O amor misericordioso do Pai

Emanuel Stênio
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo, é uma alegria está aqui com vocês neste Dia de Louvor ao Pai das Misericórdias. Vamos refletir sobre a parábola do “Filho Pródigo”, também conhecida como parábola do “Pai misericordioso”, (Lc 15, 11-32), por isso, estou aqui com o Dunga, e vamos juntos partilhar como vocês está palavra, eu falarei sobre o filho, e ele sobre o pai.

Dunga: Eu e o Emanuel há muito tempo queiramos pregar juntos sobre está palavra, e hoje estamos aqui para apresentar sobre o relacionamento entre pai e filho, através desta estória.

Emanuel: Convido você a pegar a sua bíblia em Lucas 15, 11-21.

E Jesus continuou. Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha esbanjado tudo o que possuía, chegou uma grande fome àquela região, e ele começou a passar necessidade. Então, foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu sítio cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e foi tomado de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e o cobriu de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho.

Dunga: Esta palavra possui dois pontos de vistas, a do pai e a do filho. O pai olha para os seus dois filhos, o mais velho, tranquilo, seguro, maduro, sempre esteve ao lado do pai, certamente já havia passado por momentos de crises, mas agora estava fiel ao pai. O filho mais novo está na fase da rebeldia, quer conhecer o mundo, sair, aproveitar, mas tudo isso longe do pai, e está é a dor do pai, ora, ele não quer ver seu filho longe, distante, perdido.

Em nós há este sentimento do filho mais novo, queremos nossa liberdade e muitas vezes caminhamos longe do pai, mas precisamos ter a certeza que Ele nos espera. Imagine você chegando em casa, o pai levanta-se e vem ao seu encontro, o pai te ama, e está feliz por que hoje você decidiu voltar para casa.

Emanuel: A certeza que precisamos ter é que o pai nos ama com os olhos de futuro, Ele nos enxerga da forma que podemos ser, Ele ver além, mesmo que em nós exista o desejo de vivermos a partir de nós mesmos, rebeldes, “livres”, o Senhor nos espera, e jamais deixa de acreditar em nós, por isso, precisamos nos esforçar para não nos afastarmos do olhar de Deus.

O filho mais novo pediu sua parte na herança ainda quando sei pai estava vivo, o fato dele fazer este pedido, interiormente estava matando seu pai, a partir deste momento ele rompia o laço de filiação. Quantas vezes agimos assim, vivemos como se Deus não existisse, gastamos os dons que o Senhor nos deu através de uma vida de pecado. Mas tenha a certeza, o Pai Misericordioso te espera.

Dunga: As vezes crescemos e esquecemos que somos filhos, mas nunca o Pai do céu deixará de nos olhar como filhos. Nós adultos perdemos muito tempo em não nos colocarmos como filhos. Olhando para nossa vida podemos constatar isso, quando somos pais gastamos muito com nossos filhos, ensinamos a rezar, a contar, a andar, mas chega uma hora que eles não querem mais saber de nós, se rebelam, querem conhecer o mundo por si só, nos pais, deixamos que eles façam as experiências deles, mas ficamos esperando que eles voltem para nós.

"O pai sempre espera o filho voltar para casa", afirma Dunga
Foto: Natalino Ueda/Cancaonova.com
 
Em nós há momentos que nos afastamos de Deus, vivemos no pecado, mas chega uma hora que não dá mais e voltamos para a casa. E o Senhor está nos esperando, focado em nós, não pergunta o que fazemos, por onde andamos, somente se importa pelo fato de estarmos voltando para a casa do Pai.

Emanuel: Antes do filho voltar para casa, ele se viu em uma situação desastrosa comendo o alimento dos porcos, e é isto que o pecado faz conosco, pela mal uso da nossa liberdade deixamos de ser filhos, e quando menos esperamos estamos agindo como animais. O filho constatou que enquanto estava vivendo como porcos, na casa do seu pai havia alimentos, o pão não faltava em casa, e decidiu voltar para o pai. Hoje o Senhor nos chama, precisamos voltar para a casa do Pai.

Mesmo que não mereçamos ser chamados de filhos, mesmo que tenhamos pecado contra o céu e a terra, o pai jamais nos tratará como seus empregados, pois somos filhos. Ele cheio de compaixão espera voltarmos para casa.

Dunga: Compaixão quer dizer sofre juntos, o pai vendo seu filho imediatamente sofreu com Ele. Tudo o que acontece conosco o pai sente, é assim conosco, quando nossos filhos estão doentes, acabamos sentindo as dores deles, experimentamos sentir a dor daqueles que amamos. Se nos que somos pecadores, limitados, sentimos as dores dos outros, quando mais o Pai do céu que nos olha e nos ama.

Esta é a certeza mais linda de nossa vida, temos um Pai misericordioso que olha por nós, espera pacientemente a nossa volta, e quando regressamos, lá está Ele, com os braços abertos pronto para nos abraçar, pois o Pai nos ama.

Não tenha medo de voltar para casa, não importa o que você já tenha feito, a situação que se encontra, o Pai te espera, e olha para você com compaixão, está sentado pronto para acolhê-lo novamente.

Como filho precisamos ter a certeza do olhar do Pai, Ele que deseja nos colocar de novo na posição de filho, quer restaurar nossa dignidade, nossa identidade, pois seu amor é maior do que tudo. Está é a razão do derramamento de sua misericórdia.

Volte para casa, o Pai misericordioso quer cuidar de você e derramar o seu amor de Pai.

Transcrição e adaptação: Ricardo Gaiotti

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