Amor, alicerce para a felicidade

O amor revela-nos a nós mesmos, rompendo as cadeias do desconhecimento e da indigência, manifestando-nos o sentido de tudo o que perpassa o espaço e o tempo. É realidade preciosíssima que nos traz ao ser (à vida), sendo que só podemos de fato dizer que somos e existimos à medida que amamos e somos amados. A vida sem amar e sem ser amado pede todo o encanto de beleza!


Entretanto, o desconcertante é que: "O termo 'amor' tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e até mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes”. Constantemente, tal palavra é verdadeiramente proposta em significações muito deturpadas, sendo assim inserida em um plano muitas vezes oposto ao que buscamos propor.

O amor precisa ser uma realidade que promove o outro e não que o aprisiona. Precisa ser um concreto veículo promotor da vida e da liberdade, e não pode jamais ser confundido com um infundado desejo de posse, imbuído do intuito de devorar ou anular a personalidade do outro, transformando-o em um “outro eu”. Se assim o for, o amor se transformará em um ilusório processo de manipulação, que acabará por ocultar toda a sorte de egoísmos e carências infantis.

O amor, por sua própria definição, promove espaços de respeito e de autenticidade. Ele não manipula nem exige uma representação teatral, mas torna o outro cada vez mais livre, em um belo processo de acolhida das diferenças e especificidades que o compõe.

É amando e sendo amado que realizamos e descobrimos o melhor da vida. Sem o amor – no real sentido – tudo acabará destituído de significado e poesia, e a vida se desvelará com ares de “hora extra”.

O amor, muitas vezes, arrancará de nós “verdadeiros pedaços”, principalmente enquanto compreendido como essa “capacidade de amar aquilo que por própria natureza não é amável”.  

Amar e ser amado. Será este um itinerário concreto para a edificação da felicidade?

 

 

Trechos retirados do livro: "Construindo a felicidade"
Padre Adriano Zandoná

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