As regras do Método Billings

Marian Corkill
Foto: Flávio Pinheiro/CN

O método de ovulação billings começou na Austrália quando um padre pediu ajuda ao doutor John Billings, pois estava trabalhando com casais e eles tinham razões sérias para adiar uma gestação, mas não tinham nada para auxiliá-los, a não ser contar os dias. O doutor Billings disse não saber nada sobre planejamento familiar. O padre insistiu para que ele o ajudasse. O médico pediu três meses e começou a perguntar às mulheres o que elas sentiam sobre sua fertilidade. Então, ele percebeu que as mulheres sentiam um fluxo durante seu período fértil. Ele perguntou se elas percebiam esse fluxo no intervalo entre a menstruação. Começou a recomendar aos casais que não tivessem relações durante este período e nenhum deles engravidou. Mais tarde, alguns casais queriam ter filhos e o médico começou a recomendar que os casais tivessem suas relações sexuais no período do fluxo. Algumas mulheres começaram a dizer a ele que se sentiam escorregadias e o médico as aconselhou a ter relações nesses dias.

Em 1970, o professor Brown e o cientista Erick Odeblad da suécia juntaram-se ao grupo. Passado algum tempo, o doutor Erick entrou em contato com o doutor Billings e, muito feliz, disse que a descoberta do médico estava completamente perfeita.

O Método Billings

É um método natural de conseguir uma gravidez, espaçar uma estação e monitorar a saúde reprodutora da mulher. Quando este trabalho começou, foi por causa das pessoas que queriam espaçar a gravidez, mas perceberam que também poderiam ajudar as pessoas que queriam engravidar e também outras a monitorar sua saúde reprodutiva. Não importa se casada ou solteira, este é um conhecimento que toda mulher precisa ter. Não tem drogas, dispositivos nem mudanças no corpo feminino; não tem efeito colateral e a saúde da mulher não é afetada. Ele é confiável e moralmente aceitável em toda as culturas. É um método simples de regulação de planejamento natural que tem quatro regras e os casais precisam saber dessas regras.

Com uma régua deslizável, de quatro cores (amarelo, verde, branco e vermelho) é possível mostrar todos os ciclos da mulher. A primeira parte é vermelha e indica a menstruação. E existem diferentes tipos de sangramento que não são menstrução. Sabemos que o sangramento é de menstrução quando a mulher ovulou cerca de duas semanas antes do sangramento. A parte verde da régua indica a infertilidade feminina. A cor branca mostra quando o casal está fértil. Uma cruz, ao final da parte branca, indica o dia da ovulação. Após este período, a mulher experimenta um novo tempo de infertilidade.

As mulheres não são sempre regulares. Algumas vezes, elas vão experimentar um ciclo mais longo e experimentar uma período de infertilidade mais extenso. Outras vezes, o ciclo é mais curto e a ovulação pode ocorrer até durante a menstruação. O casal aprende a reconhecer se o dia é fértil ou infértil. Se acontecer de a mulher estar com a fertilidade atrasada, pode ser que ela esteja amamentando ou grávida. O método é muito simples.

É importante lembrar que são regras de bom senso. A primeira delas é evitar relações sexuais quando se está com sangramento grande. Isto é uma questão de bom senso, porque, se a mulher tiver uma ovulação durante este período, esta vai estar escurecida por causa da menstrução. A fase de infertilidade é conhecida como secura.

A segunda regra é ter relações em noites alternadas. Também esta é uma regra de bom senso, porque, quando a mulher caminha durante o dia, ela vai ter a possibilidade de perceber o que está sentindo. Na manhã seguinte ela vai ter uma perda de fluído, mas ela não vai saber identificar se este fluído é dela ou do marido. Por isso, o bom senso de alternar as noites.

"Com o MOB o casal se conhece melhor e faz uma cooperação com Deus"
Foto: Flávio Pinheiro/CN

Quando a mulher percebe outra mudança em seu corpo, é tempo de parar e esperar. Ela vai perceber qual é a sua sensação e ver se está se sentindo escorregadia. Depois, ela volta a sentir-se seca. Isso vai dizer a ela que está começando o tempo da ovulação. Na maioria dos ciclos, ela vai perceber que está ovulando no final desta sensação escorregadia. Quando ela ovular, saberá que o óvulo não sobreviverá por mais de um dia. Se ela ovular no segundo dia após a sensação de escorregadia, no terceiro o óvulo já vai ter se desintegrado. Então, ela vai anotar o dia do ápice, contar 3 dias e ter relações a partir do quarto dia. Lembre-se de que são duas possibilidades: a primeira é identificar a ovulação; a segunda é quando a ovulação atrasar. Se esta segunda opção acontecer, vão haver mudanças e pode ocorrer sangramento ou alguma sensação de muco, mas não vai se sentir escorregadia. É uma tentativa de ovulação, mas logo volta ao normal. Deve-se esperar, então, por 3 dias até que retome as relações com o marido em noites alternadas.

As quatro regras

1 – Não ter relação com sangramento forte;
2 – Ter relações em noites alternadas na fase de infertilidade;
3 – Não ter nenhum contado genital, não usar preservativo, nem coito interrompido;
4 – Ter relações a partir da manhã do quarto dia.

Ao contrário do homem, a mulher é cíclica e tem uma pequena possibilidade de ser mãe. A fertilidade termina na menopausa. Então, para ter um filho é preciso que o homem e a mulher sejam férteis. Lembre-se de que a fertilidade é sempre do casal.

Usando o método, o casal se conhece melhor e faz uma cooperação com Deus, reconhecendo que Ele é o criador de todos e o casal é o pro-criador. Eles procriam com Deus. Um bom fundamento para este método é que os casais procuram por um método que tenha uma boa fundação. O método é conhecido por WOOMB, uma organização mundial. Pelo mundo afora, as pessoas dizem que este é o método do amor.

 

Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso


Marian Corkill


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