Na cruz, Jesus nos deu o maior exemplo de misericórdia

O Crucificado e a mensagem da cruz

Monsenhor Jonas Abib – Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Um dia, ao subir até um sótão, encontrei lá um crucifixo, mas ele não era como os outros, não havia cruz, apenas o crucificado. No crucificado, não havia mãos nem pernas, seu rosto estava quase apagado, mal se distinguindo os olhos e a boca. Neste encontro, eu pude ouvir de Deus, como se fosse sussurrado ao meu ouvido: “Você quer ser minhas mãos e meus pés? Você quer ser a minha boca?”. Eu abracei aquele crucifixo e respondi: “Sim!”.

A trama dos judeus contra Jesus

No tempo de Jesus, os judeus tramaram a morte de Cristo, e isso é nítido nas leituras que acompanhamos na Semana Santa. Contudo, tinham uma grande dificuldade: o povo dava crédito a Sua pregação. Alguns defendiam que a morte de Jesus era necessária para a salvação da nação, visto que era crescente a expectativa de uma insurreição contra o império. Nesse contexto, Caifás soltou a célebre frase: “Convém que morra um só homem pelo povo”.

A traição de Judas

Jesus foi preso por causa da traição de Judas, que vendeu sua lealdade por um preço baixo. Então, teve início uma trajetória de interrogatórios, falsos testemunhos e acusações contra Cristo. Ele foi agredido e humilhado, acusado de blasfêmia e de incitar insurreição contra César. Levado às autoridades, não puderam n’Ele encontrar culpa, entretanto, por pressão política dos judeus, Pilatos se viu forçado a condenar Jesus à crucificação. Em tudo se cumpriu a Palavra de Deus e aquilo para o qual Jesus havia sido profetizado.

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A Via-sacra e o auxílio de Simão Cirineu

No caminho do calvário, depois de ter sido açoitado e ferido, tendo, inclusive, Jesus recebido uma coroa de espinhos, os romanos obrigaram Simão Cirineu a tomar a cruz. Isso não foi feito por misericórdia, mas por temor de que Jesus não suportasse chegar ao lugar da execução, pois, pelo seu costume, era inadmissível que um réu não chegasse vivo à execução. Contudo, até mesmo nisso há uma mensagem de Deus para nós: estamos dispostos a ser para Cristo como o Cirineu? Estamos dispostos a ser Seus pés, mãos e boca? Podemos suportar a cruz por um pouco?

Na cruz, Jesus nos deu o maior exemplo de misericórdia_ Monsenhor Jonas Abib

Monsenhor Jonas Abib – Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O sofrimento da crucificação e o exemplo de misericórdia

Na crucificação, os romanos aplicaram toda sua cruel perícia, sabendo onde colocar os cravos, transpassando carne, músculos, tendões e nervos, de forma a fazer suas vítimas sofrerem ao máximo. Contudo, foi na cruz que Jesus nos ensinou sobre misericórdia, trazendo salvação a um dos ladrões, que com Ele foi crucificado, e garantindo para sua Mãe o cuidado necessário.

Hoje, é dia para reflexão, pois Jesus morreu por nossos pecados, pagou o preço por cada um de nós. Ele, no entanto, conta comigo e com você, para sermos Seus pés, mãos e boca, a fim de levarmos a mensagem de salvação a todos os povos. Estamos dispostos a ser como o Cirineu? Carregar, por um pouco, a cruz, suportando apenas uma ínfima fração do peso, para ajuda a concretizar a obra consumada por Cristo, que suportou todo o sofrimento do calvário por nós? Voltemo-nos ao crucifixo, olhemos para o Crucificado por um instante e meditemos: vamos dar o nosso ‘sim’ a Deus!

Transcrição e adaptação: Jônatas Passos

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