Jesus nossa autêntica alegria cristã

Padre Mariano
Foto: Regiane Calixto

Deus criou o ser humano, homem e mulher para que pudéssemos participar da beleza de Sua santidade, portanto participar de sua vida e glória. Santo Irineu dizia que a glória de Deus era vida.

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Salvação é comunhão, é plena participação na vida de Deus; e isso é uma iniciativa divina, mas infelizmente pelo pecado, houve um afastamento da própria vida que é Deus, um rompimento. A humanidade foi reduzida a servidão do pecado, já não querendo mais beber da fonte da vida que é o próprio Deus. Mas Deus não desiste dos seus, é um Deus que insiste, deseja, tem sede daqueles que Ele mesmo criou.

Jesus Cristo é a plenitude da salvação, da comunhão, é Ele quem veio nos resgatar, é n’Ele que encontramos o verdadeiro resgate para bebermos dessa vida em abundância.

“Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!” (Tito 2, 11-15).

Nessa passagem encontramos o centro dessa Carta, onde nós nos deparamos com os fundamentos da prática cristã. Ele fala da beleza de Deus em manifestar a Sua salvação, ainda nos relembra da redenção em Cristo, a força que nos conduz a fonte da vida; essa graça é conferida pelo sacramento do batismo.

"Na minha humanidade eu preciso ir ao encontro d’Aquele que me salva e resgata"
Foto: Regiane Calixto

O Senhor quer um povo que lhe pertença, e nós precisamos nos apropriar dessa rica maravilha que é manifestada em Cristo Jesus. Por nós mesmos seríamos incapazes voltar à fonte da vida, mas Jesus veio lançar para fora o príncipe deste mundo, para se apropriar de nós.

Cristo morto e ressuscitado veio quebrar o poder do maligno e fazer de nós pessoas livres. Somos homens novos recriados por Deus Pai em seu Filho Jesus Cristo para vivermos nossa vocação.

“Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18)” (Gálatas 5,13-14).

A liberdade que você é chamado a viver se dá em único mandamento: “amarás o teu próximo como a Ti mesmo”; essa é a nossa liberdade.

Jesus nos trouxe a liberdade de viver a vida em Deus, portanto a liberdade a qual somos chamados pela fé em Cristo, é um dinamismo interior, somos homens chamados a viver a prática da caridade numa perfeição em Cristo Jesus. Só é autenticamente livre aquele que em sua vida se dá por inteiro. E é para isso que somos chamados, numa adesão ao Cristo sendo conduzidos pelo Espírito de Deus.

"O que é pertencer ao Cristo? É se apropriar da salvação"
Foto: Regiane Calixto

Não há como falar de liberdade sem ação do Espírito Santo, somente pela intervenção do Espírito Santo é que a liberdade se torna eficaz em nossa vida cristã.

“Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5,22-23).

A alegria cristã é um ponto de referência para uma autêntica vivência cristã, e nosso ponto de referência é Jesus morto e ressuscitado. Viver na condução do Espírito Santo é estar inserido na vida de Cristo. A meta final da alegria é a luz da páscoa. O Senhor nos exorta a vivermos uma profunda alegria, a autêntica alegria do Evangelho de sermos livres para amar, e o ponto de referência é Jesus Cristo, crucificado, morto e ressuscitado, e é para isso que estamos aqui, porque queremos aderir essa verdade que nos liberta, e essa verdade é o Cristo que é o revelador.

O que é pertencer ao Cristo? É se apropriar da salvação. Ele já nos salvou, aquilo que nos impedia de amar, de sermos felizes, Ele já pagou o preço. Eu preciso pertencer ao Cristo, aderir essa verdade revelada, e é a partir dessa acolhida que eu posso viver a alegria cristã que é para nós libertação.

Somente em Deus há a verdadeira realização humana, como diz o Salmo: “sem Deus não há felicidade”. Na minha humanidade eu preciso ir ao encontro d’Aquele que me salva e resgata.

Foi isso que me atraiu a vocação “Salvista”. É a alegria do louvor de Deus que me leva a uma conformidade com o Cristo, e é onde experimentamos o Deus que salva. É característica do “Salvista” que na alegria acolhe, alegria de pertencer Aquele que nos salvou. É isso que me atraiu.

Muitos já perderam a esperança de caminhar com Cristo, mas hoje Ele veio lhe devolver o sentido de pertencer a Ele.

Transcrição: Willieny Isaias


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