Deus é fonte do amor

Jesus foi muito sintético ao indicar o caminho seguro a nós no Evangelho de hoje, quando disse: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!”. O mandamento de hoje pede que nós amemos a Deus sobre todas as coisas da nossa vida e eu descobri que Deus não é apenas o objeto do nosso amor, mas Ele é a fonte do nosso amor. O melhor não seria dizermos: “Meu Deus eu te amo”, mas sim: “Como Deus me ama!”.

Segundo o documento de Aparecida a Igreja católica vai crescer por atração e não pelo proselitismo, até os insetos são atraídos pela luz e o cristão é sempre atraído pelo amor, às pessoas nos vêem e podem dizer “Vejam como eles se amam!”. Nós estamos aqui neste encontro por que muitos deixaram de amar a Deus sobre todas as coisas e passaram a amar a maconha, a bebida e tantas outras coisas erradas.

"Que Deus nos dê a graça da conversão", diz Dom Irineu
Foto: Elcka Torres/CN

Nós somos fracos e sofremos os impactos das tentações e tiramos Deus do primeiro lugar em nossas vidas, muitas vezes nós ficamos adorando o craque, a bebida, as prostituições e nos afastamos de Deus. Que coisa linda aprender a amar como Jesus nos ensinou. Uma vez me contaram que um preso na cela sonhou que estava no tribunal para ser julgado por Jesus e Jesus perguntou a uma pessoa que estava sendo julgada “Você me ama!” e o preso ficou prestando atenção nas perguntas que Jesus fazia à pessoa. Depois Jesus disse à pessoa que estava sendo julgada: “Diga para mim o nome de cinco pessoas que você amou na terra” e o preso começou a tentar encontrar estas cinco pessoas na vida dele, mas não conseguia lembrar o nome de nenhuma pessoa e começou a ficar angustiado, pois estava chegando a vez dele ser julgado, então ele acordou daquele sonho. Depois este mesmo preso notou que em sua cela tinham cinco pessoas e começou a amá-las de forma diferente e sua cela foi transformada pelos gestos e a vida que eles levavam entre si.

Que Deus nos dê a graça de uma conversão, não somente da libertação dos nossos pecados, mas que sejamos cristãos fiéis a Deus neste mundo. Se tivermos apego a alguma coisa, se amamos mais as outras coisas do que a Deus nós nos perderemos e morrendo não levaremos nada disso, o que fará um defunto cheio de dinheiro? O que vale um homem ganhar o mundo inteiro e vir a perder a sua própria vida? Certa vez um assaltante chegou a um rapaz disse: “passa a bolsa ou a vida”, o rapaz ficou parado e o assaltante disse a ele novamente, “você entendeu o que eu disse, a bolsa ou a vida“ e o rapaz olhou para o assaltante e disse: “Qual a diferença? As duas estão vazias”.

Transcrição: Flávio Costa


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Dom Irineu Danelon


Bispo da Diocese de Lins – SP

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