Carnaval e santidade? Sim, é possível!

Márcio Mendes
Foto: Robson Siqueira/cancaonova.com
O Carnaval é para ser um tempo de festa, de alegria, de lugares onde a família se encontra, mas, infelizmente, para muitos é um tempo de tristeza, de mortes, de desilusões. Mas é bom ver pessoas que decidiram reservar esse tempo para estar mais próximo de Deus.

Durante esses dias, o Senhor quer assumir os cuidados com você. Se você se entregou nas mãos d'Ele, sairá deste Carnaval de uma maneira que, talvez, não esperasse. Então, aqueles que o encontrarem, perguntaram-lhe: “O que você fez nesses dias de Carnaval? Você está tão bem!” Então, você lhe responderá: “Eu encontrei o Senhor!”

A nossa Palavra para hoje está em 1 São Pedro 2,11-17:

“Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos da carne, que combatem contra a alma. Comportai-vos nobremente entre os pagãos. Assim, naquilo em que vos caluniam como malfeitores, chegarão, considerando vossas boas obras, a glorificar a Deus no dia em que ele os visitar. Por amor do Senhor, sede submissos, pois, a toda autoridade humana, quer ao rei como a soberano, quer aos governadores como enviados por ele para castigo dos malfeitores e para favorecer as pessoas honestas. Porque esta é a vontade de Deus que, praticando o bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos. Comportai-vos como homens livres, e não à maneira dos que tomam a liberdade como véu para encobrir a malícia, mas vivendo como servos de Deus. Sede educados para com todos, amai os irmãos, temei a Deus, respeitai o rei”.

Quem não ama a liberdade? Foi para sermos lives que o Senhor nos libertou, mas o preço dela está em entrar na liberdade e permanecer-se nela, mantendo-a. Para saber como fazê-la, a Palavra diz: “Caríssimos, rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos, vos abstenhais dos desejos da carne, que combatem contra a alma”.

Por que o Senhor nos chama de “estrangeiros”, “peregrinos”? Porque, quando somos forasteiros, quando estamos numa terra que não é a nossa, a primeira coisa que precisamos fazer é ter uma atenção redobrada às leis. Outra coisa: todo estrangeiro acaba sendo alvo de todo mundo, chama a atenção de todos. Os forasteiros também não participam de certos “esquemas”, porque não conhecem os costumes daquele povo.

Meu irmão, você é cristão? Então, eu lhe digo que você é um forasteiro, porque você não é desta terra, mas é do céu. Pode perceber que todo mundo olha para você quando coloca uma Bíblia debaixo do braço, quando coloca um crucifixo no pescoço ou usa uma camiseta com uma mensagem evangelizadora. Nós, que somos de Jesus Cristo, também não participamos de certos “esquemas”, por isso a Palavra nos diz que somos “forasteiros” nesse mundo.

"Você é um forasteiro nesta terra, porque você não é daqui, mas é do céu."
Foto: Robson Siqueira/cancaonova.com

Deus ama você demais, por isso Ele não pode deixá-lo viver o Carnaval do mundo. Num retiro, você fará, com certeza, uma experiência muito melhor, num lugar onde não há bebedeiras, não há bagunça.

Você precisa entender que ser de Deus não é fazer algo em alguns lugares, mas em outros não. Ser de Deus é algo que somos e Carnaval é a festa da fraternidade. No entanto, tornou-se, para o mundo, a festa da libertinagem.

Alguém poder ser obcecado pelo sexo, pelas drogas, porque a paixão é um afeto que cega a pessoa e a arrasta da tentação até a obsessão. Em nome da liberdade, muita gente se escraviza o álcool, no sexo. Quantas pessoas você conhece que ficaram amarradas em quem não queriam, porque estavam presas a uma obsessão? Elas querem abandonar essa vida, mas não podem, porque são escravas dessa situação.

Em nome de uma falsa liberdade estragamos nossa vida.

Ninguém quer sofrer, mas as pessoas entram num vício, porque querem prazer, mas este, vindo de um erro, passa. E, depois que o prazer passa, vem o arrependimento, o medo de ser descoberto. Quando a pessoa cai em si, a amargura instala-se dentro dela. Ninguém é feliz por ser alcoólatra, por ser dependente químico.

Mutas pessoas vivem angustiadas, porque colocam, diante de si, a tentação. Tire da sua vida aquilo que não presta. Precisamos aprender a deixar, na nossa vida, apenas aquilo que é útil, bom e belo, porque Deus está em tudo isso.

Se você tirar da sua casa tudo que é inútil, feio e ruim, como ela ficará melhor! Agora, pense no seu coração. Se você tirasse dele todo relacionamento inútil, que lhe faz mal e é feio, como sua vida iria melhorar! Como você ia ter uma qualidade de vida melhor! Se você cortar esses relacionamentos com as pessoas e com as coisas, como sua vida vai melhorar!

Paz é dom de Deus. Quer ter paz? Tenha a consciência tranquila.


Márcio Mendes


Missionário da Comunidade Canção Nova, teólogo e escritor

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