Principais ataques à ética cristã

Monsenhor Juan Claudio
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Todos nós recebemos o dom da fé e este dom é responsável por potencializar virtudes cardeais, como a caridade e a esperança. E o mesmo Deus que nos agraciou com este dom é Aquele que diz: “Se são meus amigos, seguirão meus mandamentos”.

Há mais de quarenta anos existem planos para criar novos dispositivos éticos e legais para proteger a vida do ser humano. Já no ano 2000, na sede das Nações Unidas, aconteceu um encontro de líderes de várias religiões do mundo. E ao fim deste encontro, chegaram à conclusão de que é preciso superar os limites impostos pelas religiões dogmáticas.

A Igreja Católica é uma dessas religiões, que possuem dogmas que não podem ser mudados, como, por exemplo, os Dez Mandamentos. O representante da Igreja Católica neste encontro se levantou ao fim e retirou-se sem assinar o documento que foi redigido.

Atualmente, muitos programas para controle de natalidade são implementados por muitos países, pois querem decidir quantos filhos cada casal poderá ter, assim como quais mulheres podem ser mães.

Existe uma pressão para que os Dez Mandamentos da leis de Deus sejam esquecidos. Porém, se isso acontecer, estaremos rompendo nossa amizade com Cristo, já que não estaremos mais sob Suas leis.

Não podemos colocar mandamentos ecológicos sobre os Mandamentos da Lei de Deus. As pessoas, infelizmente, se preocupam muito mais com a preservação do meio ambiente do que com a vida do irmão. Nós esquecemos que, se seguimos as leis de Deus, automaticamente estaremos cuidando não só do meio ambiente, mas de tudo que envolve a nossa vida.

Precisamos ser críticos com relação ao que ouvimos, principalmente no que se refere aos meios de comunicação. Porque, muitas vezes, estamos abrindo as portas de nossas casas para tendências políticas que têm como objetivo borrar os Mandamentos da Lei de Deus.

Por trás dessas tendências de fazer com que os Dez Mandamentos sejam esquecidos, existe também o intuito de fazer com que, pouco a pouco, o conteúdo de todo o Cristianismo também seja esquecido.

"Precisamos ser críticos em relação ao que ouvimos", exorta Monsenhor Juan
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Você consegue compreender o que significa uma espiritualidade sem doutrina e as crenças? Tudo isso não passa de uma fé vazia, sem sentido, porque a espiritualidade do cristão deve caminhar junto com a doutrina e as crenças, pois são elas que servem de alimento para ele.

Quando o Papa se pronuncia sobre determinado tema é porque o assunto já passou a fronteira de muitos países e está afetando todo o mundo. Este é o papel fundamental do Sumo Pontífice: orientar o seu rebanho pelos caminhos certos.

O Papa Bento XVI, em um dos seus discursos, disse que existe uma tendência de acabar com as festas e símbolos religiosos de todos os lugares. Assim como acontece na Argentina, onde existe um projeto de lei em votação para que as escolas públicas sejam obrigadas a tirar todas as imagens religiosas dos seus prédios.

E o que o Santo Padre nos pede é que as famílias, que são as primeiras educadoras de seus filhos, se unam para defender o espírito cristão. Não devemos esperar que a solução venha dos políticos. Existem três pontos fundamentais que devem estar fora de qualquer envolvimento político: o valor da vida humana, desde a concepção, até a morte natural; o matrimônio como a união de um homem e de uma mulher e o direito dos pais de educar os filhos.

 
Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

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