O desafio das seitas

Professor Felipe
Foto: Wesley Almeida

É muito bom meus irmãos poder lembrar que logo que nossos colonizadores chegaram aqui no Brasil, eles foram dando nomes de santos a algumas coisas que encontravam. Por isso é triste hoje vermos algumas propostas de se retirar os símbolos religiosos das repartições públicas, dos lugares públicos, será que seremos obrigados a tirar o Cristo Redentor do Rio de Janeiro? Será que deixaremos que arranquem as nossas raízes católicas? Isso vai depender de nós!

Martin Luther King, pastor protestante dizia: “Eu não tenho medo dos maus, eu tenho medo do silêncio dos bons”, e é certo que não podemos deixar que os maus pela omissão dos bons tomem conta de tudo. O Papa Leão XIII dizia também: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”. Não podemos nos calar diante do que estão querendo fazer com nossa fé.

A nossa terra de Santa Cruz nasceu católica e muito sangue foi derramado nesta terra para que o catolicismo se concretizasse aqui. O primeiro Bispo que chegou ao Brasil foi mártir e muitos morreram aqui, enfrentando os índios, as doenças e outros perigos. Lembro de um massacre em 1630 onde os holandeses calvinistas invadiram uma região do Brasil e assassinaram um padre chamado André de Soveral e mais 70 pessoas, porque eram católicos e estavam celebrando a Missa.

Também lembro um outro martírio quando mataram o padre Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros jesuítas. Em todos os lugares onde a semente do Evangelho foi lançada no solo ela teve que ser regada com o sangue dos mártires. Hoje, para nós chega a ser “fácil” viver o catolicismo. Precisamos prestar uma homenagem a tantos missionários e padres que vieram de suas pátrias para implantar o Evangelho no nosso Brasil, terra de Santa Cruz.

Prestemos uma homenagem a estes que vieram para o Brasil e morreram nesta terra, muitas vezes sem voltar nunca mais para sua pátria. Eu cito alguns que vieram para cá deixando tudo, padre Hugo Greco, salesiano, um outro padre Júlio Comba que morreu há 2 anos atrás, vindo da Itália. O terceiro padre que quero lembrar é o padre Renodem, padre francês que está em processo de beatificação, porque morreu em santidade. Por isso que este país é chamado terra de Santa Cruz, não só porque Cabral foi dando nomes de santos a algumas coisas, mas porque muitos deram seu sangue, seu suor, nesta terra.

João Paulo II diz em uma de suas cartas que surgem seitas que fazem ruir a estrutura de fé de muitas nações e ainda diz em outra de suas cartas diz que a expansão das seitas constituem uma ameaça para a Igreja católica. Em 1990 o CELAM (Conselho Episcopal Latino Americano) disse que existe um movimento chamado “Amanhecer” que tem como objetivo descristianizar o continente americano, ou seja, acabar com o cristianismo.

E o Papa João Paulo II diz também quais são os cinco pontos em que as seitas atacam a Igreja Católica, o primeiro é o ataque a eucaristia, o interessante é que um dia destes encontrei um folheto na rua onde estavam chamando a eucaristia de “o biscoito da morte”, aquilo para nós que é o Pão da Vida. O segundo ponto é o culto a Virgem Santíssima, porque sabem que a Virgem Santíssima é a mãe do Brasil e da América, cada nação latino americana tem sua devoção a Nossa Senhora. O terceiro ponto é o ataque ao Papa, como se o Papa não estivesse recebido em Pedro o primado da Igreja, as seitas querem destruir o primado de Pedro na Igreja porque sabem que Pedro foi constituído Papa por Jesus Cristo, as seitas sabem que é preciso quebrar no coração do povo o amor ao Papa. O quarto ponto de ataque é a estrutura hierárquica da Igreja e o último ponto que o Papa coloca são os sinais exteriores da fé que o povo precisa e gosta, porque somos seres humanos e precisamos também destes sinais.

