Como surgiu a Festa da Divina Misericórdia na Canção Nova?

A Festa da Divina Misericórdia é celebrada na Canção Nova desde 2002

“Trago para você algo bem particular do carisma Canção Nova, confiado por Deus e pela Divina Providência em relação a nossa missão na Igreja e no mundo em vista da evangelização de um povo bem disposto para segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.”

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Assim relata o fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, num documento interno, logo depois da grande Festa da Misericórdia vivida nessa comunidade católica: Entramos no tempo da Divina Misericórdia!

Nesse documento, monsenhor Jonas afirma: “Meus olhos estarão abertos e os ouvidos atentos à oração feita neste lugar. Pois agora escolhi e santifiquei esta casa dedicada a meu nome para sempre. Meus olhos e meu coração estarão nela todo o tempo (cf. 2Cr 7,15-16).

Logo cedo, no dia da Festa da Divina Misericórdia, segundo Domingo da Páscoa, o Senhor me deu essa palavra e a foi trabalhando em mim. Eu estava em Araras (SP), dando um encontro PHN (Por Hoje Não vou mais pecar), quando vi que a Canção Nova estava repleta por uma multidão. Assim, reconheci a confirmação dessa Palavra. Durante todo o dia, essa realidade foi tomando conta de mim e, quando celebrei a Missa, encerrando a Festa da Misericórdia, fui movido a proclamar essa palavra e, mais uma vez, consagrar a Canção Nova, para que fosse o ‘lugar da Divina Misericórdia’, onde Jesus pudesse exercer toda a extensão da Sua Misericórdia e onde as pessoas pudessem, com confiança, trazer todas as suas misérias e aí serem atendidas. Entreguei a Deus a Canção Nova para ser o lugar da misericórdia e da confiança em Deus. Retirei-me por três dias na nossa casa em Queluz (SP). Lá, eu li tudo o que Jesus e Nossa Senhora falaram a Santa Faustina Kowalska, e ela deixou por escrito em seu diário.

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Deus quer que a Canção Nova toda seja o Grande Santuário da Divina Misericórdia

A certeza que fica em mim é a de que não apenas construamos, na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), o Santuário da Divina Misericórdia, um Santuário grande e acolhedor, cujas dimensões mostrem a ilimitada vontade do coração de Jesus de receber nele uma multidão de filhos de Seu Pai, especialmente os mais pecadores, os mais miseráveis e desesperados, os que não têm mais com quem contar, a não ser a Divina Misericórdia. Mas vejo que a vontade de Deus vai além: Ele quer que a Canção Nova toda seja o Grande Santuário da Divina Misericórdia. Sim, a Canção Nova será o Grande Santuário!” (Trecho extraído do documento interno intitulado “Nossos Documentos”).

A primeira Festa da Divina Misericórdia aprovada pela Igreja, vivida e celebrada na Canção Nova, foi no segundo Domingo da Páscoa de 2002. “Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Cf. Jo 19,33-34).

O Papa João Paulo II foi o grande apóstolo da Divina Misericórdia, foi ele quem promulgou e colocou no calendário litúrgico essa festa no Segundo Domingo da Páscoa. O lado aberto de Jesus ressuscitado revela a grandeza da misericórdia de Deus por nós. Por isso, vamos pedir a intercessão desse santo de Deus e de Santa Faustina. Tomemos posse meus irmãos, pois o que a Igreja liga na Terra está ligado no Céu.

O Senhor pede a Santa Faustina que haja a “Festa da Misericórdia”

O Diário da Santa Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que seja estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a “Festa da Misericórdia”. Jesus diz:

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A Minha misericórdia é tão grande que, por toda a eternidade, nenhuma mente, nem humana, nem angélica a aprofundará. Tudo o que existe saiu das entranhas da Minha misericórdia. Toda alma contemplará em relação a Mim, por toda a eternidade, todo o Meu amor e a Minha misericórdia. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia”.

Jesus apareceu a Irmã Faustina com raios de luz vermelha e pálida, saindo da área do Seu coração. Sua mão estava erguida para a bênção, lembrando a cena da noite do Domingo de Páscoa onde ele sobrava sobre os apóstolos o Espírito Santo e dava o poder de perdoar os pecados, a mão esquerda no coração e a direita dava a absolvição. (Jo 20,19-23). Ele pediu a Irmã Faustina que essa visão fosse pintada juntamente com as palavras “Jesus, eu confio em Vós”.

O Senhor apresentou essa imagem para lembrar às pessoas que devem confiar em Sua misericórdia e recorrer a Ele para pedi-la:

“Ofereço aos homens um vaso com o qual devem vir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é essa imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós”. (Diário 327).

Jesus explicou que os raios representavam o sangue e a água que haviam brotado do Seu lado perfurado e ensinou a Irmã Faustina a oração: “Ó sangue e água, que brotastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós”. (Diário 84).

Vamos orar irmãos: “Jesus, diante de Vosso coração aberto, de onde jorraram sangue e água, fonte da Divina Misericórdia por nós pecadores, venho a Vós com os vasos da confiança clamar as graças, dons e virtudes dessa santa devoção. Eu quero passar pelo Teu lado aberto de amor por mim, todos os meus pecados, minhas feridas emocionais e físicas, toda carência e depressão, pois tenho a certeza de que, passando pelo Seu coração, serei uma nova criatura. Que os raios claros da Sua Divina Misericórdia, Sangue e Água dissipem toda treva em mim, traga-me o perdão e a paz, a graça da conversão e da retenção eterna. Refugiar-me no abismo da Salvação, onde nenhum inimigo conseguirá me alcançar nenhuma tentação, e todo mal será ali neutralizo. Quero passar pela Tua misericórdia os meus medos, dúvidas, minha vida financeira, todo sentimento de desespero e fracasso, também todas as pessoas que fazem parte da minha vida, eu as confio a vós, na certeza de que experimentarão o Amor de Deus. Vós morrestes Jesus, mas uma fonte de vida jorrou para as almas, e um mar de misericórdia se abriu para o mundo inteiro. Ó Fonte de Vida, Misericórdia Divina inescrutável, envolvei o mundo todo e derramai-vos sobre nós. Acendei em nossos corações a chama de Vosso amor pelo Espírito Santo Senhor, a esperança, a certeza de que tudo pode ser mudado pela oração, que eu possa dizer em todos os momentos de minha vida: Jesus, eu confio em Vós!

Jesus misericordioso, eu confio em Vós!

Autor: Padre Luizinho, membro da Comunidade Canção Nova

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