Felicidade, prêmio de quem ama até o fim

Padre Reginaldo Manzotti
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Comer um alimento saboroso nos traz felicidade? Claro que traz! Escutar uma boa música também nos traz felicidade. Existem felicidades que são lícitas, mas há outras que ofendem o coração de Deus.

Há muitas pessoas que são "amigos da onça" e nos causam muitas frustrações. Duas virtudes nos são importantes: reciprocidade e benevolência. Se você é amigo, precisa lutar pelo bem do outro. Quem encontrou um amigo encontrou um tesouro. Amar verdadeiramente nos leva à felicidade.

É importante viver de pequenas alegrias, mas é preciso viver a felicidade maior.

Precisamos ganhar o Reino do Céu por amor a Deus, não por causa da Lei. Busquemos viver os mandamentos de Deus por amor.

“E, respondendo, Jesus disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira" (Lucas 10,31-37). 

Aquele homem, caído à beira do caminho, é a decadência do homem, é a representação de mim e de você. Passou por aquele homem um sacerdote, mas não o curou; um levita que sabia a lei, mas também o ignorou, pois a lei não salva. Mas quem parou foi o bom samaritano. Ele é o próprio de Deus que para e sara as nossas feridas.

"Deus nos criou para a felicidade e não para viver de migalhas afetivas."
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Coloquemo-nos no lugar deste homem que caminha por meio de ladrões. Quantos de nós estamos trazendo fardos, dores e traumas? Quem nos cura é Deus, Jesus, o Bom Samaritano que nos toca e nos cura.

Quando vejo as passagens na Bíblia, vejo Jesus tocando os leprosos, vejo o Puro tocando, purificando o impuro.

Não estou falando de felicidade diante de um prato saboroso, pois esta é momentânea, estou falando da felicidade verdadeira, aquela capaz de amar como tantos santos fizeram.

A parábola do bom samaritano está nos dizendo que só Jesus nos cura. A cura permanente só se dará quando estivermos face a face com Deus. A memória afetiva da dor começa a provocar em nós ressentimentos e raiva.

Todos nós passamos por momentos ruins, mas não podemos ficar nos justificando. É fácil perdoar, difícil é perdoar a si mesmo. Às vezes, sentimos raiva, só não podemos transformá-las em atos.

Deus tem compaixão e se aproxima de nós. Ele cura Seus filhos, faz curativos. Temos de ir à nossa lembrança mais dolorosa e entregá-la a Deus.

Assista:

Transcrição e adaptação: Elcka Torres


Padre Reginaldo Manzotti


Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe – Curitiba (PR)

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