Nosso Deus é Deus dos vivos

Padre Paulinho
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com

Que bom que você está aqui conosco, no Acampamento Canção Nova Sertaneja, para participarmos juntos desta Santa Missa, para elevar a Deus o nosso louvor, nesta eucaristia.

Na liturgia de hoje, fala-se muito de uma palavra que temos dificuldades de aceitar em nossa vida: a morte. Infelizmente tem pessoas que passam anos e não conseguem aceitar a morte de um ente querido, principalmente se ela vem de uma maneira inesperada.

A morte faz parte da vida do ser humano. Ttodos nós um dia iremos nos encontrar com ela. São Francisco chama a morte de ''irmã morte'', assim com nós nos alegramos com a vida, quando sabemos que uma nova criança está vindo ao mundo, porém, assim como nasce uma criança, alguém fecha os olhos para este mundo e se abre para eternidade.

Hoje celebramos o martírio de três padres que morrerem por causa do anúncio da Palavra de Deus. Assim como ouvimos no Evangelho de hoje a parábola sobre a ressurreição dos mortos, vemos que a morte não é o fim. Mesmo que seja de uma morte trágica, mesmo que os seus questionamentos diante de Deus sejam enormes, a morte não é o fim. A palavra final não é ''a morte'' pois Jesus veio ao mundo, para através de sua morte na Cruz, passemos da morte para a vida, e vida em abundância, não somente nesta vida, mas Ele veio para nos dar a vida eterna.

"Precisamos surpreender as pessoas que amamos com um gesto de carinho"
Foto: Wesley Almeida/Cancaonova.com

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A morte precisa ser vista por um outro ângulo, precisamos morrer dia a dia. A morte para o pecado para irmos assumindo a vida nova em Cristo Jesus em nossas atitudes e em nossa maneira de pensar e agir.

Precisamos perceber que no passar dos dias vamos envelhecendo, os cabelos brancos vão chegando… de fato a cada dia que passa, estamos envelhecendo, a morte vai fazendo mais parte da nossa vida, por isso precisamos parar e pensar sobre ela. Hoje tenho a oportunidade de morar atrás do cemitério, abro a janela do meu quarto e vejo os túmulos, um imenso silêncio, uma imensa paz. Não podemos passar a nossa vida inteira tendo medo da morte ou tendo medo de perder alguém.

Certo dia minha irmã disse uma frase que me fez refletir: “Paulinho, nós temos que dar flores para as pessoas enquanto elas estão vivas”.

Que você possa ser esta presença na vida das pessoas que estão ao seu lado. Precisamos surpreender as pessoas com um gesto de amor e carinho. Leve flores para aqueles que estão vivos. Seja uma flor na vida dos outros que estão ao seu redor. Vá ao encontro de quem você ama e quer bem, ligue para ele, porque nós católicos precisamos transbordar dessa vida nova que o Senhor nos trouxe. Precisamos ser canais do amor de Deus na vida das pessoas ao nosso redor.

Cristianismo não é ter uma vida fechada não! Cristianismo é uma religião aberta, por isso hoje celebramos a festa desses três mártires, que foram evangelizar os índios na região do Paraguai, e sem medo eles iam catequisando os índios e ensinando-lhes a fé Católica. Nossa fé só tem sentido quando acreditamos na ressurreição, assim como professamos no “Credo” Creio na Ressurreição da Carne, na vida eterna, Amém

Nosso Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos. Precisamos entender que a nossa caminhada aqui na terra, tem um rumo certo que é a eternidade. Não entregue sua alma a tristeza, tenha a coragem de buscar o Senhor através dos sacramentos, tenha a coragem de ir ao encontro do Senhor, porque Ele é um Deus dos vivos e quer nos dar esta vida nova.

Transcrição e Adaptação: Mariana Lazarin Gabriel


Padre Paulinho


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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