Veja como foi a Semana Santa na Canção Nova

Ocorreu de 4 a 8 de abril na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista, o Acampamento da Semana Santa, no qual todos aqueles que passaram pela Chácara de Santa Cruz puderam viver dias de profunda contrição e arrependimento para que, no Domingo da Páscoa, pudessem ressuscitar com o Cristo Ressuscitado.

O evento teve a participação de diversos pregadores, como Eugenio Jorge, que na manhã de Quinta-feira Santa, em sua pregação, cujo tema foi: “Amor com amor se paga”, falou sobre o valor que temos de dar à entrega de Jesus por nós na cruz, na qual Ele nos redimiu de todos os nossos pecados. “O nosso resgate foi pago, não podemos nunca nos esquecer disso. Estávamos presos, cativos, sem esperança, nada podíamos fazer por nós mesmos, mas Deus se compadeceu de nós; o inimigo d'Ele pediu um preço muito alto e o Senhor não hesitou em pagá-lo, pagou com o próprio Filho, entregando-O na cruz. Deus Pai entregou o Filho em nosso lugar, para que tenhamos a vida d'Ele. É um amor impressionante, sem sentimentalismo; amor de quem é o Amor, como já diz São João: 'Deus é Amor'. Ele é Amor por nós. Amor que não falha, não muda,” enfatizou.


Após a pregação de Eugenio Jorge, foi a vez do professor Felipe Aquino falar sobre a gratuidade do Amor de Deus, na pregação: Chamados a amar a Deus gratuitamente. Nela o professor nos levou a nos questionar se estamos colocando Deus em primeiro lugar em nossa vida: “Ele morreu por nós, devemos amá-Lo e dar-Lhe o primeiro lugar em nossa vida. O Senhor não quer ter o segundo lugar, não podemos tê-Lo como ocorre com os amantes, deixando-O em segundo plano. Ele não aceita ser o segundo. Não coloquemos nada e niguém no lugar que é d’Ele. Não caíamos nas garras do mundo dizendo que Deus não existe! Só podemos trocar um amor por um Amor maior. Então se Deus for o primeiro em sua vida, você não O trocará por nada. Jesus disse aos discípulos: 'Se me amares, guardarás meus mandamentos'”.

À tarde, depois de termos ouvido sobre o Amor de Deus nas palestras pela manhã, padre Alessandro, da Diocese de Lorena, levou-nos a meditar sobre o “Serviço amoroso de Deus”, ou seja, como podemos, de forma concreta, demonstrar o mesmo Amor de Jesus a Ele e aos outros, sabendo que, no mundo em que vivemos, o relacionamento com as pessoas se torna cada vez mais difícil. “Existem algumas formas de enxergarmos Jesus em nossa vida, e uma delas é justamente no irmão. O próprio Cristo nos disse que tudo aquilo que fizermos a um de nossos irmãos é o mesmo que fazer a Ele”. E como Deus manifesta Seu Amor por nós, mesmo diante do sofrimento: “Algumas das maiores provas de amor surgem em meio ao sofrimento. Prova disso é o próprio Deus, que deu Sua maior prova de amor pela humanidade quando entregou Seu Filho único, na cruz, para redimir nossos pecados”, completou o sacerdote.

Na noite de Quinta-feira Santa, ocorreu a Santa Missa do Lava Pés, onde se faz memória da última Ceia de Jesus com seus discípulos, sendo depois entregue nas mãos dos soldados romanos. Esta celebração emocionou a todos, pois Jesus, sendo Deus, se fez pequeno por amor a nós.

Jesus, que morreu na cruz por nós, foi tido por muitos como criminoso, pois muitos não O aceitaram como o Salvador. E você: “Procurais um Mestre ou um criminoso?” Esse foi o tema da pregação do padre Fabrício na manhã da Sexta-feira da Paixão. “Eu lhes pergunto: 'A quem procuram?': o realizador de milagres? Procuram o Jesus grandioso? Cuidado, pois você, hoje, encontrará um homem fraco na cruz. No entanto, aqueles que procuraram Jesus pelo que Ele é, permaneceram com o Cristo mesmo na cruz e, por isso, hoje, somos a Igreja Católica Apostólica Romana!”

“Eis o homem! Eis aí Sua Mãe!” Nesta pregação, diácono Nelsinho disse que Pilatos entregou Jesus para ser morto e “Nosso Deus é um homem humilhado, surrado, que se fez um de nós por amor. Mas a multidão gritava: "Crucifica-O! Crucifica-O!". Todas as vezes que pecamos, repetimos o gesto da multidão, gritamos que O crucifiquem”. Nossa Senhora, porém ao ouvir o que Pilatos disse, “afirmava, em seu coração, que Aquele não era qualquer homem, mas o Filho dela.”

