Jesus, presença real

Monsenhor Jonas Abib
Foto: Elcka Torres

‘A quem iremos Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna’(João 6; 68). Nós cremos firmemente e reconhecemos que és o Santo de Deus.

As palavras de Jesus tinham escandalizado os judeus, e muitos discípulos o abandonaram. Quando Jesus perguntou aos apóstolos: 'Vós também não quereis ir embora?' Jesus estava disposto a perder seus apóstolos, mas não voltava atrás a respeito do que tinha dito: “meu corpo é verdadeira bebida, e eu o ressuscitarei no último dia”.

A palavra que eu li é a de Pedro, que toma a frente dizendo: ‘Senhor, quem iremos nós, só Tu tens palavras de vida eterna’.

Nesta manhã celebramos a Eucaristia e depois saiu a procissão com o Santíssimo Sacramento como prolongamento do Sacrifício renovado. Nós cremos que Jesus realmente presente passou por aqui. Passou neste tapete que carinhosamente nós fizemos. Jesus chegou aí em você. Primeiro na casa do seu coração, segundo na sua casa. Ele ouviu e acolheu aquilo que você trazia em seu coração. Ele viu e ouviu tudo.

É preciso contar a origem dessa procissão. É uma procissão oficial litúrgica. Um padre chamado Pedro de Praga tinha dúvidas que perturbavam sua mente e coração sobre a presença real de Jesus na Eucaristia, e ele sofria porque queria acreditar. Ele resolveu fazer uma peregrinação indo até a Roma para que o Senhor confirmasse no seu coração e lhe devolvesse toda a fé na Eucaristia. Faz um milênio que isso aconteceu. Estava acontecendo na Igreja uma heresia dos cátaros, e o principio básico da sua doutrina é que o mundo material em que estamos era uma criação de lúcifer e tudo era mal. E também o nosso corpo era mal. Então tínhamos que nos libertar do nosso corpo para sermos mais espirituais. Por essa razão eles também negavam o casamento entre eles, pois a vida matrimonial era desse mundo, criado pelo demônio. Veja a confusão desse tempo. E ainda duvidavam da encarnação de Jesus. Então para eles não era sangue humano derramado na cruz, tudo era só aparência. Também Jesus na Eucaristia. Imagine a confusão que isso criou para a Igreja. Muitos cristãos acabaram abandonando a Igreja.

Nesse tempo do Papa Urbano IV, uma religiosa monja agostiniana recebia várias revelações de Jesus que pedia a ela que levasse ao Papa um apelo para que ele decretasse que na quinta-feira na semana seguinte de Pentecostes se celebrasse a festa de Corpus Christi. O Papa não duvidou, mas ficou inseguro se era verdade que era inspiração de Jesus. Então o Papa pediu um sinal do céu.

‘A quem iremos Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna’
Foto: Elcka Torres

Preste atenção, estou contando tudo isso para entendermos o 'por que' desta festa, o 'por que' desta procissão. O Papa precisava de uma resposta, de um sinal de céu.

Padre Pedro pediu ao Senhor que acabasse com suas dúvidas e questionamentos, e Deus se manifestou na hora da Santa Missa. Quando ele suspendeu o pão e o consagrou, o pão tornou-se carne, e começou a derramar sangue, ensanguentado o corporal. O sangue foi até o altar. O padre chorando e adorando dizia: 'Senhor agora eu creio, és tu Senhor, eu creio que não é apenas um símbolo. És Tu Senhor.'

O Papa se encontrava próximo a cidade, e quando lhe falaram do ocorrido ele já imaginou que seria o sinal do céu. Mandou primeiramente o Bispo, depois ele  próprio foi. Os dois encontraram-se no meio do caminho. O Bispo retornava com o corporal ensangüentado. Quando o Papa viu disse: ‘Corpus Christi’! E durante aquele ano o Ppapa estabeleceu esta festa, a festa do Corpo de Cristo.

E hoje obedecemos a Igreja, obedecemos ao sinal do céu. A Eucaristia não é símbolo é a presença real de Jesus.

No capitulo 6 de São João, Jesus multiplica os pães e os peixes. E aqui Jesus mostra que Ele pode fazer do pão o que ele quer. Ele multiplicou os pães. A parti daí a multidão queriam eleger Jesus como rei.

Os apóstolos viram Jesus fazendo com o seu corpo aquilo que Ele queria. Até andou sobre as águas. Ele faz o que quer com o corpo e pão. Jesus é o pão do céu.

 É o próprio Jesus que diz ’Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente. ’(João 6, 44-46)

A procissão sai pelas ruas porque queremos mostrar que cremos. Sabemos que tem toda uma fúria do inimigo contra a Eucaristia, sabemos que no fim dos tempos a Eucaristia vai ser perseguida. Como antigamente que era preciso celebrar a Eucaristia escondido, assim como no comunismo, era preciso receber a Eucaristia clandestinamente.

'Hoje obedecemos a Igreja, obedecemos o sinal do céu', diz monsenhor Jonas Abib
Foto: Elcka Torres

O que aconteceu no comunismo é um sinal do que acontecerá nos fim do tempo, pois nos fins dos tempos seremos proibidos. Por isso hoje precisamos aferventar a nossa fé, porque no final seremos perseguidos e pressionados para negarmos a nossa fé. Se hoje não acreditamos que Jesus é o Santo de Deus, que só Ele tem vida eterna imagine nos finais dos tempos.

Estamos muito próximos dos finais dos tempos. Olhamos e vemos como já estamos sendo acuados e impedidos de falar a verdade da Palavra de Deus. Por isso que você precisa acreditar que ‘Só Deus tem palavra de vida eterna’.

Transcrição: Elcka Torres e Willieny Isaias


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Monsenhor Jonas Abib


Fundador da Comunidade Canção Nova

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