Pai, pequei e preciso de reconciliação

Padre Junior Periquito
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

Gostaria de partilhar essa Palavra do Senhor com vocês neste dia. Acompanhe comigo.

“Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! Então lhes propôs a seguinte parábola: Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc, 15 1-7). 

Hoje, não é dia de finados, mas um dia de gratidão aos nossos pais. Hoje, também é um dia de reconciliação com nosso pai, dia de lhe pedir perdão, dar o perdão e recebê-lo.

Nós recebemos tantas graças de nossos pais, tantas coisas boas como amor, fraternidade, carinho, mas, às vezes, acabamos com este laço de amor que nos unia com o nosso pai por causa do nosso egoísmo, da nossa mentira, inveja e muitas outras coisas que fazemos.

Quando nós temos um coração vazio, vamos nos preenchendo de tudo o vai aparecendo na nossa vida, sendo coisas boas ou não. Por isso precisamos de cura, precisamos nos encher do amor do Pai celestial, precisamos da reconciliação com nosso Pai. Somos filhos criados e amados por Deus, mas, às vezes, falta-nos a capacidade de reconhecer que somos amados e precisamos aprender muitas coisas ainda com os nossos pais.

O ensinamento mais profundo aprendemos em casa com a nossa partilha, com o amor. Deus nos ama constantemente, ele não nos abandona. Hoje, é grande a realidade de filhos, em nosso país, que estão reclamando por não terem conhecido seus pais. Mas há uma realidade ainda maior: de experimentarmos, a todo o momento,  o amor de Deus. Mas para isso acontecer é necessário abrirmos o nosso coração.

A atitude de voltar para nosso pai precisa partir de nós. Ser moderno é seguir o exemplo de Jesus, demonstrando compaixão, amor e perdão.

Um filho moderno deve ouvir o que os outros já passaram para que ele consiga avançar. Assim, um filho que quer voltar para a casa é aquele que sempre quer recomeçar. Volte para a casa, pois seu pai o espera de braços abertos!

"Aproveite para reconciliar-se enquanto está vivo!"
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

Aproveite para reconciliar-se enquanto está vivo. Não perca mais tempo, meu filho, pois o amor é a única coisa que pode preencher o nosso coração.

Às vezes, passamos a vida inteira perto dos pais e não temos a coragem de dizer a eles que os amamos. Às vezes, nossa postura é do filho que se rebela com o pai. Portanto, a oportunidade da reconciliação é agora!

Nós precisamos amansar o nosso gênio, experimentar esse encontro de amor com o Pai, precisamos imitar a figura paterna. Deus, por exemplo, nos cria e se faz nosso Pai. Primeiramente, Ele vem nos amar.

“Porque toda a lei se encerra num só preceito: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Gl 5,14).

Se for preciso ainda rasgarmos o nosso coração, façamos isso! Não guardemos mais tranqueiras em nosso coração, não percamos mais tempo distante de nosso pai. Busquemos a reconciliação, pois somente assim seremos renovados e curados.

Às vezes, julgamos nossos pais, mas não sabemos sua história, tudo que ele passou para nos dar a vida. Precisamos amá-lo cada vez mais. É tempo de reconciliação!

Trascrição e Adaptação: Carlos Biajoni @cncarlos


Padre Junior Periquito


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