"A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons", frase do Papa Leão XIII
Foto: Wesley Almeida

E o Papa pergunta aos Bispos: “Será que as seitas não tomaram conta de parte do Brasil, da América e da Igreja porque nós escondemos o Sagrado?”. Nós vimos que em alguns lugares muitos se preocuparam muito com o social, com a política e esqueceram o Sagrado, deixando o povo a míngua com uma catequese insuficiente. Muitas pessoas chegam até ao indiferentismo religioso, porque buscaram curas em diversas igrejas e por não receberem se revoltaram contra Deus. O povo de Deus não quer uma Igreja Católica política, mas sim uma Igreja que traga sua identidade, sua espiritualidade. O Papa pede que as músicas, suas melodias, o ministério da Palavra sejam utilizados para conduzir o povo a Deus, a oração. Muita gente só vai a missa aos domingos e querem uma homilia firme, que alimente sua fé e algumas vezes vemos padres pregando uma homilia vazia, sem saber direito o que quer dizer, por isso quando encontram um pastor protestante pregando sua fé convicta mudam de igreja.

Meus irmãos as simples vestes de um religioso já dizem para nós de Deus, se vemos uma irmãzinha com seu hábito já nos remete a Deus. O Papa pede uma evangelização ousada, nós precisamos usar de novos métodos, não podemos andar de carro de boi no asfalto, o asfalto é para se andar a 100 quilômetros por hora e não com carro de boi. O Papa pede um novo rosto da Igreja e isso já acontece com as novas comunidades, pessoas que entregam sua vida inteira em prol da evangelização, da missão.

O Papa quer ouvir com alegria bater os sinos da Igrejas chamando o povo a rezar, mas ele diz que muitos sinos emudeceram. Meus irmãos na idade média, quando não se tinha microfone, como se chamava o povo? Com os sinos! Assim que se chamava o povo, os sinos se tornaram um simbolo da fé. O Papa diz aos Bispos, “Não está havendo uma certa acomodação em buscar as ovelhas que se afastaram? Não é uma ou outra que vai se perdendo, mas uma parte do rebanho que foi embora”.

Hoje nós não podemos esperar as ovelhas virem para as paróquias, mas as paróquias devem ir às ovelhas. O Papa nos convoca como Igreja a buscar estas ovelhas que eram católicas e estão perdidas por aí. Devemos ser uma Igreja que vai ao encontro do povo, em um trabalho permanente e respeitoso, mas sempre presente dispostos a buscar estas ovelhas. Eu noto que uma das principais razões que muitas ovelhas deixam as Igrejas é a falta de uma acolhida e estas chegam a outras igrejas e são acolhidas.

"Hoje nós não podemos esperar as ovelhas virem para as paróquias, mas as paróquias devem ir às ovelhas", diz Prof. Felipe
Foto: Wesley Almeida

Meus irmãos vamos abrir os olhos para isso que o Papa chama de ministério da acolhida, a paróquia não pode ser simplesmente um escritório de serviços religiosos, onde as pessoas vão somente marcar batismo, casamento e muitas vezes saem de lá bravas porque não foram bem acolhidas. Nós para ganharmos uma pessoa para Deus precisamos ganhar primeiro para gente. Um dia Madre Teresa encontrou um homem caído na rua que tinha até bichos em suas feridas, cuidou dele e levou para a casa, e aquele homem que era hindu perguntou: “Madre porque a senhora está cuidando de mim que sou hindu?” e ela respondeu: “Porque eu amo Jesus e Jesus te ama” e aquele homem disse: “Eu também amo Jesus!”.

Nós precisamos ter novos métodos, nova expressão e novo ardor para fazer esta nova evangelização. O Papa fala também sobre o ecumenismo dizendo que não é querer mudar o nosso credo, querer aceitar outras coisas que não são da nossa fé. Ele diz que a inculturação do Evangelho não é uma adaptação mais ou menos oportuna dos valores do ambiente, mas uma verdadeira purificação da cultura e a remissão dela. Algumas teologias e manias querem que o Evangelho se adapte a cultura e não a cultura se adapte ao Evangelho.

Hoje há um sincretismo religioso, isso é um crime, pois quantos e quantos cristãos entregaram suas vidas para não abrirem mão da pureza da nossa fé católica. O Papa diz também que as coisas precisam ser feitas na lei e que a Igreja não pode fomentar a invasão das terras, pois isso esta fora da lei, pois se não meus irmãos entramos em uma anarquia como vemos por aí muitas vezes, um derramamento de sangue sem fim.

Transcrição e adaptação: Flávio Pinheiro

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Prof. Felipe Aquino


Doutor em engenharia mecânica, pregador e escritor

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