PHN

Só pelo Espírito Santo podemos viver o PHN

Monsenhor Jonas Abib

Só pelo Espírito Santo podemos viver o PHN

Monsenhor Jonas Abib | Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

A primeira coisa que eu quero dizer é sobre este lugar: o Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Morais. Havia um barranco à direita, um à esquerda e, ao meio, um regato. E todo dia, às 18h, eu rezava o terço por aqui em que pedia a Deus que isso se tornasse um estádio. Era uma ousadia, mas o Espírito Santo ia colocando isso no meu coração. 

E, graças a Deus, aos poucos o Centro de Evangelização foi construindo-se e moldando-se. Estou contando isso para dizer que para Deus nada é impossível. E tudo é possível para aquele que crê, apenas temos de acreditar e pedir. Na nossa vida também é assim, pois nada é impossível para Deus, pois acreditamos que Ele faz.

Apenas na força do Espírito Santo podemos enfrentar o inimigo e as batalhas contra o mal e, assim, viver plenamente o PHN

Na primeira leitura vemos a história de José do Egito quando foi vendido para mercadores de escravos, pois seus irmãos tinham inveja do amor do pai deles por ele. E, para disfarçar, mataram uma ovelha, pegaram o manto de José, tingiram com sangue e levaram para o pai acreditar que José tinha sido morto por uma fera.

A importância do perdão

Uma vergonha! Mas que maravilha Deus fez, pois, depois de muito tempo, José viria a ser o primeiro homem do Egito. Depois de Faraó era ele quem mandava, tanto que, o povo todo precisou da administração de José para que tivessem alimento durante a seca. Nisto tudo, até os irmãos de José e o pai dele foram para o Egito tentar não morrer de fome. E aí vem o trecho em que eles pediram perdão pelos crimes que cometeram contra José.

José, ouvindo isso, pôs-se a chorar, porque ele, na verdade, já havia perdoado os irmãos. Não era preciso os irmãos pedirem o perdão dele. Assim como José, nós também temos de perdoar, pois o perdão é muito importante em nossa vida. Embora nós possamos querer viver o PHN, se não perdoamos, a amarração do perdão não dado, não nos deixa viver. E o próprio José diz a eles que o mal feito Deus transformou em bem.

Sejamos discípulos de Cristo

No Evangelho, logo no começo, nós vemos que para o discípulo basta ser como seu mestre, e para o servo basta ser como seu senhor. Veja bem: o Senhor quer que nós sejamos discípulos d’Ele. O discípulo é aquele que vive junto de seu mestre, que o acompanha e que confia no mestre e vai sendo formado na vida lado a lado com o seu mestre.

Assim também é o servo, que basta ser como o senhor. Neste sentido, Jesus é o nosso Senhor, digamos a Ele que queremos ser discípulos e servos d’Ele. É muito importante isto, é parte do PHN.

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Para nós vivermos o PHN, precisamos do Espírito Santo. O PHN existe há muito mais tempo do que sabemos, pois ele começou com um jovem, Domingo Sávio, declarando e vivendo o “antes morrer do que pecar”. E é apenas pelo Espírito que podemos viver o “por hoje não vou mais pecar”.

Em Atos dos Apóstolos, 19,1-6, vemos Paulo chegando a cidade de Éfeso:

“Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as províncias superiores e chegou a Éfeso, onde achou alguns discípulos e indagou deles: “Recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?”. Responderam-lhe: “Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo!” –. “Então, em que batismo fostes batizados?” – perguntou Paulo. Disseram: “No batismo de João.” Paulo então replicou: “João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus”. Ouvindo isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam.” 

Só pelo Espírito Santo podemos viver o PHN

“Para nós vivermos o PHN, precisamos do Espírito Santo”, Monsenhor Jonas Abib | Foto: Bruno Marques/cancaonova.com

Assim, batizados no Espírito Santo, aqueles homens tiveram a vida deles transformadas. Passaram-se séculos sem se falar no batismo no Espírito Santo, apenas após o Concílio Vaticano II, o batismo no Espírito começou a ressurgir. 

E, lá nos Estados Unidos, um jovem em sua universidade, oraram por ele, então, foi batizado no Espírito Santo, e assim também aconteceu com um outro jovem. Mas como Deus é Deus, eles acabaram se encontrando e, juntos, fizeram um trabalho maravilhoso de levar o batismo por várias universidades. Como eles nós também precisamos deste batismo.

É só pelo batismo no Espírito e pela força d’Ele que podemos viver as batalhas e viver o PHN. Deus nos quer santos, vigiemos na graça do Espírito para não cairmos. Não deixemos o inimigo nos derrubar depois de tantas coisas boas que o Senhor faz em nós. Sejamos santos, pois o Senhor é santo!

Transcrição e adaptação: João Paulo dos Santos.

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