Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós

Se estamos longe de Deus, não conseguimos e não podemos receber o amor d’Ele

Frei Elias. Foto: Arquivo CN/cancaonova.com

Começo com uma pequena história: “Havia um mendigo que vivia sempre pedindo esmola. A única coisa que ele tinha era uma vasilha. Ele a usava para pedir esmola em todos os lugares; e costumava passar assim todos os dias.

Certo dia, entrou numa joalheria judia e, quando o joalheiro olhou para aquela vasilha, disse ao pedinte: ‘Posso ver essa vasilha?’. Depois de analisar a vasilha, ele disse: ‘Você é um homem rico, porque não estava percebendo que essa vasilha é de ouro. Tudo o que precisa é limpá-la, poli-la e perceberá que é uma vasilha de ouro'”.

Somos preciosos para Deus

Podemos nos comparar com esse mendigo, porque muitas vezes temos baixa estima; e chegamos a dizer: “Eu não valho nada. Não tenho nenhum talento. Sou um homem desafortunado. Sou um homem sem sentido. Eu nasci debaixo da estrela errada”. Porém, isso não é verdade, porque Deus nos fez preciosos, não somos uma vasilha suja. Somos uma vasilha de ouro aos olhos de Deus!

Deus se importa conosco em todos os momentos da nossa vida. Olhemos os pássaros do Céu, têm milhares deles e, ainda assim, nenhum deles cai, a não ser que Deus queira ou aconteça algo. Você acha que vale menos que um pássaro?

Quem é este Deus que estamos adorando? Quem é este Deus que está nos chamando de amigos?

O “Deus” dos muçulmanos

Os muçulmanos olham para um único deus, mas tem medo d’Ele. Eu gosto muito da maneira como eles rezam. Eles rezam cinco vezes ao dia; carregam um tapete debaixo do braço, e o estendem no chão todas as vezes que rezam. Eles tiram as sandálias dos pés, porque elas têm toda a sujeira, é como se eles dissessem: “Estou deixando toda a sujeira”. Eles abaixam a cabeça olhando para o chão, porque diante de Deus não somos nada. Depois de tudo isso, eles olham para Deus como uma pessoa distante, não existe aquela intimidade.

O “Deus” dos judeus

O nosso Deus é, também, um pouco diferente do deus dos judeus, porque o deus deles está prometendo sempre o Messias; para os judeus o Messias nunca chegou.

O “Deus” dos budistas

O nosso Deus é diferente do deus dos budistas, porque eles perdem toda a sua personalidade. Os budistas falam sobre a estátua de sal; é o anseio do homem por Deus. Ao final, aquela estátua de sal mergulha no mar e derrete, ela se torna parte do oceano e perde a sua originalidade.

O nosso Deus

O nosso Deus não nos faz perder a nossa personalidade, pelo contrário, Ele nos diz: “Você deve estar orgulhoso, porque você é o filho de Deus, é o herdeiro do Céu. Você deve estar feliz, porque eu te conheço pelo nome. Você é tão precioso, que por você Eu morri na Cruz”.

Certa vez, estava pregando na Índia, em Mumbai. Visitei um museu de deuses indianos; e parei na frente da imagem de uma indiana que tinha várias mãos. Fiquei me perguntando o que todas aquelas mãos significavam. Um hindu, que estava próximo de mim, percebeu que estava vidrado naquele ídolo. Perguntei o que significam todas aquelas mãos, ele me respondeu que elas representavam que Deus era onipotente.

Deus é amor

Temos somente duas mãos, então significa que somos impotentes? Ele me deixou confuso e com vergonha, porque me perguntou: “O seu Deus tem quantas mãos? Eu respondi: “O meu Deus tem apenas duas mãos, mas não somente isso, as duas mãos d’Ele estão pregadas numa Cruz. Ele me disse: “Você adora um Deus com apenas duas mãos e, ainda presas numa cruz? O que isso significa?”. Eu, imediatamente, respondi: “As muitas mãos representam a onipotência de Deus, mas as duas mãos do meu Deus pregadas na Cruz representam que Ele me ama”.

Atualmente, existe um movimento chamado “Nova era”, que quer nos ensinar a jogar fora Deus. Para eles, Deus, é o poder que tem dentro de nós, onde desenvolvemos o poder da mente, o poder das mãos, o poder do nosso coração, o poder da energia que há dentro de nós.  Sendo assim, nós somos o nosso próprio ‘deus’.

