Amai os vossos inimigos

Pe. Alir Sanagiotto, SJC
Foto: Clarissa Oliveira/cancaonova

Caro irmãos a liturgia de hoje é maravilhosa,

Que coisa providencial para nós é o evangelho de hoje que está em João 4,5-15.19b-26.39a.40-42. Nele podemos notar a grande rivalidade entre os judeus e os samaritanos, o próprio Evangelho narra que de fato, os judeus não se dão com os samaritanos.

Quando Jesus se aproxima da samaritana e começa a querer dialogar com ela imediatamente ela se arma e interroga Jesus:“Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?”. A samaritana trazia em si um ódio que foi cultivado por meio dos seus antepassados. Ela tinha um balde vazio de água, mas um coração cheio de ódio, de magoa e de “veneno”, que estava no seu interior.

Se olharmos para a história da humanidade, as brigas entre os irmãos, entre as nações como é o caso dos samaritanos e judeus, percebemos que esta mulher era fruto de uma sociedade que cultivava o ódio. Quando Jesus a toca, ela imediatamente “solta” o veneno.

E como isso atinge na prática os relacionamentos, principalmente nos dias de hoje. O amor aos inimigos é uma terapia para você se tornar feliz. Durante o tempo de namoro, você vai se dirigir a seu namorado e dizer: "eu só me caso com você, se você for retirar o veneno do seu interior, que você recebeu durante a sua criação". Quando passamos a conviver com outras pessoas, no dia a dia, o veneno que estava contido em nosso interior vai sendo revelado.

Devemos viver o amor com nossos inimigos, não com um encargo ou uma imposição, mas sim, como uma benção. A partir do momento que você, pai e mãe, começar a viver este amor com seus inimigos, seus filhos vão perceber a mudança. Mesmo que seu inimigo venha com cinco pedras contra você, ao invés de você brigar com ele ofereça-lhe um elogio. Este seu inimigo logo de imediato é desarmado com este gesto de amor. Faça você mesmo esta experiência. Experimente valorizar o seu inimigo e aos poucos irá perceber que o amor desarma o ódio. Triunfe sobre o mal com o bem.

Foi assim que Jesus fez com a samaritana, ao invés de descriminá-la Ele a amou. O ódio é igual o odor, causa mal cheiro na vida da pessoa. O amor é igual o perfume, que por onde a pessoa passa exala seu perfume no ar. Em vez de de cultivar o ódio e o rancor, cultive o amor.

Jesus continua o dialogo com a Samaritana: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. Jesus perseverou no amor, e nos convida a perseverarmos também, quem ama sempre vence!

"O amor desarma o ódio"
Foto: Clarissa Oliveira/cancaonova

O amor de Deus pode mudar o nosso coração. Uma pessoa curada transforma todo ambiente ao seu redor.

Já dizia um sábio: “Querer que as coisas mudem, sem mudar o que a gente faz, é insanidade mental.” Se eu quero mudar eu preciso ao invés de amaldiçoar, abençoar, ao invés de reclamar ou murmurar agradecer e elogiar. Quando alguém lhe jogar uma pedra, devolva uma flor. Se alguém lhe mostrar cara feia, devolva um sorriso. Somente com a ajuda do Espírito Santo você obterá força para amar os seus inimigos.

Para ser feliz você precisa se libertar de todo veneno, ódio e rancor de dentro do seu coração. Não se deixe contaminar com o ódio! Ele nos leva a morte e o amor nos leva ao céu.

Vamos começar a partir de hoje um tempo novo!

Vamos nos tornar fontes de amor, Deus quer de você uma fonte de água viva que jorra para a vida eterna!

 Transcrição e adaptação: Mariana L. Gabriel


 

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Padre Alir Sanagiotto, scj


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