Veja como foi a Procissão do Encontro na Canção Nova

O Acampamento Semana Santa 2013, na Canção Nova, teve início com a tradicional Procissão do Encontro, a qual nos leva a refletir as dores de Maria, ao ver seu filho caminhando para a crucificação e o encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores.

De um lado os homens, com a imagem de Nosso Senhor dos Passos, e de outro, as mulheres , com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Dessa forma, aconteceu, então, o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. 

Procissão do Encontro
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com


1. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem (Lc 23, 34 a)
O Senhor nos diz em Sua Palavra para amarmos e orarmos por nossos inimigos. É Ele mesmo quem nos convida para aprendermos d'Ele a viver o perdão.

Aquele que não é capaz de perdoar, jamais será capaz de amar. Porém, esquecemo-nos de que, no céu, só nos restará o amor, de nada adiantará nossas obras e gestos, pois se não soubermos amar, não seremos dignos de estar na presença do Pai. (Padre Anderson Marçal)

2. Hoje estarás comigo no paraíso (Lc 23, 43)
Depois de ter passado pela dor de carregar a cruz, Jesus se encontra crucificado ao lado de ladrões. Neste momento, um deles, em seu último ato, é capaz de “roubar” o céu, reconhecendo seus erros e a presença de Deus por meio da encarnação do Seu Filho Jesus.

Aquele ladrão, mesmo em meio a dor, reconheceu-se pecador e pediu ao Senhor o Paraíso. Pediu que Jesus se lembrasse dele quando estivesse no céu. E a resposta de Jesus foi: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23, 43).

O Senhor tem um céu para nós, porém, só entra nesse céu aquele que se reconhece pecador. Por isso, neste dia, reconheça todas as suas falhas perante Deus e clame a Ele sua entrada no céu. (Padre Márcio Prado)

3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe (Jo 19, 26-27)
Jesus, como o Bom Pastor, no altar da cruz, entregou-se por nós. São Paulo, na segunda carta aos Coríntios, usa essa expressão para falar do grande Mistério da Cruz do Senhor: “Aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que n'Ele nos tornemos justiça de Deus” (II Co 5, 21).

O Senhor não ficou com os olhos voltados para suas dores e chagas, mas olhou para as dores de Sua Mãe e, em uma atitude de zelo e cuidado, entregou a ela o discípulo amado. Por esse motivo, nós todos somos chamados a assumir o lugar dele e aceitá-la como nossa mãe.

Imagem de Nosso Senhor dos Passos levada pelos homens
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com

O discípulo amado é aquele que se une a Jesus Cristo, como fez a Virgem Maria. Dessa forma, todos aqueles que sofrem são convidados a sensibilizar-se com a dor do próximo, pois a insensibilidade é fruto do paganismo. (Padre Fernando Santamaria)

4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes? (Mc 15, 34)
O sentimento que Jesus teve na Cruz foi justamente para que você e eu não tivéssemos mais dúvida alguma de que Deus está ao nosso lado todos os momentos.

Toda a solidão que hoje está em nossos corações em relação ao auxílio de Deus deve cair por terra neste momento. É o próprio Jesus que nos mostra a presença do Pai em nossas vidas. Ele disse aos discípulos que estaria com eles até o fim dos tempos, e mensagem também se estende para todos nós.

Nosso coração deve ser esperançoso, assim como o de Maria, quem, mesmo com um semblante de dor, é capaz de alimentar a certeza de que Deus é capaz de agir em todas as situações. (Padre Roger Luís)

5. Tenho sede (Jo 19, 28 b)
A sede, que está na nossa alma e estava na alma de Jesus, é de justiça, caridade e compaixão. A sede que Ele sentiu, naquele momento, foi pela ausência dos corações daqueles capazes de amar.

Jesus experimentou a dimensão humana. Ele sabe o que é sofrer e conhece as dores que tem. Ele tem sede de almas puras, de homens e mulheres bons que O sigam. Tem sede de você, filho e filha.

A nossa santidade de vida vai matando a sede de Deus. Diga ao Senhor o quanto você deseja saciar sua sede n'Ele. (Padre Vagner Baia)

6. Tudo está consumado (Jo 19,30a)
Talvez, diante de tantas situações na sua vida, o desejo maior é abandonar tudo e desistir. No entanto, é preciso caminhar e ser firme, para que sejamos capazes de chegar até o fim do que foi sonho de Deus para nós.

Imagem de Nossa Senhora das Dores levada pelas mulheres
Foto: Maria Andrea/Cancaonova.com

Na criação que podemos ver no Gênesis, quando Deus termina Sua obra, Ele vê que tudo aquilo era bom e tudo estava consumado. O ato da consumação significa a entrega total de Deus por nós, entregando tudo, até mesmo derramar Seu próprio Sangue para nossa remissão.

É tempo de nos fazermos novas criaturas, resgatados pelo Sangue de Jesus. Aquele que é imagem e semelhança do Pai não pode deixar nada inacabado, pois a força que nos impulsiona vem do próprio Cristo e do Seu sacrifício. (Padre Evandro Landri)

7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23, 46 b)
Reflita, nesse momento, quantas vezes não nos colocamos como instrumento de Deus, assim como o próprio Jesus fez ao ir até as últimas medidas para cumprir o projeto de Salvação.

Aceitar a vontade de Deus em nossas vidas significa colocar-se aos pés da cruz como um sinal de rendição, dizendo que não somos capazes de nada sozinhos, por isso, dependemos da Misericórdia e da graça do Senhor.

Para que o senhorio de Deus aconteça, precisamos entregar nossa vontade e nosso coração, submetendo tudo aquilo que nos prende, as coisas desse mundo aos desígnios do Senhor. (Padre Egídio Pereira)

A reflexão sobre as sete dores de Nossa Senhora e as sete Palavras de Jesus terminou com a bênção aos fiéis, preparando-os para viver, com consciência, todos os momentos que a Semana Santa nos convida a meditar.

 

Veja o vídeo da Procissão do Encontro:

 

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