Deus nos quer como irmãos

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É muito bom estarmos aqui!
Hoje, quero convidar a cada um a fazer a experiência maravilhosa do Amor de Deus.

Nós estamos nesse ano de 2006 vivendo a Campanha da Fraternidade: “Levanta-te e vem ara o meio”, e com certeza cada um conhece alguém que tem alguma deficiência.

Ano passado liguei para o Bispo Dom Odilon , passei e-mail solicitando que ele pudesse estar conosco nesse encontro fazendo uma pregação, mas por motivo de reunião com outros Bispos não pôde vir, mas ele pediu que pudesse falar à vocês que fomos feitos todos irmãos e ainda pediu para que eu agradecesse em nome de todos os bispos porque todos nós aceitamos a Campanha da Fraternidade 2006.

Precisamos mostrar alegria porque as pessoas com deficiência são unidas, são irmãos. Fazemos parte do Corpo de Jesus.

Eu tenho ido em várias cidades, vários encontros estando com os surdos, com pessoas com deficiência e tenho ficado muito feliz, porque nesses encontros eu tenho visto surdos e pessoas que não tem deficiência juntas louvando e rezando, fazendo experiência com Deus.

Eu sei, também, que para a Igreja e para o mundo não existem pessoas com deficiência que limitem a capacidade de amar. Todos nós somos capazes de amar. Você sabe perdoar, se desenvolver, crescer na vida porque é dom de Deus.
Saibam amar verdadeiramente, porque todos temos o dom de amar.

Jesus está aqui e Ele é o Bom Pastor. Você é a ovelha que Jesus quer salvar e enviar em missão.

Qual o seu nome? Sinalize o seu nome. Jesus está olhando para você. Não interessa o número de pessoas, é para você que Ele está olhando. Você é a mais importante para Ele.
Nós somos filhos muitos amados.
Você pode também espalhar pelo mundo o amor, lá na pastoral de surdos, para isso você precisa sentir-se Igreja, família de Deus.

Se eu não tivesse uma mão, como eu poderia pregar ara vocês? E se eu não tivesse as duas ? Vocês não conseguiriam me entender.
Nossas mãos são sinais de comunicação. Também você , quando deixa de ir a Igreja é como se estivesse faltando uma parte no corpo da Igreja, porque cada um é importante para manifestar ao mundo o Amor de Deus.

Jesus quer estar perto de cada um. Jesus quer tocar e pastorear a cada um, cuidar de você. Jesus fala no Evangelho que Ele dá a vida por suas ovelhas. Você quer essa vida de Jesus? Então levanta-te e venha para o meio!

Jesus está dando a sua vida para nós e nós precisamos responder com alegria.

Jesus está chamando você para uma vida nova e santa. É preciso sentir o amor de Deus, que vai ao seu encontro, que cura. É preciso manifestar felicidade porque a Igreja nesse tempo Pascal, de ressurreição está ensinando a unidade, porque se não tivermos unidade não teremos Igreja. É preciso união, elo em todo Brasil, em cada país, em cada estado, em cada cidade. Sozinhos nós não podemos nada.
Se nós fizermos essa troca de ajuda mútua cresceremos como Pastoral de surdos, como pessoas com deficiência.

Padre Vicente está aqui em nosso meio, primeiro sacerdote surdo do Brasil, 55 anos gastando a sua vida para que nós estivéssemos aqui.

Cada um tem a força do Espírito de Deus, por isso a Igreja está junto para vir para o meio. Você é o primeiro convidado a vir para o meio, a experimentar e a falar para as pessoas que estão vendo pelo Sistema Canção Nova de comunicação que a deficiência não tem limite, porque Deus nos dá dons.

Eu tenho certeza que Deus nos quer reunidos, mas precisamos primeiro abandonar todas as coisas que nos dividem: os nossos problemas, as nossas dificuldades. Precisamos amar a Deus porque o amor de Deus está dentro do nosso coração.
Talvez você se pergunta o porquê você não sente esse amor de Deus. A grande resposta é que talvez você não tenha aberto ainda o seu coração.

Não podemos ser egoístas. Precisamos dar o amor, fazê-lo acontecer na simplicidade das coisas, mas também com profundidade, porque o amor não se improvisa. Amor é treinamento. Precisamos treinar a amar, treinar o perdão, treinar a união.
Por isso nós cantamos e professamos: Vamos viver como irmãos!

É importante dizer que a deficiência não é impedimento para viver a sua vocação na Igreja. Nosso maior exemplo é a vida do padre Vicente.
Eu espero que nós hoje possamos ver no Brasil vocações de pessoas deficientes, que tenham a coragem de dizer sim a Deus e viver como uma luz para direcionar a outras pessoas.


Diácono Aluísio


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