O remédio para a cura

Acompanhem comigo a passagem do Evangelho deste domingo, João 8,1-11. Quantas vezes, em situações como essa da mulher adúltera, diante dos nossos pecados, nos deparamos com a força desta palavra do Evangelho, onde o Senhor olha para nós, individualmente, e o Seu olhar nos nossos olhos não é um olhar de acusação. Jesus pergunta a mulher adúltera: "Onde está os que te acusavam?" E Jesus diz: "Eu também não te condeno!"

Jesus coloca um ponto final, desamarra as correntes que nos prendem. Nós queremos fazer a experiência desse encontro de libertação com Jesus, com sua Palavra que cura, que liberta… Diga para Jesus o que você traz no seu coração, é a mágoa, a tristeza, a dificuldade de se aceitar, a insistência de viver longe de Deus… tantas coisas que trazemos no coração.

Quero contar minha experiência para vocês. Eu tenho 60 anos de idade, e durante metade da minha vida eu tinha um ressentimento contra meu pai. Ele foi um homem muito bom, mas quando bebia era muito mau.

Quando meu pai bebia, minha mãe mandava eu e meus irmãos para o quintal, e eu cuidava dos meus irmãos e corria para dentro para defender minha mãe… imaginem um adolescente viver tudo isso. Eu criei um sentimento de muita raiva e ódio pelo meu pai.

Cresci, mas eu e meu pai tinhamos um problema muito sério de relacionamento. Não podíamos nos ver. Quando ele estava em um cômodo da casa eu ia para o outro, e vice-versa. Aconteceu que nos dia 10 de janeiro de 1970, eu cheguei para almoçar, e fui para a cozinha, meu pai pegou o prato e foi para o quintal e, minha mãe, depois de um tempo, foi pra lá junto dele. Passou uns minutos, e minha mãe começou a gritar pedindo socorro, fui lá ver o que era, e meu pai estava no chão, todo roxo e espumando pela boca. O ódio que tinha por ele era tanto, que desejei que ele morresse. O levamos para o hospital e lá meu pai foi desenganado pelos médicos, e ficou três dias em coma no hospital.

Eu que precisei ficar no hospital com ele. A primeira noite foi terrivel pra mim, eu brigava com Deus, por ter que ficar ali e nem chegava perto da cama dele. Na terceira noite, eu estava mais calmo, e senti uma moção, como que, uma ordem de Deus, falando para eu chegar perto da cama do meu pai e senti Deus pedindo para eu tocar no meu pai. Eu comecei a fazer carinho no seu rosto, e ali Deus me falou: "Eu amo o seu pai, do jeitinho que ele é".

Foi uma rasteira de Deus, ali Deus "quebrou minhas pernas". Meu pai saiu do coma e ficou mais 17 anos conosco, minha mãe faleceu 4 anos antes dele, e ele ficou muito pior, mais temperamental do que quando ele bebia. Foi difícil, mas eu compreendi que precisava amar meu pai do jeito que ele era.

Meu pai era evangélico, eu levava ele para os cultos e o buscava no final. E lá no seu leito de morte, eu já dizia para ele, que o amava e que queria o seu bem.

Deus pode transformar o mal em um bem. Ele pode mudar a sua vida. Deus quer ter o livre acesso ao seu coração. E esse livre acesso depende só de Deus e você.

Permita que Jesus entre na sua vida e na sua história, curando todo seu coração.


Júlio Brebal


Missionário da Comunidade Canção Nova – Segundo Elo

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