Deus está esperando sua volta e quer te avistar

 

Padre Fabrício
Foto: Robson Siqueira/cancaonova.com

Chegamos aqui com sede de sermos curados, assim como experimentamos a sede de Deus quando estamos no estado de pecado, e fomos adoecidos, enfermos de coração, olhar, mentalidade de uma vida todo. Homens que tem sede de cura, e nesta manhã iremos experimentar o olhar do Pai que cura e mata a sede.

“Então caiu em si e disse: “Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.
” (Lc 15,17-20)

Conhecemos uma bem a história do filho pródigo. Conta a história de um jovem de coração perturbado, pela falsa liberdade. Nós só temos direito a herança depois da morte de nosso pai. E aquele jovem com a atitude de pedir a herança a seu pai estava dizendo que seu pai estava morto para ele, que agora ele queria ser pai de si mesmo. Aquele jovem viveu um dia como muito de nós vivemos, um dia de rebeldia, eu faço a minha verdade, eu cuido da minha vida, eu decido para onde quero ir e o que quero fazer. E quantas feridas e doenças surgiram a partir desse decisão?

Tem uma orfandade que não temos como lutar contra ela, que é quando nosso pai morre; outra coisa é quando nós escolhemos viver a orfandade, querendo ser pai de nós mesmos como aquele jovem.

Nós muitas vezes queremos matar nossa sede numa sexualidade desregrada, com vícios. Mas a partir do versículo 17 acontece uma mudança nesse filho. “Então caiu em si” , ele se enxergou e sua atitude foi de voltar para o pai, quando o filho está com Pai nada tem a força de lhe fazer mal. Por isso a investida do mal é fazer que você não caia em si, não se enxergue, que acredite que o caminho é que você escolhe é o melhor. Toda cura é um movimento de volta para o Pai, só no Pai viveremos a plenitude da cura, mas precisamos estar nesse processo de cura hoje.

"O sentimento de culpa causa um afastamento de Deus”
Foto:Robson Siqueira/cancaonova.com

 

Existe uma força concreta, que não quer permitir que você viva o processo de cura. E vão se lançando sementes de separação e de discórdia: “Pai, pequei contra Deus e contra ti;já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados.”(Lc 15,18-19) A enfermidade espiritual perturba nossa consciência de que somos filhos, é semeado no nosso coração esse sentimento de culpa “á não mereço ser chamado teu filho.”, muitas pessoas ficam remoendo os erros do passado. Mas “quem nunca errou, atire a primeira pedra”. Muitos de nós vamos remoendo o sentimento de culpa, que é diferente do arrependimento, que nos liberta, o remorso, nos aprisiona.

O sentimento de culpa causa um afastamento de Deus. O filho está voltando para o Pai, enquanto é semeado em seu coração, “você não merece”. E você vai se reduzindo ao pó, se prendendo aos erros do passado. Pelo sentimento de inferioridade, você vai duvidando que Deus te ama, até crê que Ele ame os outros, mas que você não merece esse amor. Tudo isso semeado no coração faz com que você se sinta desconfiado quando alguém diz que Deus é amor. Satanás semeia no seu coração, sem que você perceba, uma culpazinha, que te faz olhar para o outro e achar que ele é mais amado que você.

Aquilo que busca nosso coração tem o poder de direcionar nosso olhar. “Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos.” (Lc 15,19-20) Deus quer te avistar agora, Ele quer te ver voltando, tendo uma conversão de coração. O filho tomado com o complexo de inferioridade, cabisbaixo, ensaiando um discurso dramático. “E o Pai o avistou” o Pai deixou o filho ir, mas nunca deixou de esperar sua volta, assim como Deus está esperando sua volta e quer te avistar. E assim que Ele avistar você voltando, se encherá de compaixão, e te cobrirá de beijos.

Muitas vezes temos nojo de nós mesmos por aquilo que cometemos, mas Deus nos abraça e nos beija, Ele sabe separar o pecado do filho, Ele não acolhe o pecado, mas acolhe o pecador.

Deus te enxerga, e o olhar de Deus de liberta de todo sentimento de inferioridade.

 

Assista trecho da pregação:

 

 



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Padre Fabrício Andrade


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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