Jubileu de ouro sacerdotal

Dom Damasceno. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Dom Damasceno. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Monsenhor Jonas Abib, que coisa melhor podemos trazer no coração por noticiar com a boca e escrever com a caneta de Santo Agostinho do que estas palavras ‘obrigado, Senhor’? E Santo Agostinho continua: “Não há coisa que se possa dizer com mais brevidade nem ouvir com maior alegria nem sentir com maior elevação nem fazer com maior utilidade do que dizer “obrigado, Senhor”.

Monsenhor Jonas, aqui estamos para lhe prestar nossa alegria e os parabéns, como também à comunidade Canção Nova pelo seu jubileu de ouro sacerdotal. Estamos aqui em um dia tão festivo na Igreja, como é o dia da celebração da Imaculada Conceição de Maria.

Estamos reunidos também para nos unirmos ao Senhor, monsenhor Jonas, na Eucaristia, no sentido grego da palavra, para dizer ao Senhor Deus: “Muito obrigado pela graça de sua vocação sacerdotal, que, pela ordenação, o configurou a Cristo sacerdote, para poder agir em Seu nome em persona christi.

Jubileu de ouro sacerdotal

Monsenhor Jonas Abib se alegra pelos seus 50 anos de sacerdócio. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O senhor foi ordenado, monsenhor Jonas, para ser servidor da Palavra de Deus e distribuidor da graça de Deus nos sacramentos; sobretudo, para renovar, a cada dia, no altar, o sacrifício de Cristo e fazer da Eucaristia diária a motivação da sua vida, uma entrega ao serviço dos homens.

O sacerdócio ministerial, queridos irmãos e irmãs, segundo um grande teólogo alemão Karl Rahner, é uma graça muito grande. Ele dizia que esta graça era devoradora, pois o sacerdote foi entregue ao serviço dos homens a exemplo de Cristo, que entregou a si mesmo por nós na cruz.

Os 50 anos do seu sacerdócio ministerial, monsenhor Jonas, oferece a todos a oportunidade para agradecer a Deus a graça de seu sacerdócio e por tê-lo mantido fiel ao Seu serviço neste tempo de ministério.

Diante da grandeza desta graça, sentimos o quão indignos somos dela. Levamos este tesouro em vaso de barro, para que se manifeste que sua força superior vêm de Deus e não de nós, como afirma São Paulo na II Carta aos Coríntios. Por isso, esta celebração é também uma oportunidade singular para rogar a Deus, para que Aquele que o chamou o conserve fiel até o fim.

Monsenhor Jonas, o lema de sua vida sacerdotal – ‘Feito tudo para todos’ –, foi tirado da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, e São Paulo acrescenta logo em seguida: “E tudo faço por causa do Evangelho para também participar dele”. ‘Feito tudo para todos’, este lema é a síntese da sua vida.

50 anos de sacerdócio é uma vida loga que compreende também longos caminhos percorridos desde aquele 8 de dezembro de 1964. Caminhos talvez difíceis, obscuros, misteriosos, pelo quais Deus o conduziu. Hoje, à luz da fé, transcorridos 50 anos, o senhor consegue vislumbrar por onde o Deus incompreensível, que habita uma luz inacessível, quis conduzi-lo.

Jubileu de ouro sacerdotal

Missionários e fiéis participam da santa missa com monsenhor jonas. Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Deus lhe deu um carisma especial e o preparou para trabalhar com os jovens. No trabalho com a juventude, o senhor conheceu a Renovação Carismática Católica, que marcou a sua vida e o seu ministério presbiteral.

Em 1978, Deus lhe mostrou um outro caminho ao fundar a comunidade Canção Nova, com a missão de evangelizar pelos meios de comunicação social. Em 1980, surgiu a Rádio Canção Nova e, em 1989, a comunidade começou a atuar como uma retransmissora de TV, a Canção Nova pela TVE, no Rio de Janeiro. O Sistema Canção Nova de Comunicação, atualmente, ultrapassa as fronteiras do nosso Brasil e alcança outros continentes.

Hoje, este Centro de Evangelização da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, congrega milhares de pessoas a casa semana. Há pouco, foi inaugurado este belíssimo e grandioso santuário dedicado ao Pai das Misericórdias. Um marco de fé de todos aqueles que colaboraram com a sua construção.

Caro, monsenhor Jonas, quanto mais tempo nós servimos a Deus e nos entregamos a Ele, tanto melhor damos conta e compreendemos que a graça que Ele nos dá, enquanto sacerdote, é como afirma o teólogo Karl Rahner, verdadeiramente uma graça devoradora.

O sacerdote deve deixar-se “devorar” pelo seu povo e pelas pessoas. Não importa se o tempo que devemos peregrinar será breve ou longo, mas queremos pedir a Deus, monsenhor Jonas, que lhe dê a graça de poder realizar, no tempo que Ele na Sua bondade lhe conceder, a missão que ainda lhe resta cumprir.

Parabéns, monsenhor Jonas! Que o Pai das Misericórdias derrame sobre o Senhor, por intercessão da Virgem Imaculada Conceição, cuja a solenidade estamos celebrando, Sua misericórdia e Sua paz.

Transcrição e adaptação: Alessandra Borges


Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis


Cardeal Arcebispo da Arquidiocese de Aparecida – SP

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