As práticas da Quaresma devem ser acomapanhadas pela caridade

Todos nós nessa quaresma somos convidados a uma verdadeira passagem da páscoa de Cristo vencendo a morte. Na Quaresma seguindo o Evangelho a Igreja nos apresenta três meios para nos ajudar no processo de mudança de vida e conversão: a esmola, a oração e o jejum.

Sobretudo podem correr o risco de perder o valor se não forem acompanhadas pela caridade. Na primeira leitura vimos o jejum que nos leva a deixar nosso egoísmo ajudando os necessitados, como nos disse o profeta Isaías: “ o jejum que eu prefiro quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne.”

A Igreja reduziu o jejum a Quarta-feira de Cinzas e à Sexta-feira Santa, embora devamos jejuar outros dias para nos assemelharmos a Cristo em sua paixão. Mas a prática do jejum deve nos ajudar aproximar dos mais necessitados. O jejum está intimamente ligado às práticas de caridade e a vivência da Palavra de Deus.

"A prática do jejum deve nos aproximar dos mais necessitados"exorta Dom Raimundo
Foto: Elcka/CN

A esmola consiste em nos exercitar na partilha dos bens com os mais pobres. As três práticas que a Igreja nos convida devem nos ajudar no processo de conversão, na proximidade com Deus e o próximo.

No Evangelho de hoje Mateus relaciona o jejum à paixão de nosso Senhor Jesus Cristo. Questiona-se porque os discípulos de Jesus não jejuam e os de João jejuam. Enquanto o noivo está, é tempo de festa e comemoração. Mas depois da morte e ressurreição de Jesus, enquanto estamos aguardando sua vinda derradeira o jejum torna-se, sim, motivo de tristeza por estarmos separados fisicamente do noivo. Quando o Senhor voltar não precisará mais de jejum, no céu não tem jejum. Será pura celebração e alegria.

Agora não vemos o Senhor como o veremos na eternidade, como diz São Paulo: “agora não vemos claramente.” E o jejum é justamente essa preparação para a vinda do Senhor.

A campanha da Fraternidade deste ano nos propõe com o tema: “Fraternidade e Tráfico Humano” , combater essa chaga social que fere a liberdade humana. Se para o traficante isso traz beneficio, para aquele que é traficado traz dores, angustias e morte.

O Papa Francisco fez referência a esse crime horrível na mensagem que enviou ao Brasil devido a abertura da Campanha da Fraternidade. O desemprego, a miséria de muitos leva ao tráfico de pessoas.

Sejamos nessa Quaresma mais abertos aos necessitados. A experiencia cristã nos faz ver que nenhum mal tem a última palavra. Que a presença de Deus seja a força que nos leva a vencer o mal. O papa Francisco disse que os brasileiros roubaram seu coração, certamente a recíproca é verdadeira. Esse evento “Doe de coração” tem como objetivo louvar a Deus e despertar a generosidade para que a diocese do Rio de Janeiro possa fechar a conta da Jornada Mundial da Juventude. Somos convidados a contribuir da forma como podemos para a diocese fechar as despesas desse evento mundial da juventude. Uma vez que os incalculáveis frutos dessa jornada não são colhidos apenas no Brasil, bem como em todo mundo.

Que Deus abençoe e Nossa Senhora proteja a todos!

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

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