Meu pai não é quadrado

Magda Ishikawa
Foto: Luana Oliveira/cancaonova.com
Talvez a sua vida, hoje, esteja desbotada, sem cor; mas o Senhor quer dar um novo colorido a ela. Você pode escolher dar uma nova direção à sua vida, e essa decisão é sua.

No ano passado, dei meu testemunho no "Revolução Jesus" e disse que não via meu pai havia 11 anos; mas tive a graça de ir ao Japão visitá-lo. Hoje, vou contar como foi essa história. Mas antes, vamos ler a Palavra:

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. 9.Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai [...]” (Jo 14,8-9)

Pode ser que você esteja se perguntando: “Onde está Deus”?, assim como Filipe fez, mesmo estando ao lado de Jesus. Há tanto tempo você está no grupo de oração, no grupo de jovens, frequenta a Santa Missa, mas ainda não percebeu onde Ele está? “Quem O viu, viu o Pai”.

Tenho um irmão por parte de mãe, César, que também mora no Japão. Quando o pai dele soube que minha mãe estava grávida [dele], ele fez um cheque, deu na mão da minha mãe e disse a ela: “pode abortar'. Mas ela pegou o cheque, picou e o jogou fora. Nunca mais ouvimos falar do pai do meu irmão.

Meu avô materno, quando ficou sabendo que ela estava grávida e que o pai da criança havia sumido, revoltou-se. Minha mãe passou por um tempo muito difícil.

Talvez esta também seja a sua situação. Quantos de nós não somos aceitos por nossos pais, não são compreendidos em muitos momentos da vida. Mas sofrimentos e dificuldades todos nós temos, sem exceção.

Minha mãe, sozinha, teve de encarar a gravidez do meu irmão.

Meu avô paterno veio do Japão para Maringá (PR) fugindo da 2ª Guerra Mundial. Lá, ele se casou com minha avó e constituíram família. No entanto, ele faleceu quando meu pai tinha 12 anos de idade. Pense o trauma que é para uma criança perder o pai nessa idade! É nesse contexto que eu nasci.

"Hoje, Jesus quer curar seus traumas e restaurar o seu coração."
Foto: Luana Oliveira/cancaonova.com
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E você tem uma história para contar também? Seja por parte de nossa mãe ou de nosso pai, nossa história está dentro de um contexto. Estamos ligados aos nossos irmãos, aos pais, aos tios, primos, os quais, talvez, não sejam como gostaríamos que fossem. A vida é assim. Você nasceu dentro de uma família e, às vezes, é difícil de encará-la.

Lembre-se da sua história. Quem é seu pai? Quem é sua mãe? Quem é a pessoa que tentou abortar você? Essas histórias vão deixando marcas como o abandono, a tristeza, os traumas, a violência, a morte, a amargura, o medo.

Meu pai é uma pessoa que tem um amor efetivo, do tipo que pergunta: “Do que você está precisando: de uma roupa, de remédio?… Então, toma o dinheiro”. Mas eu não entendia esse jeito que ele tinha de me amar e o cobrava sempre. Nós temos o hábito de sempre olhar o nosso lado da moeda, mas nunca somos capazes de olhar o outro lado. Sempre ficamos “presos ao nosso umbigo”, à nossa vida, pensamos apenas no “eu”.

Nós cobramos nosso pai, achamos que ele é quadrado, que não se importa conosco, pois nunca viu nosso boletim, não sabe quantos anos temos nem se lembra de nós. Pensamos que ele não nos ama; mas não conseguimos perceber que ele está se esforçando. Nosso pai se esforça, faz o máximo que pode, mas também tem limitações.

Às vezes, a pessoa que está conosco dá tudo de si, mas não consegue fazer tudo o que esperamos dela. Mas nós continuamos esperando que ele supra a nossa carência.

Nós cobramos mais do que nossos pais podem dar, mas, hoje, você precisa olhar o outro lado da moeda. Seus pais são humanos e, como tal, tem limites, falhas. O seu pai, a sua mãe, a pessoa que o criou, que talvez o tenha adotado, tem limites e vai errar.

Depois de 11 anos sem ver meu pai, quando fui para o Japão vê-lo, sabe o que eu percebi? Que meu pai continuava o mesmo. Ele sofreu muito nesses anos, teve de “ralar” muito naquele país, mas esse sofrimento fez com que ele parasse de beber, de fumar. No entanto, algumas coisas continuavam as mesmas.

O meu pai, no sentido do amor, não mudou nada. Quando o encontrei, ele me deu um abraço “daquele jeito”, meio sem graça, mas eu pude perceber que ele me amava.

Muitas vezes, pensamos que Deus não existe; e se existe, Ele não nos ama, porque nos deu “esse pai” e “essa mãe”, que não nos compreendem, não nos dão atenção; mas Jesus Cristo nunca nos abandonou. Ele nunca saiu do centro da nossa vida, Ele permanece quando todos vão embora. Jesus é o motivo da nossa existência.

O motivo maior desse Acampamento "Revolução Jesus", o centro desse evento, é Jesus Cristo, é por causa d'Ele que você está aqui. É Ele quem vai transformar a sua vida. Hoje, o Senhor lhe diz que o ama e veio, neste final de semana, apagar todos os traumas, dar a você um novo sentido de vida, porque Ele tem o poder de retirar, do seu coração, todas as marcas e lhe dar uma nova oportunidade. Deus quer mostrar a você que é possível recomeçar, limpar a sua história.

Você terá a oportunidade de receber uma nova história. Quando eu cheguei ao Japão, meu pai não tinha mudado, mas eu tive a graça de mudar, de permitir que Jesus mudasse o meu coração e pude perdoá-lo, perdoar aos meus familiares por toda mágoa e todo abandono que havia no meu coração.

Hoje, você tem a oportunidade de dar o perdão às pessoas que magoaram você, porque, talvez, elas nem tenham tido a intenção de feri-lo.

Rezemos: “Senhor, dai-me a graça de perdoar aos que mais me feriram e me magoaram. Eu quero perdoar-lhes, quero apagar todos os traumas e frustrações que o mundo deixou na minha história, porque o Senhor morreu na cruz para pagar todas essas feridas”.


Transcrição e adaptação: Michelle Mimoso


Adquira esta pregação pelo telefone (12) 3186-2600
Nome registrado: "Meu pai é quadrado"


 

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Magda Ishikawa


Missionária da Comunidade Canção Nova

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