Maria, a primeira carismática

Os que me conhecem sabem que venho de uma Igreja Mariana, sob a invocação da Divina Pastora das almas. Também nos encontramos em uma terra abençoada pela Santíssima Virgem: Aparecida. E esta casa como nos disse o Padre Jonas Abib, é a casa de Maria.

Creio que não é por acaso que estejamos em uma terra mariana. Ao ter que acolher o desafio que a Conferência dos Bispos nos propôs para a Igreja na América Latina e para nós todos RCC. Quero atrever-me a fazer uma afirmação: Maria é a primeira Carismática da História da Igreja. É a primeira Batizada no Espírito. Creio que se pode afirmar que a Anunciação é o primeiro batismo no Espírito que se deu na História da Salvação.

O relato da Anunciação que temos escutado na proclamação do Evangelho, culmina coma primeira Efusão do Espírito Santo: “E o Espírito Santo te cobrirá com sua sombra…” A anunciação é um PrótoPentecostes, onde a Virgem Maria está cheia de graça por obra do Espírito Santo para Encarnar em seu ventre o Filho de Deus: Jesus Cristo, o Senhor. Maria, por estar cheia do Espírito Santo, estava capacitada para reunir, animar e preparar os Apóstolos para o Pentecostes. Pentecostes necessitava de Maria que convocava: Maria estava no meio dos Apóstolos, escutamos no Evangelho.

Pentecostes no qual, os Apóstolos receberam os dons e os carismas do Espírito para realizar sua missão evangelizadora por todo o mundo, foi possível graças a Maria. Estou convencido de que é da mão de Maria como a Igreja e de modo especial a RCC, pode aprender a preparar esse Novo Pentecostes de que necessita a Igreja da América Latina como os Apóstolos no primeiro Pentecoste.

Maria, na Anunciação, em seu Pentecostes pessoal e individual, preparou-se para ser a catedrática, a mestra dos Apóstolos. Maria conduziu pela mão os Apóstolos ao grande dia de Pentecostes. Quando a primeira comunidade cristã estava desanimada, sem esperança, voltando cada um dos Apóstolos aos seus ofícios anteriores.

Pedro e André vão pescar, os discípulos de Emaús voltam desanimados para sua aldeia. Maria neste momento crítico está no meio deles quer dizer dedica-se a reuni-los, a congregá-los, a colocá-los em oração, a ajudá-los a reconhecer que são pequenos e indignos que falharam com o Senhor: pecadores, mas que o amam e querem crer ainda que lhes custe. Maria está no meio deles. Quer dizer ajuda-os a reconhecer a base do seu ser frágil, débil, que seu amor é pequeno, mas os convida a esperança.

E lhes recorda também a outra parte da verdade de seu coração, que eles querem viver com entranhas de misericórdia como tinham visto o Mestre. Que sua esperança se esvanece e lhes falta confiança, mas eles querem confiar no Senhor que venceu a morte. Maria nesses momentos críticos, está no meio, no centro, está no coração da Igreja que espera Pentecostes.

Como Maria, cada membro da Renovação Carismática Católica deve viver seu Pentecostes pessoal, para converter-nos como nossa Mãe, em instrumentos que leva a Igreja este Novo Pentecostes que os Bispos da América Latina estão pedindo.

Maria quer tomar pela mão a Renovação Carismática, para que a acompanhemos em seu caminho pessoal de docilidade ao Espírito. E nos tornemos em instrumentos divinos para o Novo Pentecostes da Igreja. Ela nos diz: “Abram as portas de seus corações ao Espírito Santo, para que Ele os transforme em Cristo!”. Para que assim logo possamos levar, e acompanhar as nossas Igrejas cansadas e desanimadas, por um mundo secularizado que diz haver matado a Deus, levar ao Cenáculo. A RCC poderá ser esse ponto de apoio para que o Espírito Santo realize um Novo Pentecostes na História da Igreja, na medida em que imitar a Maria, A primeira cheia do Espírito Santo.

A primeira atitude de Maria, que quero que meditemos juntos, é sua atitude contemplativa: Maria conservava, guardava todas essas coisas em seu coração. O clima em que vivia a Virgem, era de meditação da Palavra de Deus, alegrar-se comas grandes obras que o Senhor ia realizando na história do seu povo e em sua história pessoal. Todos os acontecimentos da vida de Maria, tinham uma referência imediata ao amor misericordioso de Deus, que a amava e ela era consciente desse amor de Deus para com ela. Nós somos conscientes desse amor de Deus?

Podemos afirmar que a Virgem Maria, vivia mergulhada no Mistério do amor divino, que descobria em cada segundo de sua vida, em cada acontecimento de sua existência. Ela nos ensina que a vida contemplativa é a alegria de quem vive mergulhado no amor misericordioso de Deus. Em Maria as espadas que atravessam seu coração são também contempladas como amor de Deus, que a ajudam a identificar-se com Jesus crucificado.

A segunda atitude da Virgem é a que está resumida nesta palavra tão pequena, porém tão grande: O “FIAT “de Maria”. Faça se em mim segundo a tua palavra. O único anseio de Maria como o de Cristo era que a vontade do Pai se realizasse em sua vida. Por isso desejava conhecer vontade do Pai para realizá-la com plena docilidade. A terceira atitude de Maria sobre a qual eu gostaria que meditássemos para preparar-nos também nós para receber o Espírito Santo, é sua entrega ao próximo.

Quarta atitude que quero que meditemos juntos, não por ser a última seja a menos importante, muito pelo contrário, é o fundamento sob o qual Deus quer construir a sua obra. Este é o clima da humildade das almas puras e simples que souberam fazer-se ou permanecer crianças e por isso são escolhidas pelo Espírito Santo para realizar os seus projetos.

Estou convencido de que na medida em que a Renovação imitar a Maria, a cheia de graça, a cheia do Espírito Santo. Transformar-se-á em um instrumento divino para a nova Evangelização que o nosso continente necessita e pediram os Bispos na V Conferência do Episcopado.

Transcrição: Célia Grego
Fotos: Renan Félix


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Mos. Tulio Manuel Chirivella Varela


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