Homilia: 'Não há portas fechadas para o Evangelho'

pe. Roger Luis
Foto: Vânia

Estamos na reta final deste tempo pascal e vislumbrando Pentecostes. A liturgia nos mostra o testemunho de um homem que teve seu encontro pessoal com Jesus e que permaneceu experimentando a graça do encontro que teve na estrada de Damasco em toda a sua carreira de Apóstolo. Um homem que não desistiu nas dificuldades, que não desistiu diante dos limites, um homem que não se deixou vencer pelo “espinho na sua carne”, mas que permaneceu firme diante Daquele que o chamou para ser um pregador do Seu nome nesta terra.

Muitos momentos ele entrou em conflito com seus temores, com seus insucessos, basta lembrar do fracasso no Areópago e depois Paulo vai para Corinto, trêmulo, por causa do fechamento dos Gregos ao Evangelho e também por ter fracassado em Atenas, mas acima de tudo, é bonito ver a perseverança e a persistência de alguém que fez uma experiência com Jesus e que por isso não desistiu. Lembramos de João Marcos que também errou e foi até rejeitado por Paulo, mas quando Paulo estava preso em Roma manda chamar Marcos porque viu que ele também se manteve fiel.

Estamos diante da alguém que não abandonou o caminho do Senhor mesmo com tantas dificuldades à sua frente. Alguém que não abandonou a sua vida de carismático, pois até o lenço de Paulo curava e exorcizava. Nós estamos diante de um homem que no fim de sua carreira nos dá um grande testemunho, de que mesmo com algemas se evangeliza.

Paulo estava em prisão domiciliar, ele recebia todos os dias os que o procuravam. Ele está preso, mas não está morto, ele estava preso, mas não tinha perdido e experiência com Jesus, e sua missão não termina com a prisão. Paulo mesmo preso ensinava as coisas que se referiam a Jesus Cristo. Não há portas fechadas para o evangelho! Nem mesmo as cadeias foram capaz de parar Paulo, pois ele tinha uma certeza, que o tempo havia se abreviado e ele não podia perder tempo.

Por que nós ainda estamos perdendo tempo? O tempo para nós também se abreviou, o Senhor está próximo. Foi esta tensão escatológica que gerou têmpera neste homem, a experiência do pentecostes fez com que Paulo vivesse a prisão, mas que continuasse a anunciar a Palavra de Deus.

Eu já contei aqui algumas vezes, de um jovem que ao ter o Batismo no Espírito Santo dentro da cadeia, dizia assim: “essa cadeia não pode mais me impedir de anunciar a experiência que eu tive agora com Jesus”

Não há portas fechadas para o evangelho, nada pode impedir de você anunciar o evangelho! Os sinais mostram que a vinda do Senhor está cada vez mais próxima. O Dia Glorioso que o Senhor virá para levar a Esposa (que é a Igreja) está cada vez mais próximo.

“Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (II Tim 3, 1-5)

Nós estamos vendo isso dentro da Igreja nos dias de hoje, pessoas que vivem dentro da Igreja, mas lá fora dão contra testemunho e por isso também é que os tempos se abreviaram e Paulo está dizendo que nós precisamos evangelizar de qualquer jeito, porque não há cadeias, não há correntes, não há portas fechadas para o evangelho.

"Pentecostes não é prosperidade, é dor, sofrimento e perseguição"
Foto: Vânia/CN

Ontem eu estava na capela conversando com Jesus e vinha muito forte no meu coração a voz do Senhor que dizia: “Pentecostes significa dor, mas muitas vezes querem o prazer. Pentecostes significa peso, mas muitas vezes querem comodidade. Pentecostes significa prisão, mas ficam na euforia”. Essas pessoas da Igreja primitiva, que experimentaram o Pentecostes, foram também experimentadas na provação, nos açoites, nas perseguições, e nós queremos ficar só naquilo que é euforia. Eu quero te dizer meu irmão(a) que pentecostes é responsabilidade, é dor, é peso. É só ver o que aconteceu com os discípulos depois de Pentecostes.

Os que experimentaram Pentecostes trilharam o caminho de Jesus. Desculpe-me algumas denominações pentecostais, mas Pentecostes não é prosperidade, não é dinheiro, é dor, é sofrimento, é perseguição. Os carismas são serviço, são ferramentas para que o Evangelho seja anunciado, não é para ficarmos na euforia. Chega de fazer corpo mole, de ficar com os carismas na euforia, sentado aí na sua sala, deitado na sua cama, faça alguma coisa pelo Evangelho, chega de ser um carismático "dodói" !

É fácil ser católico quando a Igreja está sendo louvada, mas como é difícil achar católico quando ela está sendo apedrejada. Nós estamos vendo os ataques à Igreja, nós sabemos que é a força do inferno contra ela, mas se o demônio pensa que com os escândalos a Igreja vai perecer ele está muito enganado, a Igreja vai crescer agora, é agora a hora da Igreja explodir numa evangelização.

transcrição e adaptação Daniel Machado

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