márcio Mendes. Foto: Andréia Britta/cancaonova.com

A Palavra meditada está em Marcos 11, 22-26.

Essa condição é importante pois pode favorecer ou ser um empecilho para a nossa oração ser atendida: “Quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados” (Marcos 11,25).

Não temos o desejo de perdoar quem nos fez mal, esse desejo não vem naturalmente, ele é antinatural. Mas se não perdoamos, essa determinação em reter o perdão nos corrói.

Pedro dizia: “Se o meu irmão pecar contra mim, até quantas vezes devo perdoar?”, e Jesus respondeu: “Até setenta vezes sete” (cf. Mateus 18,21).

O Evangelho não é para os fracos, pois nos diz que precisamos perdoar sempre, porque, quando não perdoamos, o mal do outro vem nos fazer mal.

No livro “Passos para a Cura e Libertação completa”, existem três etapas que bloqueiam a ação do mal na vida de qualquer pessoa. A primeira etapa diz que precisamos nos arrepender e pedir perdão pelos nossos pecados. Precisamos tirar esse mal da nossa alma, precisamos do sacramento do perdão.

A segunda etapa diz que uma pessoa que não perdoa é um brinquedo na mão do maligno. Se não perdoamos, não temos sossego, não temos paz. Não somos mais as mesmas pessoas depois que alguém nos magoa, sentimo-nos fracos e com vontade de desistir. Só há uma maneira de vencer: tire do inimigo essa falta de perdão. Quando perdoamos, o demônio não pode mais agir sobre nós.

A terceira etapa diz que muitos de nós somos filhos de família supersticiosas, muitos de nós tivemos pessoas de nossas famílias comprometidas com práticas de forças ocultas. Não precisamos lembrar com tristeza dessas práticas, e sim renunciá-las.

Então, são três etapas: pedir perdão, libertar-se e renunciar ao mal.

Deixemos para trás o que passou, para termos uma vida feliz e verdadeira, pois se não perdoarmos, não seremos felizes.

Esquecer não quer dizer não lembrar, mas é tirar o veneno dessa lembrança. Certas lembranças são como cobras que nos envenenam.

Quando não perdoamos, essa determinação em reter o perdão nos corrói

O perdão é mais forte do que a morte, do que o vício. E o perdão não salva somente a nossa família, mas todos que estão à nossa volta. Mate o mal por meio de um abraço.

As culpas que carregamos, os inúmeros pecados que cometemos no passado, Deus já esqueceu. Certas coisas aconteceram em nossa vida para treinar a nossa falta de memória, e aprendemos isso com Deus.

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As lembranças tristes que temos, vão acabar; o que é velho vai passar. As coisas caducas não servem para nada, a não ser para nos fazer mal. Algumas coisas estão afetando a nossa vida porque não pedimos perdão, não nos libertamos e não renunciamos o mal.

Transcrição e adaptação: Karina Silva

 

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