Às Três Horas da tarde, vivemos a Função da Sexta-feira da Paixão presidida pelo monsenhor Jonas, fundador da Comunidade Canção. Na homilia, padre José Augusto nos levou ao questionamento: “Vamos agir como Judas? Como Pilatos? Como os judeus – autoridades da época – que entregaram Jesus?”. O teve que conduziu essa reflexão foi: "Na meditação da Paixão de Cristo, encontre forças na cruz."

Durante a celebração das 15h, os fiéis foram convidados a participar do rito de beijar a cruz, reconhecendo o senhorio de Jesus, que se doou por nós por amor. Ele morreu para nos dar a Vida Eterna, isso mesmo, pela morte de Cristo a Vida nos foi possível.

Na noite de Sexta-Feira, foi feita a encenação da Via-Sacra, na qual as estações da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo foram meditadas. A Via-Sacra foi encenada em forma de quadros estáticos com pequenos movimentos em determinado momento da cada cena, proporcionando aos espectadores uma maravilhosa maneira de contemplação da Via dolorosa de Jesus até a Sua entrega no Calvário. A espiritualidade foi conduzida pela cofundadora da Comunidade Canção Nova, Luzia Santiago,  levando os peregrinos a rezar com a vida em cada estação. A musicalidade ficou por conta de Eugenio Jorge e Eliana Ribeiro.

 

Já no Sábado Santo, na primeira pregação do dia, Márcio Mendes,com o tema “Deus está comigo, não vacilarei!”, nos incentivou a não desistirmos em meio às dificuldades, pela fé temos a certeza de que o Senhor está conosco: “A fé é, portanto, colocarmos os olhos no Senhor em todas as situações da nossa vida, pois Ele está presente em todos os momentos, mesmo nos mais difíceis, tudo está descoberto diante de Deus. E como é duro tomarmos decisões quando não temos a certeza por onde caminhar! A passagem bíblica citada acima nos ensina a resposta, para caminharmos, mesmo diante da falta de certeza: é necessário termos o Senhor diante de nós, n'Ele vamos caminhar na luz, mesmo diante das incertezas da vida”.

Ainda pela manhã do Sábado Santo, padre Fabrício Andrade emocionou todos com sua pregação. Inspirado pelo Espírito Santo e tendo como base o Evangelho de São João, capítulo 24, no qual Tomé, mesmo ouvindo dos outros discípulos: “Nós vimos o Senhor”, não acreditou. O sacerdote salientou que não devemos tê-lo como incrédulo: “Por isso, São Tomé não é um incrédulo, não! Ele quer ir além. Por fim, esse apóstolo encontra-se com o Ressuscitado, pois Jesus acolhe o desejo dele e o chama a tocar em Suas chagas. Mas o evangelista não diz que Tomé tocou nelas, mas sim que ele, ao ver Cristo Ressuscitado, disse: “Meu Senhor e meu Deus!” Disse o padre em sua pregação: “O Espírito e o Ressuscitado”.

À tarde, padre Wagner Ferreira pregou sobre a pergunta que Jesus fez a Pedro, mesmo ele tendo o negado, “Tu me amas?”. Ainda em sua pregação o sacerdote partilhou sobre o documento do Papa Bento XVI, em 2006, que nos ajuda a responder essa pergunta que Jesus fez a Pedro, e que todos nós somos chamados a fazer: “Antes da experiência da traição o Apóstolo teria certamente respondido: "Amo-Te (agapô-se) incondicionalmente". Agora, que conheceu a amarga tristeza da infidelidade, o drama da própria debilidade, diz apenas: "Senhor… tu sabes que sou deveras teu amigo (filô-se), isto é, "amo-te com o meu pobre amor humano". Cristo insiste: "Simão, tu amas-Me com este amor total que Eu quero?". E Pedro repete a resposta do seu humilde amor humano: "Kyrie, filô-se", "Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo". Pela terceira vez Jesus pergunta a Simão: "Fileîs-me?", "tu amas-Me?". Simão compreende que para Jesus é suficiente o seu pobre amor, o único de que é capaz, e contudo sente-se entristecido porque o Senhor teve que lhe falar daquele modo.”

Depois dessa pregação, padre Roger falou sobre: “Diante do silêncio do Sepulcro”: “ Diante deste mistério do Sábado Santo, do silêncio deste sepulcro, nós só podemos esperar o barulho do milagre da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!”

No Sábado Santo e chegamos ao ponto mais esperado e importante para os cristãos, para o qual nos preparamos durante toda a semana: à tão esperada Santa Missa da Vigília Pascal. Nela padre José Augusto, em sua homilia, motivou todos a cantar o "Aleluia" e a esperar, pois Aquele que estava morto ressuscitou! “A morte de Jesus na Sexta-feira hoje passa das trevas para a luz. Dizer que Jesus ressuscitou significa que Ele clareou a Terra novamente. Dentro de nós está a escuridão. Precisamos aceitar o Cristo, Ele precisa entrar em nós.”

Celebremos a Páscoa! E cantemos o "Aleluia", pois as trevas que existiam já não existem mais. As trevas deram lugar à luz!

 

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