Cristão, tenha um coração igual ao de Cristo

Professor Felipe Aquino
Foto: Maria Andreia / CN

Estamos iniciando o Tríduo Pascal. E quero começar meditando nos grandes acontecimentos desta Quinta-feira Santa.

São João Evangelista narrou, em cinco capítulos (dos caps. 13 a 17), tudo aquilo que Jesus disse aos seus discípulos na Quinta-feira Santa, durante aquela ceia memorável.

Pelo menos três grandes coisas, Jesus fez durante a Última Ceia. Primeiro, Ele nos deixou o seu grande mandamento: o mandamento do amor. Depois, Ele nos deixou a Sagrada Eucaristia e, por fim, instituiu o Sagrado Magistério.

“Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (Jo 13,34-35)

O cristão é aquele que ama. O amor é a identidade da nossa fé. Tertuliano, um grande escritor, afirmava que os pagãos ao verem os cristãos, convertiam-se diante do testemunho deles e diziam: “Vede como eles [os cristãos] se amam!”.

O maior império que a humanidade conheceu, o Império Romano, converteu-se ao Cristianismo graças ao testemunho de amor dos primeiros cristãos, que não tinham medo diante do martírio.

Meus irmãos, a coisa mais importante deste mundo é o amor. O mundo pode ser salvo pela vitória do amor. Mas o que é o amor? Hoje em dia temos visto uma verdadeira “caricatura” do amor. Os noivos estão levando para dentro do casamento um amor falso e, por isso, os casamentos já não duram tanto! É preciso aprender com Jesus o verdadeiro sentido do amor.

Jesus é o verdadeiro modelo do amor. Não é a novela, não são os filmes, que servem de modelos de amor para nós. Amar é dar a vida pelo outro. E isto não é um “ato romântico”. Não é um simples “I love you”. Não! Amor é decisão! E o mundo está tão mal porque vive um amor falso. O que é falso não dura, meus irmãos.

“Gostar” é diferente de amar. Uma pessoa que gosta de cigarro, o que faz? Ela põe fogo nele! Assim é o gostar: gostamos não do outro, mas de nós mesmos! Isto é egoísmo. E não será assim que também temos nos relacionado com as outras pessoas? Sendo egoístas? Querendo apenas “extrair” delas o nosso próprio prazer?

Cuidado, meu irmão, com este amor “romântico”. Com este amor sexualizado ensinado pelas novelas. Levamos este amor para dentro do casamento e acabamos usando o outro como se fosse um “copo descartável”. Mas a pessoa humana não é descartável. Ela é criatura de Deus! Filho, filha amada pelo Pai!

"A Eucaristia é remédio e sustento para nossas vidas", ensina Professor Felipe
Foto: Maria Andreia / CN

 

Você está disposto a dar a sua vida pelo seu marido, pela sua esposa, pelos seus filhos? Se você responder que “sim”, você será feliz, pois traz dentro de si o amor de Deus. Não se esqueça: Deus é amor!

A segunda lição desta noite santa da Última Ceia é a da Sagrada Eucaristia. Na noite em que Jesus foi traído, Ele pagou o mal com o bem. Jesus quis dar sua vida a nós também através da Santa Eucaristia.

Ele se encontra presente em todos os Sacrários da Igreja. Talvez, para você falar com o prefeito da sua cidade, você tenha que marcar hora. Mas com Jesus é diferente: Ele sempre está à nossa disposição no Sacrário, esperando por nós. É muito fácil encontrar-se com o Senhor! Basta entrar numa Igreja e colocar-se diante d'Ele na Eucaristia. É muito fácil receber o Senhor. Basta participar da Santa Missa.

A Eucaristia é remédio e sustento para nossas vidas. Portanto, não podemos receber o Senhor de qualquer maneira. Quando comungamos, não recebemos simplesmente um “pedacinho de pão”. Mas recebemos o Corpo de Cristo. Ninguém é digno de receber o Senhor. Mas é preciso ter as disposições necessárias para recebê-lo.