Jesus está nos limpando

Pegaremos aquela vasilha suja e colocaremos nas mãos de Jesus e pediremos: “Jesus, limpe a minha vasilha. Tira toda essa sujeira impregnada, para que ela volte a brilhar”. É isso que Jesus está fazendo com cada um de nós: Ele está nos limpando e nos polindo.

O Senhor nos vê um por um, Ele nos conhece pelo nome e todos nós somos importantes para Ele. Até mesmo os criminosos, os pecadores, todos são preciosos para Deus.

Jesus morreu por toda a humanidade, Ele não morreu somente pelos católicos, pelo contrário, Ele morreu pelo muçulmanos, pelo budistas, porque somos todos filhos Deus, e o Seu amor por nós é completo.

O Senhor nos aceita como somos

O Senhor nos aceita como somos, ninguém nos aceita como somos, todos nos aceitam como querem que nós sejamos.

Uma mãe tem dois filhos: um que é muito bom, inteligente e obediente e outro que é rebelde e usuário de drogas. Ela ama seus dois filhos, entretanto, ela ama mais o obediente, porque não é rebelde. Ela também ama o outro, mas o seu amor não é realmente completo, porque ela quer que ele seja diferente, quer que ele deixe as drogas. Deus não sente isso, porque não importa se somos santos ou rebeldes, Ele nos ama da mesma forma, porque o amor d’Ele não pode diminuir.

Se estamos longe de Deus, não conseguimos e não podemos receber o amor d’Ele, mas não quer dizer que Ele não esteja nos amando.

Imagine que você tem um quarto, este quarto está fechado, mas o sol está lá fora. Você está bloqueando o sol, ele não consegue adentrar o seu quarto para te alcançar. Quando estamos no pecado, não é Deus que não está nos amando, somos nós que não estamos recebendo esse amor d’Ele. Muitas vezes, estamos bloqueando esse amor, porque Deus está nos amando continuamente.

O demônio não se humilha diante de Deus

Será que Deus ama o demônio? Essa é uma pergunta bem difícil, mas a minha resposta é clara: Deus ama o demônio! Deus é amor, mas o demônio bloqueia o amor de Deus sobre ele. O ódio e a inveja que o demônio tem de Deus, não permitem que o amor d’Ele o alcance.

O demônio é muito soberbo para se humilhar diante de Deus, não é Deus que não quer perdoá-lo, mas o demônio que não quer ser perdoado, porque no demônio só existe ódio. Isso significa que Deus está nos amando como somos.

Olhemos o pai do filho pródigo, ele abraçou o seu filho como ele estava, mesmo ele estando com a rouba suja e fedida, com cheiro dos porcos, o pai não disse ao filho: “Vai, tome um banho e vou te abraçar”. Pelo contrário, ele aceitou o seu filho como ele estava, porque o amava.

Não importa como você se encontra, o Senhor te ama! Ele quer que você seja essa vasilha limpa, porém você já é precioso para Ele. Entregue ao Senhor a vasilha do seu coração, para que Ele a limpe. Fique feliz e orgulhoso, porque você tem um Deus que te chama de “amigo”.

O plano de Deus para nós é o melhor

Imagine um pai que tem um plano para o seu filho. O plano é que o seu filho, um dia, se torne um médico. Ele dá ao seu filho uma possibilidade para que isso aconteça. Ele coloca o seu filho na melhor escola; abre uma poupança para que ele tenha dinheiro suficiente para pagar a faculdade. Contudo, chega o momento do filho escolher o plano do pai ou o seu próprio plano.

Um plano deixa-nos livres para que o escolhamos ou não. O plano de Deus para nós é sempre o melhor mas, às vezes, podemos escolher um plano que pode nos destruir, podemos escolher um plano que não é adequado para nós.

Deus está nos amando porque tem um plano muito bonito para nós. Quando Ele nos criou, criou também um plano original, que morre conosco. O plano de Deus para nós não será dividido com ninguém.

Veja pregação completa:

Confira também: 
.:Na oração, conhecemos os planos de Deus
.:A oração nos leva à realização dos planos de Deus
.:Será que fazer planos e traçar metas é realmente viver?

Transcrição e adaptação: Karina Silva

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