Ressurreição e vida

Padre Anderson Marçal
Foto: Wesley Almeida

Nós estamos no último domingo da Quaresma. No primeiro domingo celebrávamos a tentação de Jesus no deserto, mostrando que ninguém é tentado mais que suas forças. No segundo domingo celebramos a transfiguração de Jesus, que nos convida para nos transfigurarmos com Ele. No terceiro domingo Jesus se encontra no poço de Jacó com a Samaritana, que lhe pediu a água que mata a sede, que é Jesus. No quarto domingo da Quaresma, Jesus, luz que ilumina nossas trevas, devolve a visão para o cego para que ele possa caminhar sozinho. E neste quinto domingo celebramos Jesus, que é a ressurreição e a vida.

O Evangelho de hoje mostra que Jesus estava subindo para Jerusalém e voltou porque seu amigo estava para morrer. Ele esperou por quatro dias para depois ir ver Lázaro. Jesus volta sabendo de todos os riscos que tinha vivido naquela região, pois os judeus queriam matá-Lo. Ele voltou porque amava Lázaro, amava Marta e Maria, e seu amor é amor que gera a vida. Jesus se aproxima de Lázaro e dá a vida por ele, e por oferecer a vida Ele morre para que tenhamos a vida eterna.

Assim o Senhor nos mostra que devemos mergulhar no "túmulo" do outro, e também no "túmulo" do nosso coração para que possamos voltar à vida. Dê a sua vida, morra para ressuscitar! Você, um dia, vai morrer, mas queira morrer para ter o céu, para ter verdadeiramente a vida.

Se os cristãos fossem vivos a todo tempo, não viveriam nesta cultura de morte. Todo mundo quer defender a vida, mas a vida própria ninguém quer perder, pois ninguém quer morrer, ninguém quer ficar velho… Queira ficar do mesmo jeito internamente.

Os mesmos que defendem a vida defendem a morte. Falam que querem defender a vida, mas matam as células da concepção. Existem muitos católicos matando por aí. Por causa de sensacionalismo mandam decidir pela vida daquele que está vivo pelos aparelhos, é mais fácil matar para colocar outro no lugar. É mais fácil a cultura da morte…Mas você pode fazer alguma coisa: você pode escolher pela vida

'Se os cristãos fossem vivos a todo tempo, não viveriam nesta cultura de morte'
Foto: Wesley Almeida

Jesus, olhando para o nosso modo de viver, chora porque está vendo muitos de seus filhos sendo levados pela enxurrada da cultura da morte; chora por nossos pecados. Cristo, muitas vezes, está na "porta da sepultura" do nosso coração gritando: “Vem para fora!”. É isso que Jesus está fazendo, chorando aos pés do nosso túmulo.

O Senhor chora por causa da humanidade e tem muito católico rindo. Há muitas pessoas sendo levadas pela enxurrada do egoísmo! Ele chora e suas lágrimas são fonte de vida para cada um de nós. As suas lágrimas, neste Evangelho, revelam que Ele está ao nosso lado e sente na carne a nossa realidade.

Jesus não foi pegar na mão de Lázaro, Ele somente de fora se aproximou e disse: “Lázaro, vem para fora”. Ele não quer forçá-lo a uma situação, mas Ele diz: “Vem para fora”. Ele nos oferece a liberdade de escolha.

Lázaro teve de esforçar-se para sair do buraco e encontrar a vida, que é o  próprio Jesus. Você precisa começar a andar com as próprias pernas ao encontro de Jesus. Eu não sei quais são as “faixas” que prendem as suas mãos, mas você precisa retirá-las. Não adianta soltar os pés e as mãos se você não consegue retirar aquilo que o deixa cego. Você precisa retirar as "faixas" dos olhos e ter visão crítica das coisas. Assuma sua verdade e veja o que você está fazendo com a sua vida.

O que você está esperando para ajudar as pessoas? Eu não sei como está a sua situação concreta como esposa ou marido, mas uma coisa eu sei: ajude a "desatar" o que está "amarrado". Não deixe que sua história o carregue! Carregue sua história.

Comece a caminhar ao encontro da vida, não querendo fazer uma troca com Jesus, mas ir ao encontro da vida eterna. É preciso abrir as portas da nossa "sepultura" para podermos ressuscitar.

Transcrição: Willieny Isaias


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Padre Anderson Marçal


Sacerdote da Comunidade Canção Nova

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