A essência é nos tornarmos semelhantes a Deus

Prof. Felipe Nery

Prof. Felipe Nery. Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Precisamos compreender que somos feitos à imagem e semelhança de Deus, porém, o pecado original rompeu com essa realidade. Por meio do batismo, somos recriados e, ao longo da vida, temos vários momentos de conversão. 

O desejo de Deus é que cada um de nós passe por uma transformação. Cada um de nós precisa se transformar em Cristo. São Paulo nos pede que não nos conformemos com o mundo, ou seja, podemos tomar a forma do mundo ou a de Deus. Cristo é o modelo, a imagem, por isso, Deus deseja que cada um de nós passe por uma formação. 

A essência é nos tornarmos semelhantes a Deus

Quando as pessoas olham para nós, o que elas veem? O nosso modo de ser, agir. 

“O objetivo da vida virtuosa é tornar-se semelhante a Deus” (CIC 1803). O objetivo é que sejamos semelhantes a Deus. Porém, o mundo quer imprimir outra coisa em nós, quer nos desviar da nossa essência. 

Se nos perguntarem do que precisamos, podemos dizer de um carro, casar, viagens etc.; e todas essas coisas são boas, mas não é o essencial. O que é o essencial? Aquilo que os santos viveram: as virtudes. 

A palavra virtude vem  do Latim e quer dizer: Virtus. Os santos buscaram viver as virtudes. O orgulho é uma falsa imagem, pois, quando as pessoas nos criticam, nós nos incomodamos e o orgulhoso coloca-se no lugar de Deus. 

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São João Bosco quando dizia para os jovens fazerem novenas, ele dizia para eles rezarem e, a cada dia, tentar imitar uma virtude diferente daquele santo para quem se rezava. Deus dá a graça do sacramento e espera que façamos o bem. 

As virtudes transformam um homem a ponto de as pessoas poderem dizer, o que diziam do Cura d’Ars: “Eu vi Deus num homem”. Nenhum santo esbanjava virtudes, não se inflavam por serem virtuosos, pelo contrário, quanto mais próximos a Deus, mais eles queria se esconderem para que Ele aparecesse. 

Jovens refletindo na palavra de Deus durante pregação. Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Não há vida virtuosa que não seja sacrificada

O mundo diz que é você… “Você pode, você consegue. você, você, você”; diz que o homem tem de buscar a si mesmo. E Cristo vem e nos diz: “Quer me seguir? Renuncie a si mesmo”. O mundo pode até se construir sem Deus, porém, voltará contra a si mesmo segundo São João Paulo II. 

Em nossos dias, vem se espalhando um reinado sobre a terra, em que a imagem não é a de Nosso Senhor. A família, a Igreja são atacadas e parece que não têm mais valor. São João Paulo II dizia que o mundo atacaria a muitas realidades e que se esqueceria da figura do demônio. 

Como dizia o padre Kentenich de Schoenstatt: “Passamos do homem católico para o que se diz católico, mas na vida não tem nada de católico”.  As pessoas pensam que a maledicência, calúnia sejam normais, porém, não é. No entanto, nós somos batizados, e a graça sobrepõe à nossa humanidade. 

Existem dois sacramentos que nos ajudam a nos unirmos com a verdade: a Confissão e a Eucaristia. As virtudes são como aquele copinho que protege a luz da vela, para que ela não se apague. 

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

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