O amor vencendo os medos

A nossa grande reflexão de hoje é sobre o medo. Um sentimento comum ao ser humano.
A história de salvação é recheada de mulheres e homens que sentiram medo.

Na Bíblia, vemos o exemplo da rainha Ester. Ela teve medo, mas não deixou de realizar a sua missão.

O medo da morte faz com que um dos apóstolos, antes da descida do Espírito Santo, negue Jesus três vezes.
Quando Deus pede a Jeremias que profetize, que O anuncie, ele tem medo. E o Senhor diz: “Não tenhas medo” Jr 1,8.

Gabriel Chalita
Foto: Wesley Almeida

Ouça pregação na íntegra

 

Ter medo não destrói nossa vida, o importante é o que fazemos com esses medos.

Outro medo que podemos meditar, é o de São Francisco de Assis. Ele era um homem muito doente. Tinha problemas de visão, de estômago, fígado e rins. Vivia doente e tinha medo de médico. E tinha medo de trair a missão que Deus lhe confiara.
Seu medo de doença era porque não queria morrer logo e deixar de cumprir sua missão.

São Francisco de Assis para vencer seus medos vivia a fraternidade, a alegria, a partilha. O medo não o impediu de construir a sua história.

Vimos os medos de Ester, de Jeremias, de Pedro, de Francisco de Assis.

E eu? E você? Que medos você traz? De envelhecer, de não dar certo na vida? De ser um mau pai, uma mãe injusta? Medo de ser um mau cristão? Que medos te trouxeram aqui?

No livro que escrevi com o padre Fábio, falamos sobre esses medos que ouvimos das pessoas em tantos lugares que vamos, nos emails que recebemos, nas partilhas que ouvimos. Nos subsolos humanos vemos os medos contemporâneos.

Os medos que a gente tem nos fortalece. Diante da doença refletimos sobre a vida. Se tenho medo da morte, tenho que viver melhor a vida. Se tenho medo de solidão, preciso valorizar mais as pessoas. Se tenho medo de envelhecer, preciso ficar mais 'leve' e ser jovem em meu interior.

Você veio aqui com seus medos, mas chegue diante de Deus, e assuma os seus medos, e peça para que os medos não paralisem você, não roube de você a fé e a esperança, a vontade de amar as pessoas.

A Canção Nova sofreu muito nos seus inícios. Como Dom Bosco também sofreu e teve medo. Mas não pararam em seus medos.

Quando a gente se coloca nas mãos de Deus é um desperdício voltar.
Há um ditado que diz que os barcos ficam seguros no porto. Mas o barco foi feito para ir para o mar. E o mar tem dias de calmaria e de tempestade.
Quando somos cristãos de verdade a gente sai do porto. E evangeliza com gestos e palavras.

Transcrição e adaptação: Nara Bessa


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Gabriel Chalita


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