A paciência tudo alcança

Dom Ireneu
Foto: Elcka Torres

Na primeira leitura nós aprendemos que Deus não rejeita o seu povo, todo nós somos filhos do nosso Pai do céu, e formamos um só corpo. E isso na pastoral da sobriedade é muito importante, porque as pessoas que nos procuram , esperam ser acolhidas incondicionalmente, assim como Deus nos acolhe.

No Evangelho nós percebemos uma lição fundamental, quem quiser ser o primeiro, seja o servo de todos, então não fique procurando ter cargos. É preciso assumir o trabalho, mas não podemos ficar buscando cardos, é preciso ser servo de todos.

A espiritualidade do menorismo, cada um sirva o irmão lavando os seus pés. Em muitas situações é preciso doar-se ainda mais não só lavando os pés, mas acolher, dar banho, cortar o cabelo, unhas e até mesmo fazer a barba. A acolhida incondicional nos leva a correr alguns riscos, porque ser irmãos é melhor do que fazer sermão.

A paciência tudo alcança, até o povo do Egito precisou ter paciência, na passagem pelo deserto, o povo sentia falta das cebolas do Egito. Então tudo é um processo. Se plantamos hoje, precisamos alguns meses para colher o fruto.

A paciência é uma virtude que a pastoral da Sobriedade precisa trabalhar com ela. Depois que Jesus lavou os pés dos seus discípulos, ele disse, para que eles fizessem o mesmo em sua memória, e o Pai fica contente quando um irmão da a vida por outro irmão.

Dom Irineu
Foto:Elcka Torres/CN

Nós precisamo oferecer a Deus um sacrifício de agradável odor, “Tendo amado os seus quando estava no mundo amou-os até o fim”.(Jo 13,1) Precisamos nos transformar em um sacrifício de amor assim como Jesus.

É importante celebrar aquilo que vivemos em todos os sacramentos e não fazer disso um ritual, mas fazer desses sacramentos a nossa vida.

Para Deus não vale fazer as coisas forçadas, se não tem amor, ainda que você entregue seu corpo para ser queimado, ou fale a linguagem dos anjos de nada vale, se não for feito com amor, porque o amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera, o amor jamais passará, porque o amor é o próprio Deus, então faça da sua vida uma Eucaristia, uma história de amor, de vida de doação, para quem estiver se afogando, sem precisar que ninguém nos empurre, mas tomemos a própria iniciativa com alegria.


Dom Irineu Danelon


Bispo da Diocese de Lins – SP

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