Resgate da Música Católica

A música católica feita por nós tem 15 anos, é uma adolescente ainda. Minhas filhas com 15 anos estavam no segundo grau, e estavam ainda definindo o que queriam para suas vidas, tem tanta coisa que influencia, mas ainda está se definindo.

Havia necessidade de músicas apropriadas do tempo que viemos, é uma conseqüência da caminhada, graças a Deus estamos aqui para dar este serviço a Igreja, o Senhor capacitou alguns para este serviço.

A música que nós vivemos está fazendo experiências,  está se descobrindo, é como um filho que vamos acompanhando; os pais acompanham os filhos e permitem que eles sigam, é como um formador que acompanha, mas não coloca palavras na boca do acompanhado, assim está acontecendo com as músicas que estamos vivendo, precisam ser acompanhadas. E quem são os pais dessa música? Somos nós, os ministros de músicas.

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A música tem minha digital, eu sou responsável por esta música, os ministros de músicas são responsáveis por esta música, somos nós que temos que dar a direção e intervir quando necessário.

Ministro é todo o tipo de servidor, mordomo, caseiro, escravo, vassalo, a quem é incumbido uma função, é o medianeiro. Ministrar é administrar, dar, acompanhar, doar.

A música que brota no meu ministério brota nas minhas mãos, mas não é minha. Temos uma autoridade, isso significa que precisamos prestar contas. A graça que eu provoco no meio do povo, passa por mim, mas não vem de mim. Somos uma ponte, os responsáveis, os servos, somos os pais dessa criança, e se esta criança está questionada os responsáveis somos nós, e isso significa que não sabemos para onde ir, e se um pai não sabe educar bem o seu filho significa que ele ainda não sabe ser pai…

A Bíblia cita como exemplo de ministro e de servidor Jesus Cristo. Nosso modelo de servo é nosso Senhor Jesus Cristo, Ele é escravo do amor, Ele é incapaz de fazer algo por conta própria. Jesus praticamente não tem domínio sobre a sua vontade, a vontade que Jesus toma para ser sua é a vontade do Pai, este é o exemplo de servo. Se a nossa música ainda comete erros é porque nós estamos ainda aprendendo a sermos servos, e por isso mesmo é preciso agir com misericórdia, sabendo que ainda estamos aprendendo, nunca fizemos isso, então é ter misericórdia com você mesmo.

Em Isaías 42  Deus fala de mim e de você assim: Eis o meu servo, eu lhe dou o meu apoio, a alegria do meu coração.
Primeira coisa que precisamos ter conosco mesmo é a misericórdia, estamos numa descoberta de como ser ministros. Veja o que o Pai diz para nós: Eu te dou o meu apoio. Se o Senhor não me der o seu apoio para me ensinar a ser pai eu não aprenderei, se eu nunca fui pai… assim acontece com o ser ministro de música…

Deus julgará a intenção dos corações. No final das contas o que vai pesar é: Por que é que eu fui ministrar, por que é que eu fui para frente? Se o Senhor for contabilizar nossos trabalhos seria um desastre para nós, por isso para o ministro de música o mais importante é fazer com que o céu chegue ao coração das pessoas. Se ainda estamos questionados, precisaremos descobrir quem somos. Tenho que encontrar a minha identidade, e aí que está a riqueza: na diversidade, na variedade, nas várias maneiras de conduzir o povo até o Céu.
A maturidade vem quando começo a assumir o meu lugar. Encontrar o seu lugar.

Agora preste atenção: existem ministros de música que começam a trilhar um caminho e são criticados. É certo que o novo incomoda. Sejamos realistas,  a música cresceu, os músicos estão crescendo, estão semeando,  e há ministros que cantam forró, cantam roque, e muitos dizem: ‘Isso é tão terrível, eu não consigo rezar com esta música’. E os jovens de 15 anos vão cantar com que música?

Enfim nós estamos em nossa descoberta. O ministro de música tem que aplicar, administrar, conduzir, animar e, ninguém dá o que não tem.

Eu, Laércio, sou do tempo em que a música era somente do ‘pé do altar’, e esta música começou a ‘estudar’, se sofisticou, cresceu e agora preciso de um terceiro passo: a fusão entre técnica e unção. É um tempo novo!
A música está se definindo e ela precisa de nós para saber para onde ir. Precisamos estar juntos, precisamos de união. Estamos num momento decisivo, ou assumimos o nosso o papel e dá Deus para o povo ou se perde.

De Deus não se zomba. Vamos colher o que plantarmos agora. Precisamos nos unir para ouvir um ao outro, para rezarmos juntos, para nos organizarmos, para termos estrutura em função da produção. Precisamos nos dar as mãos.

Estamos no final dos tempos, já está previsto. Quando nosso Senhor chegou disse: ‘Completou-se o tempo, e estamos no momento mais decisivo’.

Mateus 24, 11: ‘Há de se surgir falsos profetas e enganarão muita gente, a maldade se espalhará tanto que o amor de muitos se esfriará.’ Será que os ministros estão deixando de amar, será que estamos assumindo a apostasia?
Tem muita gente que espera novidade e se esquece da essência. Quando o Senhor diz que a fé vai se esfriar, são os que têm fé que vão se esfriar, somos nós. É hora da nossa união, é hora de intercedermos uns pelos outros.

Estou convocando os meus irmãos para irmos à casa do Senhor, e a nossa responsabilidade de Canção Nova é grande, nós nem precisamos pregar, é só viver. Precisamos crescer com todos; o tempo é breve e somos nós que vamos dar o ritmo as coisas.

Quero convocar os músicos da Canção Nova, do Brasil, o tempo é urgente. Precisamos estar aos pés do Senhor.

OUÇA: Oração final com os músicos

Transcrição: Ana Paula Rosa
Fotos: Renan Félix

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