Cartas às Igrejas de Sardes e Filadélfia

As sete estrelas representam as pessoas que protegem as nossas igrejas

Keila Fabiane. Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Vamos entender sobre duas Igrejas, a primeira é a Igreja de Sardes, é bela, porém vazia por dentro; a segunda é a Igreja da Filadélfia, é simples, porém ao adentrarmos nela encontramos vida.

A palavra “apocalipse” significa “Deus que se revela a Sua Igreja”. O apocalipse quer suscitar em nosso coração esperança e a inabalável confiança em Jesus e nas Suas promessas de vitória. Ao mesmo tempo, o Livro do Apocalipse vem animar aqueles que enfrentam o peso das tribulações e das grandes provas.

Deus suscita à Renovação Carismática Católica que mergulhem nestas Cartas, porque Ele quer que confiemos n’Ele, quer revelar, mais uma vez, que caminha conosco.

Meditemos a Palavra de Deus em Apocalipse 3, 1-6.

Quem era a Igreja de Sardes? A comunidade de Sardes pertencia ao Império Romano, anteriormente se destacava pelo comércio, entretanto, já não era mais importante. Sardes foi a primeira Igreja daquela região a receber a pregação do Evangelho, provavelmente, pela pregação de São João. Contudo, foi uma das primeiras a abandonar a fé, pois as pessoas de lá eram descritas como apáticas.

A primeira coisa que Deus quer nos dar é a plenitude do Espírito. Deus vai falar à Sardes, pois quer devolver a eles a confiança inabalável no cumprimento de Suas promessas.

As sete estrelas representam as pessoas que protegem as nossas igrejas, são os sacerdotes, os bispos, etc. Deus quer nos dar a plenitude assim como quis dar a Sardes. Jesus vem falar conosco para nos devolver a vida!

Quando não vivemos a plenitude do Espírito, vivemos a morte interior. A morte interior é o pecado que mata a nossa vida interior. Deus vem nos dizer que estamos bonitos por fora, porém sem vida por dentro.

Se o Espírito ocupa o nosso interior, o pecado vai sendo retirado de nós. Santo Agostinho nos diz que o pecado é o amor de si até o desprezo de Deus.

O pecado, muitas vezes, está alojado onde nós mais resistimos, onde agarramos as nossas “meias verdades”.

Quando queremos fazer o nosso nome, a nossa boa fama, esquecemos de Deus. Precisamos de um momento de conversão, viver uma luta constante, dizer não a carne, a nossa vontade e dizer sim a vontade de Deus.

A próxima Igreja lutou muito e viveu totalmente o oposto da Igreja de Sardes. A Igreja da Filadélfia, entendeu que não são os fortes que guardam a Palavra de Deus, pelo contrário, são os fracos que se reconhecem pecadores.

Há diante dos fracos, daqueles que se mantêm diante de Deus uma porta aberta que somente Ele pode abrir e fechar. Só passará por ela os fracos que se agarrarem a Palavra de Deus.

Nosso Senhor Jesus Cristo é aquele que deixa a porta aberta e diz: “Vinde a mim e eu vos darei descanso”.

Transcrição e adaptação: Karina Silva.

Confira também:
.:Carta às Igrejas de Pérgamo e Tiatira
.:Rumo ao Jubileu de Ouro em 2019

Confira um trecho da pregação:




Keila Fabiane


Coordenadora Diocesana da RCC-DF

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