São José, um homem humilde

Padre Serginho
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

Duas vezes por ano a Santa Igreja celebra o Dia de São José, no dia 19 de março, como Patrono da Igreja Universal e também, hoje, dia 1º de maio, com São José Operário.

O tema deste dia é: "São José: homem humilde e justo". Percebe-se que é a definição completa da festa de hoje. Em um primeiro momento, meditaremos sobre São José como homem humilde. Em Sm 13, 14, vemos que Israel estava tendo a sua primeira realeza, o Rei Saul, ungido por Samuel: “O Senhor escolheu para si um homem segundo o seu coração.” Esta foi a resposta que Samuel deu a Saul quando foi ungido.

O rei de Israel precisaria ser prudente, humilde e fiel. E estavam sendo ameaçados pelos filisteus e Saul só poderia vencer essa guerra com a prudência. Saul não ofereceu holocausto a Deus e não agiu com prudência, humildade e fidelidade. Quando o sacerdote Samuel chega a Saul e relata os fatos referentes à perda que seu exército enfrentara, Saul respondeu: “O Senhor escolheu para si um homem segundo o seu coração.”

Logo que Saul perdeu a sua realeza, assumiu o trono o Rei Davi, que tinha os mesmos erros que o sogro [Saul] ou outros ainda maiores, mas ele agia de maneira diferente: ele se humilhava na presença de Deus, reconhecia que sua realeza não aconteceria se não permanecesse na presença do Senhor oferecendo-lhe holocaustos e orando.

No Evangelho de São Mateus, vamos, por meio da genealogia existente, uma ligação entre o Rei Davi e São José. O elo entre o Novo Testamento e o Antigo Testamento é São José. Em sua árvore genealógica, ele é da família do grande rei de Israel: Davi. Portanto, José, desde o princípio, por causa da sua linhagem, se torna o ícone da humildade de Deus para a humanidade. A promessa do Senhor precisava se cumprir: o próprio Deus deveria assumir a realeza não somente de uma nação, mas de todo o mundo. Isso se dá por meio de são José.

"Na Igreja Católica não existe lugar para preguiçoso!", exortou padre Serginho
Foto: Natalino Ueda/cancaonova.com

Humanamente falando, Jesus deveria descender de uma linhagem justa. Primeiro Maria assume o projeto de salvação sem questionar nada, simplesmente ela diz: “não conheço homem algum”, mas o anjo do Senhor lhe diz que a quem ela iria conceber estava sob a proteção do Altíssimo. A princípio, como relata a Sagrada Escritura, São José não acredita nisso e tem medo. Em sonho, um anjo lhe diz: “não temais". O pai adotivo de Jesus, a partir daquele momento, assume Maria e torna-se o primeiro, junto a Nossa Senhora, a esperar o nascimento do Verbo Encarnado. A partir daquele momento ele não vivia mais para si, sepultou naquele momento seus planos humanos e se colocou por inteiro na presença de Deus. Ele colocou sua vida em sacrifício, tornando-a um ostensório humano.

Somos convidados, neste dia, a adorarmos Jesus. Em um ostensório, você percebe que, na parte da frente, existe um vidro que recebe o nome de "custódia". Amados, a custódia verdadeira foi São José. Foi com José que Jesus aprendeu a se doar por inteiro, até chegar a ponto de se doar por inteiro na cruz por nós.

São José e Nossa Senhora foram escravos livres de Deus. Para sermos uma custódia de Deus deveremos morrer para nossas vontades humanas. Com isso somos chamados a dar a vida por Deus, pois na Igreja Católica não existe lugar para preguiçoso. O Reino de Deus pertence àquelas pessoas que não têm medo de arregaçar as mangas e se doar por inteiro! São José ensinou que não importa seu ofício, e que, ao se doar, você se torna digno do seu trabalho: Jesus morreu de exaustão.

O cristão não pode ser complacente consigo mesmo, nem com suas fraquezas. Não se dê ao luxo de viver de modo complacente. Desgaste a sua vida pelo Reino de Deus que você receberá a vida eterna.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

 


Padre Serginho Farias


Sacerdote da Comunidade Voz dos Pobres e Diocese de Campo Limpo

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