Deus habita em todo lugar. Exceto onde habita o pecado. Ele é o 'Todo Santo'. E, por isso, precisamos renunciar ao pecado para que o nosso coração seja um lugar acolhedor para Nosso Senhor.

Jesus também, nesta noite santa, instituiu o Sacerdócio. Ele enviou os seus discípulos para agir em Seu Nome. O sacerdote é um enviado de Cristo. Não podemos morrer em nossos pecados. O Senhor nos oferece o Sacramento da Penitência através dos sacerdotes. E ninguém poderá afirmar que “morreu no próprio pecado” porque não teve a chance de se arrepender. O Senhor dirá a nós que, durante toda nossa vida, Ele nos apresentou inúmeros sacerdotes, nos deu muitas chances para o arrependimento. Mas, infelizmente, nós desprezamos o dom de Deus. O perdão que Ele nos oferece através do Sacramento da Confissão, foi sendo ignorado todas as vezes em que não procuramos um sacerdote. Isto é muito sério, meus irmãos! Não podemos “brincar” com as coisas sagradas!

Jesus sabia de tudo o que Ele iria padecer. Ele sabia de Sua flagelação, de Sua coroação de espinhos. Ele sabia que iria ficar pregado numa Cruz durante três horas. Jesus estremeceu. Sentiu medo. Mas fez a vontade do Pai. Ele não fugiu da Cruz. É preciso pedir a Deus, a exemplo de Jesus, a coragem para fazer a vontade do Pai, pois ela é a melhor coisa que pode acontecer para nós. Não fuja da vontade de Deus! Mesmo que esta cruz esteja pesada, aceite carregá-la por amor.

Eu te pergunto: se a vida de seu filho não tem preço, quanto que vale então a vida do Filho de Deus? Meus irmãos, nós não temos comungado direito. E eu provo isto. Quando recebemos uma visita em nossa casa, a gente acolhe bem, faz cafezinho, dá aquele biscoitinho para a visita, faz ela sentar-se no sofá, conversamos com ela, damos atenção e assim por diante.

Mas, e com Jesus? Ele visita a casa do nosso coração e, assim que comungamos, deixamos Jesus “falando sozinho”. Saímos correndo da Igreja. Ou então nem fazemos com calma a Ação de Graças. Logo depois da Sagrada Comunhão vem um cântico barulhento, ou aquele monte de avisos, ou então a gente mal acaba de sair após a Santa Missa e já fica falando mal da vida alheia. E tudo isto com Jesus dentro do próprio coração!

Precisamos aprender a acolher a Sagrada Eucaristia dentro de nós com alegria e dedicação, meus irmãos.

Gente, nós precisamos agradecer muito a Jesus pelos nossos sacerdotes. Sem eles, não teríamos a Santa Eucaristia e a Sagrada Confissão. Antigamente, tínhamos o hábito de beijar a mão do sacerdote. Hoje em dia, para aqueles padres que deixam, eu ainda beijo a mão.

Pregação com Professor Felipe durante o Acampamento de Semana Santa
Foto: Maria Andreia / CN

 

Certa vez, quando era criança, cheguei em casa irritado com um padre que havia me corrigido na escola e, quando fui reclamar com minha mãe, ela me disse: “Pode parar! Você precisa respeitar a batina dele”. Antigamente, nós aprendíamos a respeitar o sacerdote. Pois o sacerdote é um “outro Cristo”. Existe a Unção de Deus sobre o sacerdote. Não podemos nos esquecer disso.

Precisamos rezar pelos nossos sacerdotes para que o celibato não seja um peso para eles. O sacerdote precisa viver 24 horas por dia para Deus!

Meus amados sacerdotes, eu os amo e admiro. E peço que vocês estejam atentos para não cair em pecado! Tenho certeza de que aquelas pessoas – que são a favor do fim do celibato para os padres – é porque não entenderam o real significado do sacerdócio.

 

 

Transcrição e adaptação: Alexandre de Oliveira

 

 



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Prof. Felipe Aquino


Doutor em engenharia mecânica, pregador e escritor

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