O segredo do amor

Padre Paulo Ricardo
Foto: Elcka Torres/ Fotos CN

No Evangelho de hoje, São Lucas nos traz uma Palavra bem exigente. “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam”. Nessa passagem bíblica Jesus diz do seu Pai do céu, pois quando éramos inimigos de Deus, Deus nos amava e nos deu o Seu Filho.

Como aplicar isso em nossa vida? Vamos primeiro saber o que é um amigo. O amor é querer o bem da outra pessoa e exemplo disso é que muitos querem bem ao Papa. Mas podemos dizer que somos amigos do Santo Padre? Não, nós não somos amigos dele, pois amizade exige reciprocidade; amigos é quando os dois querem o bem um do outro. Quando vivemos no pecado, nos afastamos de Deus, porque não haverá uma reciprocidade do amor. Deus nos ama, mas e nós?

Deus Pai não é nosso inimigo, a vontade d'Ele não é uma agressão para nossas vidas. A vontade do Senhor é a melhor coisa que poderia nos acontecer.

Muitas vezes, pensamos que Deus é um agressor e que medo temos de falar para Ele: “Faça de mim o que quiser e quando quiser, Senhor”, temos medo de dar a nossa vida ao Senhor. Jesus viveu esse drama no Horto das Oliveiras: também teve medo de fazer a vontade do Pai; por isso, só Cristo pode nos dar a graça de dizer: “Pai, faça segundo a Sua vontade”.

Deus não exige que O amemos para nos amar também; Ele nos ama mesmo quando não O amamos.

Somos inimigos de Deus quando pecamos, porque não amamos a quem nos ama, “viramos a cara” para Ele a fim de fazermos as nossas vontades. É como a história do filho pródigo, que saiu de casa, se tornou inimigo do pai, mas o pai permanece na amizade com ele, e ao voltar [filho pródigo] é recebido com alegria, o pai fica feliz e o acolhe e o enche de beijos.

Deus Pai quer ser nosso Amigo custe o que custar, Ele sente saudade de nós e nos procura muito mais do que a Ele.

O Senhor faz muita festa, mais que um pai carinhoso; Ele nos ama infinitamente, não importa o preço, Ele deu o Sangue de Seu Filho para nos salvar. “Como eu não amar de volta quem me amou assim!”, disse Santo Agostinho ao olhar a cruz.

"Deus não exige que O amemos para nos amar também"
Foto: Elcka Torres/ Fotos CN

Nós cristãos sabemos o que o mundo não sabe: somos bilionários do amor de Deus! Somos amados de forma infinita e precisamos corresponder a esse amor para ter amizade com o Senhor. No entanto, trazemos uma profunda carência porque nos esquecemos do amor infinito de Deus Pai por nós.

No semestre passado, tive um momento de bobeira e comecei a lembrar que desde minha saída do seminário ninguém veio me visitar; eu que vivi para eles. E comecei aquele vitimismo, até que o meu anjo da guarda me acordou e disse assim: “Que estupidez é essa, Padre Paulo! Você já é amado!”. Por isso, digo a você: Seja filho de Deus! Seja amigo de Deus e O ame!

Hoje Deus nos diz para amarmos nossos inimigos também. Amar e não esperar resposta, porque se você esperar respostas, você não terá amigos.

Você não é vítima! A Vítima morreu na cruz: Nosso Senhor Jesus Cristo! Você tem uma conta transbordante de amor, então comece a gastar esse amor e ame. Faça com as pessoas ao redo, o que Deus fez com você: o amou antes. Eis o segredo: Ame sem esperar a resposta, porque você já foi amado.

Você não é melhor que ninguém, você já foi e é amado e ao amar o seu inimigo não faz mais do que sua obrigação.


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