Professar a fé por meio da Igreja

Padre Paulo Ricardo
Foto: Andréa Moraes

Vamos refletir sobre a fé da Igreja. Esta fé que nos foi transmitida por ela. E aí chegamos à grande pergunta: “Como vamos receber esta fé?”

Na palestra anterior, vimos a respeito da importância da fé. Mas, agora, queremos saber como devemos fazer para receber esta fé.

Preste atenção neste exemplo: uma criança vai ganhar de seu pai uma bicicleta de presente e ela descobre a bicicleta escondida na garagem de sua casa. Então, ela se volta para uma outra criança e diz: “Vou ganhar uma bicicleta, porque eu a vi escondida na garagem”. Agora, uma segunda alternativa dentro deste exemplo: a criança não viu a bicicleta, mas a mãe dela viu e lhe contou. A criança, então, diz para seu amiguinho: “Eu vou ganhar uma bicicleta, porque a minha mãe viu a bicicleta e me contou”. Isso representa a força do testemunho que recebemos de outros – no caso, o testemunho da Igreja. Mas há ainda uma terceira alternativa: a alternativa da fé. A criança não viu o presente mas seu pai contou a ela. A criança, então, diz ao seu amiguinho: “Eu vou ganhar uma bicicleta, porque meu pai me contou e eu confio nele. Meu pai jamais mentiu para mim”.

A fé é esta realidade da confiança. Jesus não engana a ninguém. Ele está vivo! É esta a nossa fé. E, daí, você me pergunta: “Mas, padre, onde Jesus está? Por que eu não O encontro?”

Meus irmãos, o lugar onde encontramos Jesus vivo é na Igreja. Em cada cristão que professa a fé no Cristo, o Senhor se faz presente. Ele vive em Sua Igreja. Porque Ele é a Cabeça da Igreja, Corpo Místico de Cristo.

Quando você acerta o seu dedo, a sua cabeça não fica indiferente a esta dor. O corpo todo padece. Da mesma forma, Cristo não está indiferente ao sofrimento de um membro da Igreja.

Você quer ler algo que contribuirá para sua conversão? Leia sobre a vida dos santos da nossa Igreja. Cito, sobre isso, um exemplo concreto: padre Pio de Pietrelcina. Um santo que viveu no século XX e que Deus usou de forma tão extraordinária. Ele recebeu os estigmas. Durante cinquenta anos, os médicos tentaram curar estas feridas. Mas Jesus havia dito ao padre Pio que, após cinquenta anos, ele não teria mais essas chagas. Alguns dias antes de sua morte, os estigmas que aquele santo trazia simplesmente desapareceram! Não havia mais nenhuma ferida. Não ficou um traço, uma cicatriz sequer!

O que quer nos dizer este fato? Que Cristo estava vivo no padre Pio. Todos os milagres que Deus realizou através deste santo homem nos asseguram esta linda realidade: Deus se revela vivo através de seus santos e santas.

Cristo está vivo em sua Igreja. Apenas falei a respeito de um único santo: padre Pio. Mas a Igreja tem milhares de santos e santas. Se há uma história da Igreja que vale a pena ser contada, é a história dos santos e santas da Igreja Católica.

Existem centenas de santos católicos cujos corpos não entraram em decomposição, ou seja, seus corpos permaneceram intactos mesmo após terem morrido. E isso só acontece na nossa Igreja Católica!

O passo da fé se dá quando você se encontra com o Cristo vivo e presente na vida da Igreja
Foto: Andréa Moraes

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Padre Pio tinha uma grande devoção ao seu Anjo da Guarda. Pastoral da Sobriedade, aprenda com este santo a indicar às pessoas esta receita de santidade: rezar ao Anjo da Guarda. Meu irmão, seja amigo do seu Anjo da Guarda.

A Igreja Católica é uma realidade que você somente compreende quando entra dentro dela. Se você a conhece somente “de fora”, não adianta! Entre dentro da Igreja. Conheça a vida dos santos, os Sacramentos, a sã doutrina… E você verá que Jesus verdadeiramente está vivo em Sua Igreja!

 

 

Assista a um trecho desta pregação: 

 

 

Não espere resolver todas as suas dúvidas para entrar na Igreja. Ter fé não é se encontrar com uma teoria e sim encontrar-se com Jesus vivo na vida da Igreja. O Ano da Fé está aí para isso! Para você ir conhecendo a Igreja e ir tirando suas dúvidas. Mas a fé é um encontro com o Ressuscitado presente na Igreja. As dúvidas você vai tirando neste Ano da Fé, mas isso não quer dizer que você tenha fé ou não. O que determina se você é uma pessoa de fé é se você se encontrou – ou não – com o Cristo vivo na vida da Igreja.

Ter fé não é “emocionalismo”. Não é sentir arrepios ou coisas semelhantes. O passo da fé pode até ser acompanhado de emoções, mas as emoções não são o passo da fé. O passo da fé se dá quando você se encontra com o Cristo vivo e presente na vida da Igreja. E isto se dá num processo e não de forma irracional.

Existem razões para crer, embora nossa fé não seja sustentada por estas razões, mas sim pelo nosso amor. A fé não é algo irracional. E, daí, você pode me dizer: “Mas, padre, por que Jesus não aparece logo de uma vez para mim e acaba definitivamente com as minhas dúvidas de fé?” Porque se Jesus fizesse isso acabaria a nossa liberdade. O amor se revela nesta liberdade, meus irmãos. Deus se esconde para que O amemos com a nossa liberdade. Ele se esconde para que você retribua em gratidão – o Seu tamanho amor – através de uma fé livre.

Deus aceita o seu ato de fé. Ele aceita o seu amor. O ato de fé é um ato de amor. Ame a Deus dizendo: “Eu creio!”

Meus irmãos, como é bom fazermos parte da Igreja Católica. Jesus está vivo nela. Por isso, digamos juntos: “Ser católico é bom demais!”

 

Transcrição e adaptação: Alexandre Oliveira (@alexandrecn)

 

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