O Senhor Jesus cobrirá as nossas faltas

Diácono Paulo Lourenço
Foto: Wesley Almeida
Séculos atrás, em uma das eras mais sombrias da história da Igreja, uma das luzes que brilhava era São Francisco de Assis, que nasceu na riqueza, sua vida mudou em uma tarde. Ele caminhava a cavalo e avistou um leproso com a metade dos membros comidos pela doença. Mas logo desviou o olhar, com o estômago embrulhando, e quando estava prestes a voltar para casa, sentiu a presença de Deus. Assim se voltou para o leproso e o enxergou como o Senhor o via, pegou a mão deste e a beijou, desamarrando uma bolsa presa ao seu cinto, com ouro.

Francisco sentiu o que Cristo sentiu por toda a humanidade: Compaixão. Ele se compadeceu do homem e sofreu junto com ele. Jesus se fez homem, trouxe para si toda a humanidade e a libertou.

"Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Romanos 5, 6-9).

Cristo morreu por nós, pecadores, pois a lógica de Deus é diferente: Ele quer salvar a toda criatura. Jesus Cristo morreu para pagar o nosso pecado.

Primeira dimensão: Assumir o próprio pecado. "Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade" (I São João 1,9).

"A vida inteira temos de pedir a água do Espírito Santo para sermos renovados."
Foto: Wesley Almeida

O pecado é o rompimento da nossa amizade com Deus. Com a prática do erro, a nossa consciência nos acusa, pois o Todo-poderoso colocou em nós a consciência moral. Quem escolheu o pecado tem a chance de voltar para o bem.

São Francisco viu que não podia passar indiferente diante daquele sofrimento. É tempo de se banhar neste Cordeiro. Precisamos da água do batismo, precisamos do derramamento do Sangue de Cristo, mas também precisamos nos voltar para o sacramento da reconciliação. É preciso se banhar com a água, mas é com o Sangue do Cordeiro, que lava todo o sentimento de culpa.

Você pode experimentar o Sangue que jorrou quando a espada feriu o lado de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois este mesmo Sangue jorra durante a confissão. Não podemos viver sem o Sangue de Cristo. Há quanto tempo você não se banha com o Sangue de Cristo?

A vida inteira temos de pedir a água do Espírito Santo para sermos renovados. O Sangue do Senhor nos purifica e restaura a miséria ao ser jorrado das mãos do sacerdote quando ele nos dá o absolvimento. Não podemos viver sem esta realidade, não podemos viver o Cristianismo achando que o pecado faz parte dele!

Precisamos pedir a Deus que brote em nosso coração o desejo da santidade. Volte para o sacramento da reconciliação! O Senhor não o acusa, mas o compreende. O coração de Deus é generoso, Jesus derramou o Sangue na cruz para que a Igreja tivesse essa graça. Cristo morreu por você! Que isso não seja em vão, não queira viver no pecado! Deus o fez para ser santo, o fez à Sua imagem e semelhança. "Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro" (São Lucas16,13).

Segunda dimensão: Reconciliação com Deus, sou convidado a partilhar, a me reconciliar e a perdoar.

O gerente de uma empresa ficou furioso com o seu empregado, que brigou com a sua esposa, a qual não deu atenção ao filho, que desrespeitou a avó, a qual brigou com o farmacêutico devido à sua dor… Quebre o ciclo do ódio, não leve esse sentimento negativo para a casa.

“Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”
(Lucas 6, 36).

"O Sangue de Jesus alcança todas as realidades."
Foto: Wesley Almeida

Seja misericordioso, retome o diálogo, o diálogo de Deus de forma vertical, dizendo: “Eu te perdoo”. O Sangue de Jesus alcança todas as realidades, toda criatura. A nossa oração deve ser diferente: "Senhor, eu quero que esta pessoa tenha um encontro Contigo".

Quais as realidades em sua vida que precisam da Misericórdia Divina? Deixe-se lavar pelo Sangue precioso de Cristo para ser o rosto d'Ele para o outro. Você está usando drogas? Tem vícios? Vive no adultério? Saiba que Deus o acolhe. O Todo-poderoso abre os braços e diz: "Vem, meu filho, Eu te acolho". Isso acontece no sacramento da confissão. Olhe no olhar do sacerdote e perceba o olhar de Jesus Cristo lhe dizendo: "Eu te perdoo". Não dá para ser santo, para ter uma vida nova, se nossa vida não passar pelo precioso Sangue de Cristo!

O cristão precisa se reconciliar consigo, com os outros e principalmente com Deus Pai. Faça a experiência da volta, pois Cristo morreu por nós. "O salário do pecado é a morte". Deus nos diz: "Eu vim para que tenha vida em abundância".

"A morte de Cristo é ao mesmo tempo o sacrifício pascal, que realiza a redenção definitiva dos homens pelo 'Cordeiro que tira o pecado do mundo', e o sacrifício da Nova Aliança, que reconduz o homem à comunhão com Deus, reconciliando-o com Ele pelo 'Sangue derramado por muitos para remissão dos pecados'. Este sacrifício de Cristo é único. Ele realiza e supera todos os sacrifícios. Ele é primeiro um dom do próprio Deus Pai: é o Pai que entrega seu Filho para reconciliar-nos consigo. É ao mesmo tempo oferenda do Filho de Deus feito homem, o qual, livremente e por amor, oferece sua vida a seu Pai pelo Espírito Santo, para reparar nossa desobediência" (Catecismo da Igreja Católica §613 §614 ).

Este mundo precisa de pessoas amorosas, precisamos ter uma opinião em Deus. O Senhor sabe que iremos cair amanhã, mas possuímos uma carga de misericórdia. O amor de Deus não o deixa porque você pecou, sempre temos uma nova chance. Os teólogos dizem que o amor Deus é como o amor maternal, nos ama em todos momentos. O coração de Deus é alargado, tanto que nos deu o Filho Jesus para a nossa salvação.

Confronte a própria vida com a cruz de Cristo. Você quer ser misericórdia para os outros?


Diácono Paulo Lourenço


Missionário da Comunidade Canção Nova

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