Deus é essencialmente comunhão de amor

Padre Adriano Zandoná
Foto: Natalino Ueda
Percebo que, da mesma forma como foi ontem, a liturgia de hoje é muito profunda. A primeira leitura é aquela que nos deixa com vergonha, mas não uma vergonha de quem fez algo errado. Sentimo-nos envergonhados, porque, mesmo errando e sendo limitados, Deus nos ama e nos constrange com Seu amor. É uma vergonha salutar nos percebermos amados sem méritos.

Infelizmente, em nosso tempo, nossa sociedade é tremendamente utilitarista, ou seja, ela só valoriza as trocas, quando nos aproximamos de alguém por interesse.

Dentre as muitas instituições existentes no mundo, a Igreja é uma das únicas que se levantam para defender a vida, pois somos filhos de Deus e valemos pelo que somos, não pelo que temos. Na primeira leitura, o Senhor nos apresenta um contexto que se contrapõe a esse utilitarismo. Essa leitura nos mostra que, em nosso interior, habita o Senhor, porque somos templos do Espírito Santo. Mas temos muita dificuldade de nos perceber amados por Ele, pois, muitas vezes, não temos domínio sobre nosso inconsciente, e essa passagem bíblica de hoje nos revela que Deus nos ama ainda mais quando menos merecemos Seu amor.

“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança” (Jeremias 31,31). Independentemente das nossas fraquezas, Deus quer nos levar a um novo comprometimento com ele. “…depois desses dias, — diz o Senhor: — imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de escrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão o meu povo” ( Jeremias 31,33).

Nessa leitura há os seguintes verbos: imprimirei, concluirei, escreverei e serei. Eles imprimem a iniciativa do Senhor. É Ele quem está tomando a iniciativa e quer fazer uma nova aliança com o povo que fez tudo errado. Essa lei divina é um amor que nos constrange. Mas por que essa aliança é providencial para nós? Porque não há cura interior sem capacidade de acolhida. Muitas vezes, é mais fácil amar, externar amor, do que recebê-lo. Temos mais dificuldades de receber amor do que de doá-lo. Mas não existe cura interior se você não se permite ser tocado e curado por Deus.

Esse amor toca em você com suavidade. Mas se você não permitir que esse amor de Jesus o encontre, não vai conseguir viver um processo autêntico de cura interior. Precisamos nos abrir, precisamos permitir que esse amor de Deus Pai nos encontre.

A culpa é um grandes sentimentos que atormentam as pessoas. Olhe agora para sua história. Quais são os bloqueios emocionais e afetivos que o impedem de receber o amor de Deus? O que o impede de se perdoar? Quantas pessoas não entenderam que Deus é essencialmente amor, que se doa e se entrega.

"Permita-se ser conduzido pela graça de Deus", nos convida padre Adriano
Foto: Natalino Ueda

Deus é essencialmente comunhão de amor. Você está se permitindo receber o amor do Pai? Outra coisa que nos impede de receber esse amor é a imagem d'Ele que temos dentro de nós. Isso está relacionado aos acontecimentos da nossa vida. Deus não é distância, mas sim proximidade. Por isso as pessoas têm dificuldade de reconhecer o amor do Pai, que nos cura e restaura nossa identidade mais genuína.

O Senhor não aponta o dedo para nós, mas para Seu próprio coração, dizendo-nos: “É aqui o seu lugar”.

Para haver a cura interior é preciso exister a capacidade de acolhida. É preciso também haver obediência, pois Cristo aprendeu o que é obediência por meio daquilo que sofreu. Sem obediência e sem escuta não haverá um processo de cura em nosso interior. Mas isso, muitas vezes, nos conduzirá à cruz. O Evangelho de São João nos apresenta a crucificação como um momento de vitória de Jesus. Para ele, nesse momento, Jesus foi elevado e exaltado no momento da Sua agonia, de Sua maior perda. Ele foi glorificado, mostrando para nós que precisamos trilhar esse caminho de crucifixão, de carregarmos a nossa própria cruz.

É do alto da cruz que Jesus Cristo conclui a nova aliança. É do alto da cruz que nós, de fato, iniciamos nossa cura interior. É interessante entendermos essa lógica, pois a cura não vem só no momento de oração, mas nesse tempo em que o Senhor rasga o nosso coração para que comecemos o processo de cura.

É no alto da cruz que você é curado. Permita-se ser conduzido pela graça de Deus.



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